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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ex-Escritora de Romances Vampirescos: Não Há Descanso, Nem Paz Sem Deus!

Anne Rice, famosa autora de Entrevista com o Vampiro, confessa que não há paz sem Deus, em um novo vídeo no qual ela fala sobre seu retorno para a fé cristã.
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    Anne Rice, autora de Entrevista com o Vampiro (Interview With the Vampire), testifica sobre o seu retorno para Cristo.
Por 38 anos, Rice foi uma “atéia assombrada por Cristo," ela afirma em um vídeo publicado recentemente "I Am Second". Seus romances vampirescos eram a reflexão de sua luta interna ao viver num mundo sem Deus que ela criou.
O vampiro, diz ela, é a metáfora para o marginal e a pessoa que se sente separado de Deus.
Rice alcançou a fama e a riqueza através de seus romances vampirescos, mas ela estava cada vez mais insatisfeita internamente com "o mundo em que a salvação não era uma possibilidade," compartilhou.
"E a razão para a insatisfação era simples: eu realmente acreditava em Deus," ela afirma no vídeo. Eu não só acreditava nele, mas também o amava, e não estava admitindo isto."
Rice foi criada em um lar católico quando criança, mas rejeitou sua fé quando fez 18 anos, com intuito de obter liberdade e buscar conhecimento.
"Eu achava que haviam tantas coisas proibidas para mim por ser Cristã... Eu sentia uma necessidade desesperadora de ser livre,” ela relembra.
No vídeo "I am Second", Rice disse que ela foi relembrada repetidamente novamente e novamente "que enquanto você estiver negando Deus, não provará de nenhum descanso. Você não provará de nenhuma paz."
"Você não pode se salvar através da arte. Você não pode se salvar através da música •. Você não pode fazê-lo viajando. Você não pode fazê-lo através da riqueza. "Todas as suas tentativas de se salvar e de transcender através de outros meios irão falhar mais cedo ou mais tarde. Você se salva ou Deus te salva, quando você se volta para ele."
Após quase quatro décadas negando Deus, Rice afirmou que ela finalmente estava pronta para se entregar a Ele. Ela retornou a Igreja Católica em 1998.
"Eu deixei de lado as dúvidas," ela comentou. "Imperfeitamente e arrependida, eu retornei."
E voltar para Deus mudou tudo na vida dela. Em primeiro lugar, ela sente que não pode mais trabalhar com a metáfora do vampiro.
"Eu não sou mais uma pessoa em um mundo sem Deus, bem longe disso," ela comenta.
No momento, Rice dedica seu tempo escrevendo livros que são "diretamente para Deus e dedicados a Jesus Cristo."
"Eu mudei e eu tinha que fazer isso," ela afirma com determinação. "Eu tinha que escrever para Ele."
Seus livros cristãos incluem Cristo, O Senhor: A Saída do Egito; Cristo, O Senhor: O Caminho para Canã; e Angel Time: The Songs of the Seraphin.
Rice é a mais recente celebridade a propiciar uma testemunha em vídeo no "I Am Second," um movimento que procura exaltar Cristo ao declarar que Ele vem em primeiro e nós vimos em segundo.
Outras celebridades que propiciaram testemunhas incluem o ex-treinador do NFL Indianopolis Colts, Tony Dungy; o ex-guitarrista/co-fundador da banda de metal Korn, Brian "Head" Welch; e o defensor externo da liga principal de baseball do Texas Rangers, Josh Hamilton.
E3 Partners Ministry lançou uma campanha de alcance popular em 2 de dezembro de 2008, na área Dallas-Fort Worth. A campanha foi inicialmente destinada a atingir somente aqueles no norte do Texas, mas assim que o website foi lançado, rapidamente se tornou viral. Até agora, a campanha recebeu mais de dois milhões de visitas para seu website, provindas de mais de 211 países.
Na Web: www.iamsecond.com via http://portuguese.christianpost.com/noticias/20100330/ex-escritora-de-romances-vampirescos-nao-ha-descanso-nem-paz-sem-deus/

quarta-feira, 30 de março de 2011

QUE LOUCURA? Cristo com genitais à mostra choca Espanha!


