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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cristãos Contrariam o Ódio, Oferecendo Amor aos Mórmons!

Por Lillian Kwon|Christian Post Reporter
Traduzido por Abigail Viana dos Santos
Os Mórmons que se reuniram em Salt Lake City, Utah, para sua 181ª Conferência Geral Anual neste fim de semana passada, foram novamente recebidos por um pequeno grupo de Cristãos gritando "se arrependam," entre outras coisas.
O grupo é uma presença regular nas conferências da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, muitas vezes insultando e arrastando o Livro de Mórmon no chão.
Contrariando os manifestantes este ano, no entanto, esteve outro grupo de cristãos que ofereceu "Abraços" e amor aos Mórmons "no estilo de Jesus."
"Jesus não gritou e ou fez sinais para a Samaritana," disse Charles Hill, pastor de uma Igreja da Comunidade em South Jordan, Utah, em um comunicado. "Somos chamados a amar uns aos outros."
Hill se mudou para South Jordan em 2009 para iniciar uma Igreja em uma comunidade predominantemente mórmon. Ele deixou claro que sua missão não é a "destruir" a Igreja Jesus Cristo Jesus dos Últimos Dias, que está sediada em Salt Lake City, mas simplesmente alcançar aqueles que precisam de Jesus.
Nos últimos dois anos ele construiu relações com muitos Mórmons. Muitas vezes ele abre sua casa para seus vizinhos, quase todos eles fazem parte da Igreja SUD. Mas novamente, esclareceu que não está a fim de convertê-los em sua fé cristã, mas simplesmente amá-los.
Então, quando vê os outros Cristãos protestando nas conferências da SUD, ele é obrigado a responder.
Ele trouxe a sua Igreja para a conferência, no sábado, dia da abertura do evento de dois dias, para dar um pouco de amor. "ABRAÇOS não Vandalismo" foi a ordem de marcha. Eles distribuíram abraços grátis a quem precisa "um impulso depois passar por nossos irmãos e irmãs em Jesus, que só lhes deram puxões de orelha. Vamos dar-lhes um braço inteiro."
Enquanto isso, ele tem uma mensagem para os manifestantes: "Querido Thugs: parem de conduzir uma cunha entre os nossos relacionamentos os quais buscamos construir de forma muito mais profunda. Aposto que a maioria de vocês nem mesmo são desta cidade. Se você realmente conhecesse alguém que da SDU os amaria, e nunca faria isso. E para aqueles que estão em nossas cidades, há uma razão... na sua Igreja estão "50 soldados do Exército do Senhor," fortes a cada domingo e tem sido há anos."
A Igreja SUD continua a crescer nos EUA e no mundo. Segundo as estatísticas reveladas durante a convenção no sábado, o total de membros da SUD no final de 2010 foi de 14,1 milhões. O corpo religioso também relatou 272.814 convertidos batizados em 2010, 134 templos (com três novos previstos para este ano), e 52.225 missionários servindo em 340 missões.
Além disso, os líderes SUD se orgulham de serviços e ajuda aos pobres. Os mórmons estão registrarados em mais de 40 mil horas de serviço através de mais de 4.000 voluntários nos esforços de ajuda humanitária no Japão, Thomas S. Monson, presidente da Igreja Mórmon, relatou.
“Monson, quem os Mórmons vêem como um profeta moderno, entregou uma acusação que provavelmente ressoou como Hill” - “Onde quer que vá e em tudo que fazemos,” somos bons cidadãos e bons vizinhos, e exemplos de honestidade e integridade.
Hill reconhece que são fundamentais diferenças teológicas entre os Mórmons e os Cristãos evangélicos. E ele ficaria contente se a seus vizinhos mórmons chegassem a um conhecimento salvífico de Cristo.
Mas ele discorda em tratá-los como um "projeto de conversão."
"Jesus não disse: 'Ganhe com a tática de assustar, e agindo como vândalos quando você discorda de alguém." Ele disse: 'Eles vão te conhecer pelo seu amor." Jesus disse: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo.'
Ele também disse: "Por isto todos sabem que são meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros. "Toda a lei e os profetas sustentam 2 mandamentos o AMOR! Posso ter uma testemunha?"
Lembrando os Cristãos, tanto da Grande Comissão e Grande Mandamento, Hill encoraja os crentes a chegar a seu próprio contexto - mesmo se for uma parada GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros), uma convenção pornô ou uma convenção ateísta - com o amor de Jesus.
"Talvez possamos começar uma revolução que mostra que Somos Pelo [amor e o evangelho] em vez de apenas fazer pressão sobre o que somos contra," ponderou.
fonte: http://portuguese.christianpost.com/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Santa Josefina Bakhita - A Afortunada de Deus (história e documentário)

Santa Josefina Bakhita
A Afortunada de Deus
 

“...ainda embrião, teus olhos me viram e tudo estava escrito no teu livro, meus dias estavam marcados antes que chegasse o primeiro...” (Salmo 138,16).