 

Uma estátua de Jesus Cristo nu, com os genitais expostos, está a chocar a Espanha.
A escultura, da autoria de Ricardo Flecha, encontra-se no Museu da Cidade em Medina del Campo, e deve constar nas procissões deste ano da Semana Santa. Isto se se superar a polémica instalada sobre se a figura o deve fazer, atendendo ao pudor de alguns dos participantes.
De acordo com o jornal ‘ABC', a solução deve passar pela inclusão de um pano durante a cerimónia religiosa de 9 de Abril.

Fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/cristo-com-genitais-a-mostra-choca-espanha

quarta-feira, 9 de março de 2011

Só encontrei um caminho para falar de Deus: a verdade!

Parece óbvio, mas não é! Em um oceano de religiões, doutrinas, sermões, pastores, igrejas e denominações, já ouvi todo tipo de frases, projetos e estratégias prontas e pré-fabricadas para convencer as pessoas quanto ao Deus e a fé cristã. “Ele deve morar no seu coração. E vai tranformar a sua vida. Você precisa sair desta vida de pecado. Pra onde você vai quando morrer.
São estas algumas das frases mais utilizadas no meio. Respostas prontas então! Que horror! Uma pior que a outra. O evangelho simplista é o tema de livros, revistas e músicas envangélicas espalhados por todo mundo cristão.
Se me perguntarem: “É pecado...? Opa! – eu já interrompo a pergunta no meio. Me poupe!
Agora se eu responder, esta resposta será tão complexa e cheia de outras dúvidas que a vítima com certeza vai preferir deixar quieto e não cometer o ato, sendo ele pecado ou não.Sim, a realidade é assim, cheia de dúvidas, complicações, circunstâncias culturais, sociais e etc. Ainda mais quando se trata de Deus se revelando através da história de um povo distante, com os registros feitos em um livro escrito em hebraico e grego, traduzido através dos séculos para a nossa língua luso-tupi.
Por estas e outras dificuldades, tenho buscado, com aqueles que estão ao meu lado, o duro caminho da verdade, da franqueza, do “pra falar a verdade: Não sei”. Neste processo de extrema sinceridade, encontrei o significado da afirmação de Jesus, quando disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Sua personalidade era tão franca que suas palavras se tornavam lâminas cortando mentes e corações. Sua verdade hoje, dentro do cenário cristão atual, seria tão picante quanto foi há dois mil anos atrás, levando líderes e denominações às mesmas atitudes dos líderes judeus da época.
Sim! A verdade, nada mais que a verdade.
 
                                

fonte:http://www.transformai-vos.org/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=37

domingo, 6 de março de 2011

Deus nos livre de um Brasil evangélico?!!!

Ricardo Gondim


Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.


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Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
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Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.cantando1 
 Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?    
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Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vida e obra missionária de Madre Tereza de Calcutá...


BREVE BIOGRAFIA DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ
 
Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura madre Tereza, nasceu no dia 26 de agosto de 1910 em Skopje, Macedonia, de una familia de ogirem albaneza. O pai, respeitado homem de negócios, morreu quando ela tinha oitos anos, deixando a mãe de Agnes na condiçao de ter que abrir uma atividade de bordado e fazenda para poder manter a família. Depois de ter transcorrido a adolescencia impenhada fervorosamente nas atividades parroquiais, Agnes deixou a sua casa em setembro de 1928, entrando no convento de Loreto a Rathfarnam, (Dulim), Irlanda, onde foi acolhida como postulante no dia 12 de outubro e recebeu o nome de Tereza, como a sua padroeira, Santa Tereza de Lisieux.
Agnes foi enviada pela congregação de Loreto para a India e chegou em Calcutá no dia 6 de janeiro de 1929. Tendo apenas chegado lá, entrou no noviciado de Loreto, em Darjeerling. Fez a profissão perpétua come irmã de Loreto no dia 24 de maio de 1937, e daquele dia em diante foi chamada Madre tereza. Quando viveu em Calcutá durante os anos 1930-40, ensinou na escola secundária bengalese, Sta Mary.
 