 

É impossível não se encantar com a trajetória de vida de Santa Bakhita. Tudo em sua vida é manifestação divina, é o próprio Deus diriindo seus passos até mesmo nos cruéis anos de escravidão.
Bakhita, um pouco anjo, um pouco criança, grande mulher, que foi elevada à honra dos altares pelo caminho da obediência e da simplicidade.

A Escravidão

Bakhita nasceu no Sudão, região de Dafur na África, no ano de 1869 e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”.

De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia. Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados.
Não devemos nos esquecer de que, apesar de possuírem terras, gado, etc., viviam num aldeia onde as cabanas eram de barro com telhado de palha. Todos nas aldeias estavam sujeitos ao grande perigo que eram os bandos negreiros que raptavam homens, mulheres e crianças para negociar no mercado de escravos.
No ano de 1874, sua irmã mais velha foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz.
“Bakhita” não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu. No ano de 1876, com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família. A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.
A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Porém, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.
Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então uma tatuadoura que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue. Bakhita recebeu no peito, no ventre e nos braços 114 cortes de navalha que eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas. A jovens escravas foram jogadas sem tratamento e nenhum cuidado, durante um mês.
No ano de 1882, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom. Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais.
Em 1885 o sr. Calisto é obrigado a retornar à Itália; Bakhita pede para acompanhá-lo e obtêm consentimento. E assim partiram em companhia de um amigo, o sr. Augusto Michieli, a quem o cônsul presentearia em Gênova com a jovem africana.
Chegando à Itália com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes de religião. Como sempre, Deus tem seus caminhos e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini.
Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”.
Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao sr. Iluminato.
Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.
Naquele instante, Bakhira já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena. Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.
Apesar dos apelos e até ameaças da sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua minima resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão. Sua patroa retornou à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.
No dia 09 de janeiro de 1890, Bakhita é batizada, crismada e recebe a 1° comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, Cardeal Agostini. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreveria este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na eucaristia era o Céu na Terra.
Bakhita nutria em seu coração o sublime desejo de se tornar religiosa, uma Irmã Canossiana. Josefina Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência.
Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a “Madre Morena”.
Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai.
Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo.
Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele!
Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou: “Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava... e todos, todos os pobres negros da África. Faça, ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.
No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena murmurava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.
Depois de algum tempo, em seus últimos momentos, disse: “Vou-me devagarinho para a eternidade... Vou com duas malas: uma contém os meus pecados; a outra, bem mais pesada, contém os méritos infinitos de Jesus Cristo. Quando eu comparecer diante do Tribunal de Deus, cobrirei a minha mala feia com os méritos de Nossa Senhora. Depois abrirei a outra e apresentarei os méritos de Jesus Cristo. Direi ao Pai: ‘Agora julgai o que vedes’. Estou segura de que não serei rejeitada! Então me voltarei para São Pedro e lhe direi: ‘Pode fechar a porta porque eu fico!”
Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão.
Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, em 1º de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo nosso Santo Padre, o Papa João II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil.
Santa Bakhita deve sempre inspirar sentimentos de confiança na Providência, doçura para com todos e alegria em servir.

 
Documentário:
Sinopse: Bakhita traz a emocionante história de uma menina africana, que foi raptada por mercadores de escravos. Vendida e comprada muitas vezes nos mercados da África, ela conheceu as humilhações e os sofrimentos da escravidão. Bakhita foi levada para a Itália, onde encontrou a liberdade e descobriu o Deus que, desde pequena, sentia no seu coração.
























Sacerdotes Católicos louvando ao Senhor...no ritmo...rock and roll !!!
















                 
                      
                                     

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A igreja e a questão homossexual: Como lidar com o tema?






Por Bráulia Ribeiro

Era um travesti alto, magro e desengonçado, e tinha uns implantes. Não sei como começou na homossexualidade, mas disse que tinha sede de Deus desde antes. Quando criança, num passeio a uma Igreja Católica com sua mãe, viu um caixão de vidro com uma estátua de Jesus dentro. “Igreja do Jesus morto”; a mãe era devota. Quando chegaram perto, ele, pirralho, sentiu que Jesus lhe olhava.

– Mãe, Jesus está vivo!
– Pare de dizer besteira, menino… – ela não viu, mas ele sabia que Jesus não estava morto.

Adulto, Daisy foi se desiludindo consigo mesmo numa sede que não terminava por outro tipo de vida, apesar de ter tudo o que um travesti poderia desejar, como um parceiro e um filho adotivo. Ligava o rádio na sintonia dos pentecostais. Ouvia músicas e pregações o dia inteiro.