No dia 10 de setembro de 1946, no trem que a conduzia de Calcutá para darjeeling, Madre Tereza recebeu aquilo que ela chamou “a chamada na chamada”, que teria feito nascer a família dos Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores. O conteúdo desta inspiração é revelado no objetivo e na missão que ela teria dado ao seu novo Instituto: “Saciar a infinita sede de Jesus sobre a cruz de amor e pelas almas, trabalando para a salvação e para a santificação dos mais pobres entre os pobres”. No dia 7 de outubro de 1950, a nova congregação das Missionárias da Caridade foi instituida oficialmente como instituto religioso pela Arquidiocese de Calcutá.
Ao longo dos anos 50 e no inicio dos anos 60, Madre Tereza estendeu a opera das Missionárias da Caridade seja internamente dentro Calcutá, seja em toda a India. No dia 1 de fevereiro de 1965, Paulo VI concedeu à Congregação o “Decretum Laudis”, elevando-a a direito pontificio. A primeira casa de missão aberta fora de Calcuta foi em Cocorote, na Venezuela em 1965. A congregação se expandiu em toda a Europa (na periferia de Roma, a Torre Fiscale) e na Africa (em Tabora, em Tanzania) em 1968.
Do final dos anos 60 até 1980, as Missionárias da Caridade cresceram seja em número de casas de missão abertas em todo o mundo, seja no número dos seus membros. Madre Tereza abriu fundações na Australia, no Vizinho Oriente, na America do Norte, e o primerio noviciado fora de Calcutá em Londres. Em 1979 Madre Tereza recebeu o Premio Nobel pela Paz. No mesmo ano existiam já 158 casas de missão.
   
As Missionárias da Caridade chegaram aos países comunistas em 1979, abrindo uma fundação em Zagabria, na Croácia, e em 1980 em Berlim Este. Continuaram a estender a sua missão nos anos 80 e 90 abrindo casas em quase todos os países comunistas, incluindo 15 fundações na ex União Soviética. Não obstante os repetidos esforços, Madre Tereza não pode abrir nenhuma fundação na China.
Em outubro de 1985 Madre tereza falou no quadragésimo aniversário da Assembleia Geral das Nações Unidas. Na vigilia de Natal do mesmo ano, abriu em Nova York o “Dom de Amor”, a primeira casa para os doentes de AIDS. Nos anos seguintes, outras casa seguiram esta casa de acolhimento nos Estados Unidos e alhures, sempre especificadamente para doentes de AIDS.
No final dos anos 80 e durante os anos 90, não obstante os crescentes problemas de saúde, Madre tereza continuou a viajar pelo mundo para a profissão das noviças, para abrir novas casas de missão e para servir os pobres e aqueles que tinham sido atingidos por diversas calamidades. Foram fundadas novas comunidades na Africa do Sul, Albania, Cuba e Iraque, que estava dilacerado por causa da guerra. Em 1997 as irmãs eram cerca de 4000, presentes em 123 países do mundo nas mais ou menos 600 fundações.
Depois de ter viajado por todo o verão a Roma, New York e Washington, em condições de saúde delicadas, Madre Tereza voltou a Calcutá em 1997. Às 9:30 da noite do dia 05 de setembro de 1997, ela morreu na Casa Geral. O seu corpo foi transferido para a Igreja de São Tomas, adjacente ao Convento de Loreto, exatamente onde tinha chegado 69 anos antes. Centenas de milhões de pessoas de todas as classes sociais religiões, da India e do exterior lhe renderam homenagem. No dia 13 de setembro recebeu o funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido em um longo cortejo através as estradas de Calcutá, sobre uma carreta de canhão que tinha trazido tambem os corpos de Mohandas Gandhi Jawaharlal Nehru. Chefes de nações, primeiros Ministros, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.
























sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

louvar ao Senhor!