Não se cansava nem da repetição nem dos chavões. Ouvia até a hora de sair para ganhar a vida na rua. Tornou-se um hábito ouvir o evangelho. O parceiro e os vizinhos se irritavam. Daisy ficava mais amuado, mais convicto. Começou a ler a Bíblia.

Uma noite não agüentou mais. Percebeu que não tinha coração para levar a vida assim. Decidiu que aquela seria a sua última noite na rua. Ouviu rádio e pegou a Bíblia. Abriu no primeiro capítulo de Apocalipse, que fala sobre a revelação de Jesus, em suas vestes de luz e língua como espada de fogo. Lindo! Assim seria sua fantasia, a última da vida de rua.

– Vou de “drag-jisas”.

Enfeitou-se todo de branco e dourado, reverente. Não era uma drag qualquer, era o próprio Jesus de uma maneira simbólica dizendo-lhe que chegara sua hora de mudar. Não conseguiu fazer a vida naquela noite; pregava sem parar, como os pregadores do rádio que ouvia há tanto tempo. Pregava para as prostitutas, para os clientes, para os passantes. O ponto se esvaziou, os habituais corriam para não ouvi-lo. Finalmente, no romper da manhã, tendo arruinado a noite de todos os freqüentadores do ponto, sentou-se feliz, cantando uma daquelas músicas do tipo “sai demônios e vem Jesus”.

Logo depois Daisy adoeceu e descobriu-se portador do vírus HIV.

Estranhamente não teve medo. Sua irmã conhecia algumas pessoas em Belo Horizonte e resolveu dar uma passada por lá para ver se encontrava ajuda para ele. A vida tem seus caminhos; ao receber a medicação, Daisy encontrou também algumas pessoas do grupo VHIVER, que ajuda portadores do vírus da aids a viver com qualidade. De lá esbarrou nos crentes da Caverna de Adulão e conheceu o Jesus que amava. Converteu-se, “destravecou-se”, “homenzou-se” do melhor jeito que pôde. O parceiro ficara no Rio de Janeiro com o filhinho adotivo.

Teve de dizer-lhe que era homem agora e que cuidaria do filho, mas já não seria “casado”. Sentiu-se puro como um bebê. Dizia que já tinha feito sexo demais a vida toda e agora não precisava mais; iria viver para Deus de todo o seu coração…

Mas não podia ficar em Belo Horizonte, tinha de voltar ao Rio. O Geraldo, da Caverna, se preocupou: “E agora, o que vai ser de Daisy? Quem vai entendê-lo para integrálo?”A essa altura Daisy já se chamava como homem, mas os trejeitos de uma vida no submundo não saem fácil. As marcas (as mãos na cintura, o andar reboloso e a voz fina que ainda desafina) ficam. Daisy voltou para o subúrbio do Rio. Despachou o parceiro, pegou suas coisas e mudou-se. Mas aí veio a parte dura: conseguir um emprego, se sustentar de maneira digna e encontrar uma igreja onde fosse aceito. Nos primeiros meses quase não tinha dinheiro; a única congregação do bairro era o lugar mais perto. As emoções de Daisy ainda eram as emoções de uma caricatura de mulher. Ia à igreja esperando amor como o que encontrara em Belo Horizonte. No começo encontrava o porteiro:

– “Tem culto hoje não, desculpe.”
– “Ah…” – o ar decepcionado de Daisy não mudava em nada a cara do porteiro.

Infelizmente a igreja não conseguiu entender o rapaz. Daisy tentou mais uma e mais outra. Mas o que aconteceria se no bairro vissem aquele homem ainda com peitos freqüentando os cultos? Terminou por entender que não era bem-vindo – mais uma ferida para carregar para quem já sofreu tantas.

Sem ajuda na fé e sem apoio econômico e social para recomeçar, a fé de Daisy se apagou. Geraldo o viu um dia desses nas páginas de uma revista, militando pela causa homossexual, e respirou aliviado, pensando: “Pelo menos ele ainda está vivo…”

Daisy, se você está lendo isto, tente outra vez. Vamos aprender a caminhar com você pelo caminho da restauração. Vamos aprender a fazer da sua vergonha a nossa vergonha e, pelo naosso amor, fortalecer a sua fé naquele que nos transforma.


***
Fonte: Solomon

Comentário de Leonardo Gonçalves:

Esta semana almocei com um pastor e amigo aqui no Peru. Ele me contou que estava aflito, sem saber o que fazer, pois descobriu que um membro ativo da sua igreja é gay. Segundo meu amigo pastor, este irmão confessou isso em meio à muitas lagrimas... soluçando. Disse que nunca fez sexo com homens, mas já foi beijado algumas vezes por outros gays.

Na conversa, o jovem contou toda sua vida.Entre seus relatos mais fortes, está aquele em que o pai abandonou a familia quando ele tinha 7 anos. Ele correu desesperado chorando e gritando o nome do pai pela rua, mas o pai não parou. Então, o menino parou de correr e olhou para trás, e viu o irmão menor, também chorando. Ele enxugou as lágrimas e prometeu a si mesmo que nunca mais iria chorar pelo pai. Agora ele era o homem da casa. E assim foi...

Trabalho duro desde cedo para ajudar em casa, responsabilidades cada vez maiores eram colocadas sobre seus ombros. Sempre que isso acontecia, ele repetia inconscientemente: "A culpa é do meu pai". Cresceu, foi estudar na cidade, e teve que morar de favor na casa de um rapaz. Um dia este rapaz entrou na casa e, trêmulo, lhe beijou. Isso se repetiu por muito tempo, e ele nunca reclamou, pois morava de favor. Na época ele não gostava dos beijos, e diz que sentia nojo.

Ele diz odiar o pai até hoje. Contudo, o seu relato deixa transparecer que ele projeta em seus amigos o carinho que quis dar e receber do pai. Uma carencia afetiva que chegou a um ponto extremo, pôs em derrocada as emoções e culminou em uma confissão e um desesperado pedido de ajuda.


Amigo pastor,

Você e sua igreja estão preparados para receber, ajudar e integrar pessoas assim?

Não precisa responder agora. A pergunta é pura retórica... Se não tiver a resposta, apenas ore.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mórmons e Católicos: Uma História de Solidariedade

Por Webmaster de AllAboutMormons.com - 20/1/2008

Devido à visibilidade de certos Mórmons nas notícias ultimamente, os cidadãos dos Estados Unidos têm falado muito sobre o mormonismo. Alguns membros de certas denominações em este país têm aproveitado deste “momento mórmon” para expressar suas opiniões, alegando que o Mormonismo é uma seita inspirada por Satanás cujos membros certamente vão para inferno. Este tipo de preconceito religioso é muito preocupante para mim. Nenhuma religião deve ser forçada a abandonar suas crenças, mas é possível sim respeitar outras religiões sem concordar com suas teologias. Talvez uma lição da história seja apropriada.

Em 1879, a Igreja Católica ainda não tinha chegada na região sul de Utah. Padre Scanlan, o padre de Utah, queria realizar uma missa católica para os poucos Católicos na região sul de Utah, então ele viajou para St. George, a cidade principal daquela região. Quando chegou, enfrentou vários desafios. Não havia um número de Católicos suficiente para formar um coro para cantar a missa em Latim. Não havia uma catedral em qual poderiam reunir. Desesperado, o Padre Scanlan pediu ajuda aos líderes da Igreja SUD (Mórmon), a religião predominante do estado de Utah.
Feliz em ajudar seus irmãos e irmãs católicos, os Mórmons ofereceram o uso do tabernáculo de St. George. Reconhecendo a necessidade de um coro, eles pediram ao coro do tabernáculo de St. George que cantasse a missa. O coro Mórmon passou algumas semanas ensaiando para poder cantar a missa em Latim.

No dia da missa, os poucos católicos na região sul de Utah entraram no tabernáculo. Os Mórmons encheram os assentos que sobraram como expressão de solidariedade. Então a primeira Alta Missa cantada por um coro organizado em Utah se realizou num tabernáculo Mórmon, por um coro Mórmon cantando em Latim e com uma audiência mesclada de Mórmons e Católicos. Embora os Mórmons não concordem com os Católicos em certos pontos teológicos, isso não impediu que o respeito e a solidariedade fossem expressados.

Católicos também entendem este princípio de respeito mútuo. Quando o famoso pianista polonês Vladimir Jan Kockanski, um Mórmon, se reuniu com o Papa João Paulo II em 1981, ele deu o Papa um Livro de Mórmon. Ao reconhecer o livro, o Papa o aceitou, dizendo, “Esta é uma publicação mórmon…Ah, sim. Que belo, jovem profeta.” Eu duvido que o Papa João Paulo II tenha acreditado que Joseph Smith, o primeiro presidente e profeta da Igreja Mormon, tenha sido um profeta verdadeiro, mas isso não impediu que ele reconhecesse aquilo que era belo na religião de seu convidado.

Não poderíamos nós aprender um pouco destas histórias? Eu mesmo seria muito grato se aqueles que espalhassem mentiras e ódio para com os Mórmons poderiam em vez disso nos tratar com o mesmo respeito e solidariedade com que nós, como todas nossas imperfeições, tentamos tratá-los. As diferenças teológicas existem, mas elas não precisam impedir o amor e o respeito.
Fonte: http://www.allaboutmormons.com/Blog/mormons_catolicos_historia_solidariedade_devido_PORT_3.php