Pode se louvar ao Senhor com palavras serenas e sem grandes emoções. Pode se louvar ao Senhor com palavras serenas e cheias de emoção. Pode se louvar ao Senhor com palavras emotivas e o sentimento a flor da pele, por entre gritos, clamores e lágrimas, pode se louvar o Senhor numa canção tranquila, didática e catequética. Pode se louvar numa canção que arranca lágrimas.
O louvor não depende de exaltação e nem de emoção, depende da intenção de proclamar o nome e a misericórdia do Senhor. Por isso uma pessoa dada a poucos eflúvios e arroubos pode louvar perfeitamente o Senhor de maneira profunda. Pode-se também ser profundo na emoção. E pode-se louvar de maneira errada come excesso de melosidade.
Há uma oração errônea nascida do impulso e da emotividade.  O salmista que pedia a Deus que quebrasse a cara dos seus inimigos, que lhes partisse os queixos, orou de maneira errada, porque Deus não faz isso. Não foi uma oração correta, posto que nasceu da ira.
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O cantor que pediu a Deus que perdoasse seus inimigos que abençoasse até quem o magoava, e orou de maneira serena e sem emoção, adorou melhor do que o outro. A lágrima não faz o louvor, a frieza também não. Mas a serenidade, sim, tenho visto pessoas completamente fora de si mesmas, a dizer que o Espirito Santo fez isso mais aquilo de errado. Mandou uma doença sobre seu inimigo... Tenho visto pessoas totalmente donas de si mesmas e tranquilas a dizer que o Espirito Santo as movia. Fiquei com as tranquilas. Não acho que Deus desequilibra dessa forma.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Jesus nasceu mesmo no dia 25 de Dezembro…(?!!!)

Devo corrigir um erro que cometi. Aconteceu que num momento de mau humor, desejei – precisamente num meu artigo – que a Igreja se decidisse a fazer uma alteração no calendário: que transferisse para o dia 15 de Agosto aquilo que celebra no dia 25 de Dezembro. Um Natal no deserto estivo – argumentava eu – libertar-nos-ia das insuportáveis iluminações, dos enjoativos trenós com renas e Pais Natais, e até da obrigação de mandar cartões de Boas Festas e prendas. De facto, quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem – e para onde – mandar cartões de Boas Festas e embrulhos enfeitados de fitas e laçarotes? Não são os próprios Bispos que trovejam contra aquela espécie de orgia consumista a que se reduziram as nossas Festas de Natal? Então, “fintemos” os comerciantes: passemos tudo para o dia 15 de Agosto. A coisa – observava eu – não parece ser impossível: de facto, não foi a necessidade histórica, mas sim a Igreja a escolher o dia 25 de Dezembro para contrastar e substituir as festas pagãs nos dias do solstício de Inverno: colocar o nascimento do Cristo em lugar do renascimento do Sol Invictus. No início houve, portanto, uma decisão pastoral, mas esta pode ser mudada, consoante as necessidades.
Era uma provocação, obviamente, mas que se baseava naquilo que é (ou, melhor, que era) pacificamente aceite por todos os estudiosos: a colocação litúrgica do Natal é uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, a qual ninguém estaria em condições de poder determinar. Ora bem, parece que os especialistas se enganaram mesmo; e eu, obviamente, com eles. Na realidade, hoje – graças também aos documentos de Qumran* – estamos em condições de poder estabelecê-lo com precisão: Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro. Uma descoberta extraordinária a sério e que não pode ser alvo de suspeitas de fins apologéticos cristãos, dado que a devemos a um docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante. Se Jesus nasceu a 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma lógica sucessão de datas, mas baseada em tradições não verificáveis, não em acontecimentos localizáveis no tempo. Assim acreditávamos todos nós, até há pouquíssimo tempo. Mas, na realidade, parece mesmo que não é assim.
De facto, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».
Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias – a classe de Abias – era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço? Ninguém o sabia. Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran. O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas esta verosimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição, chegando à conclusão que esta provinha directamente da Igreja primitiva, judaico-cristã, de Jerusalém. Esta memória das Igrejas do Oriente é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.
Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova verosimilhança – Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.
Sim, parece que festejar o Natal no dia 15 de Agosto é coisa não se pode mesmo propor. Corrijo, portanto, o meu erro, mas, mais que humilhado, sinto-me emocionado: depois de tantos séculos de investigação encarniçada, os Evangelhos não deixam realmente de nos reservar surpresas. Parecem detalhes aparentemente inúteis (o que é que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias ou não? Nenhum exegeta prestava atenção a isto) mas que mostram, de improviso, a sua razão de ser, o seu carácter de sinais duma verdade escondida mas precisa. Não obstante tudo, a aventura cristã continua.
Nota:
* Os manuscritos de Qumran foram descobertos em 1947, perto das margens do Mar Morto, na localidade de Qumran, localidade onde a seita hebraica dos Essénios tinha nos tempos de Jesus a sua sede principal. Os manuscritos foram encontrados em ânforas, provavelmente escondidos pelos monges da seita, quando tiveram de fugir dos romanos provavelmente entre 66 e 70 d. C. Aqueles pergaminhos deram-nos os textos de quase todos os livros da Bíblia copiados de dois a um século antes de Jesus e perfeitamente coincidentes com os que são usados hoje pelos hebreus e pelos cristãos(cfr. Hipóteses sobre Jesus, Porto, Edições Salesianas, 1987, p. 101)
Por Vittorio Messori
Tradução: pensaBEM.net
Fonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Santíssima Maria teve outros filhos?


Muitos evangélicos crêem que Maria Santíssima teve outros filhos por causa das passagens de São Mateus 13,55; Marcos 6,3:
“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?”
Eles desconhecem que no hebraico e aramaico não existe palavra que traduzam nosso primo, tio, sobrinho etc. sendo utilizada a palavra irmão para designar parentesco em geral.
- Abraão chama Lot de irmão (Gênesis 13,8 e Gênesis 14,14) e na verdade Abraão era tio de Lot (Gênesis 12, 4-5)
- Labão chama a Jacó de irmão (Gênesis 29,15) e na verdade Jacó era sobrinho de Labão (Gênesis, 28, l-2)
- Nadab e Abiu, são filhos de Arão (Levítico 10,1) e Misael e Elisafan, eram filhos de Oziel, tio de Arão (Levítico 10,4) No entando Moisés diz que estes são irmãos deles na mesma passagem.
- Confira mais em Job 19,13-14; 42,11
Talvez alguém venha com a resposta mas o NT foi escrito em grego que tem palavra própria para primo.
É verdade o NT foi escrito em grego com exceção de Matheus. No entanto sua escrita teve influência semita. Os escritores apesar de conhecerem o grego, escreveram sob a cultura judaica, preservando o sabor semítico nos textos, ou seja, escreveram tendo em mente palavras hebraicas.   "Ocorre que os escritores sagrados quiseram preservar o sabor semítico da palavra aramaica "ah" ("irmão" para qualquer grau de parentesco próximo) ao fazer a tradução para o grego. A expressão semita "irmãos do Senhor" já era muito usual entre os cristãos (como demonstra as várias inserções no NT) e os apóstolos quiseram preservá-la, pois "ah" é diretamente traduzido para o grego por "ADELPHOS". Um contexto, portanto, bem diferente das passagens de Paulo e Tobias acima citadas, pois nestes casos Paulo e Tobias não estavam traduzindo um termo hebraico para o grego. Esta preservação do aramaico ou do sabor semita na tradução para o grego ocorre também em outras passagens do NT.
Exemplos:                                                                                                                        
- Em algumas passagens Pedro é chamado de Cefas (Pedra em aramaico) preservando assim, o sabor semita, de como os discípulos e Jesus costumavam chamar Pedro.                                                                                                                               
- Está escrito: "Se alguém vem a mim e não ODEIA seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, sim, até a própria vida, não pode ser meu discípulos"
No aramaico, quando em relação de comparação, significa amar menos. Então na verdade tanto no português e o grego a tradução correta da fala de Jesus ser “Se alguém vem a mim e não ama menos seu pai, sua mãe, sua mulher...’’                    
- Paulo cita Ml 1,2-3: "Eu amei Jacó e ODIEI Esaú" (Rm 9,13). A tradução correta da passagem que ele citou seria “Eu amei Jacó e amei menos Esaú”                            
- Em várias passagens, São Paulo frequentemente faz uso do termo grego "dikaiosyne" não na forma estrita utilizada pelo sentido grego, mas na forma ampla do sentido hebraico de "sedaqah".                                                                                                                       
- Lucas utiliza com frequencia o aditivo "kai" ("e", em português), que reflete o aditivo hebraico "wau". Ex: Lc 5,1 "... E ele se encontrava de pé ...". A palavra "e" poderia existir no hebraico, mas não no grego, nem mesmo no aramaico. Lucas nos diz que tomou grande cuidado, conversou com testemunhas oculares e checou relatos escritos sobre Jesus. Estes relatos escritos poderiam estar em grego, hebraico ou aramaico. Estas estranhas estruturas usada por Lucas em alguns pontos parece demonstrar que ele usou, em certos momentos, documentos hebraicos e os traduziu com extremo cuidado, tão extremo a ponto de manter a estrutura hebraica no texto grego. Lucas sabia como escrever em grego culto, como demonstra certas passagens. Mas por que escreveu assim? Certamente por causa de seu extremo cuidado, para ser fiel aos textos originais que usava.
Em acréscimo, podemos observar que quando o AT foi traduzido para o grego (versão dos Setenta), alguns séculos antes de Cristo, o termo aramaico "ah" sempre foi traduzido para o grego ADELPHOS (irmão), mesmo quando era evidente que não se tratava de filhos da mesma mãe, mas sim de parentes próximos. Por exemplo, conforme visto acima, em Gn 13,8 "ah" deveria ser traduzido para o grego correspondente a "parentes" (tio e sobrinho), mas preservou-se o sabor semita "irmãos". Portanto, não se deve admirar o fato do hagiógrafo do NT manter o sabor semita do vocábulo "ah" referente aos parentes, pois este também foi o critério usado na tradução do AT, alguns séculos antes de Cristo nascer. O linguajar grego da Versão dos Setenta, que conservava seu fundo semita, influiu profundamente na linguagem dos escritores do NT, familiarizados que estavam com a tradução dos Setenta. E quando se traduz a Bíblia para as línguas modernas, português, inglês, etc., o termo correspondente a "irmão" também é mantido mesmo nos casos onde é evidente que não se tratam de filhos dos mesmos pais, mas sim de parentes.”
(Fonte da parte entre aspas: http://br.geocities.com/pinto1968/maria/n14.htm )

Então quem eram os supostos irmãos de Jesus?

Maria Santíssima tinha uma irmã ou prima chamada Maria de Cléofas (Alfeu) (Jo 19,25). Maria de Cleofas a mulher de Alfeu era Mãe de Thiago, José, Judas e Simão (Lc 6,15-16; Mt 10,3; Mateus, 27-56; não encontramos na Bíblia que Simão era filho de Maria de Cléofas e de Alfeu, mas o historiador Hegezipo (sec. II), informa que ele é filho de Cléofas, esposo de Maria, irmã da Mãe de Jesus (João 19,25)
Outra prova que encontramos que todo nosso argumento é correto está em Gálatas 1,19 que diz: "Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor." Dos apóstolos havia 2 Thiago um filho de Zebedeu e outro de Alfeu, então o irmão foi aplicado a Thiago filho de Alfeu primo de Jesus. (conf Atos 1,13).
E ainda Jesus é dito como “o filho de Maria” (Marc. 6, 3) e não “um dos filhos”