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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

QUE LOUCURA? Pregações e orações em trens fazem bem ou fazem mal? Empresa proibe, pastor continua e polêmica aumenta!

Pregações e orações em trens fazem bem ou fazem mal? Empresa proibe, pastor continua e polêmica aumenta
A pregação religiosa nos vagões da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é motivo de uma queixa por dia enviada por passageiros à empresa. De janeiro a junho, a estatal recebeu 177 mensagens de celular reclamando das orações. Em todo o ano de 2010, foram 261. O assunto é polêmico. Assim como há passageiros que reclamam, há os que reivindicam mais espaço para os religiosos.
A possibilidade de converter os passageiros é o que leva o analista de informática Agostinho Ferreira da Silva (foto), de 46 anos, a evangelizar há 8 nos trens da Linha 12-Safira, que liga o centro da capital a Poá, na Grande São Paulo. “A maioria das pessoas gosta de ouvir”, garante.
Conhecido como Irmão Guto, ele prega diariamente no trem que sai às 19h30 do Brás. O vagão escolhido é sempre o mesmo, o quarto. Ele ora e entoa hinos evangélicos. “A situação melhorou nos últimos tempos. Antes, os seguranças nos tratavam com truculência. Uma vez, chegaram a rasgar minha camiseta.”
A assessora jurídica Teresinha Neves, de 40 anos, já pregou nos trens da CPTM e hoje auxilia os evangelizadores que se sentem intimidados por agentes da CPTM. Se quiserem, eles podem ser truculentos. Isso eu acho que é ilegítimo em se tratando de um estado democrático e da liberdade religiosa, de culto.”
A CPTM informou que a proibição à pregação nos trens “não se confunde com os direitos assegurados na Constituição”, “nem se trata de preconceito a uma religião específica”. A estatal ainda informou que “o Estado é laico e pela própria Constituição ninguém tem o direito de impor sua fé ao outro, notadamente em ambiente fechado como é o caso dos trens”. Segundo a CPTM, quando um pregador é removido do vagão, ele perde o direito da viagem.
O operador de logística Vanderlei Aparecido Luiz, de 38 anos, usa a Linha 10-Turquesa (Luz/Rio Grande da Serra), a que tem mais denúncias. Ele diz sentir-se incomodado. “Às vezes, eles chegam a gritar. E atrapalham as pessoas que tentam voltam dormindo de um dia cansativo.” Ele chegou a ver um evangelizador sendo expulso por passageiros revoltados. “Em uma estação, seguraram a porta e falaram que o trem só andaria se ele saísse.”
Passageira da mesma linha, a operadora de impressão Adriane Proença, de 23 anos, defende a pregação em outros locais. “Tem de ser na igreja. Nem todo mundo gosta de ouvir ou tem a mesma religião.”
A auxiliar de limpeza Dalva Maria de Jesus Pereira, de 49, discorda. “Tem muita gente que precisa, mas não vai à igreja”, diz a usuária da Linha 12-Safira – a mesma a que o Irmão Guto vai todos os dias. “Então o trem é um bom lugar para pregarem o que está na Bíblia.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

O anel...

"Certa vez um rei cansado de ter tudo, menos paz interior, resolveu consultar seus sábios - reis também podiam comprar sábios - e exigiu deles um anél que, ao olhá-lo quando triste ficaria feliz, e ao olhá-lo quando feliz, o tornaria triste. Os sábios passaram meses para poduzir tal anel e, quando pronto, entregou um anel com um enfeite  brilhante em forma de caixinha dizendo ao rei:
-Seu anel está pronto, vossa majestade. Seu segredo está dentro deste brilhante, contudo, abra-o apenas quando sentir-se o mais próximo da morte, caso contrário não terá o efeito desejado.

O rei passou dias e dias esperando se confrontar com os últimos segundos de sua vida, sempre que ele achava ser a hora de abrir o anel,parava alguns segundos e via que não era o momento exato. Até que um dia o país ao lado estoura uma guerra contra seu reinado. O rei sabia que perderia a guerra e cairia seu poder então decidiu fugir sozinho enquanto seu exército era exterminado no campo de batalha. Correu e correu sem parar, mas sentia o tremer do chão evidenciando sentinelas inimigas à sua captura. Foi quando se deparou com um abismo e sabia que cedo ou tarde os inimigos o encontraria. Então justamente no momento em que avistou cavaleiros inimigos vindo à sua direção, um bando de leões o cercara também. Calculou que teria poucos segundos antes de sua morte , tempo somente necessário para abrir o anel. Então virou-se para o abismo , pôs se de costa ao perigo e o abriu. Dentro do anél existia apenas um pedaço de papel escrito: "Isto também passará".
Tais palavras o deixou aliviado, se acalmou completamente.Pela primeira vez na vida, sentiu-se em paz. E ao virar-se de costas viu que os leões haviam se dispersado pelo tremor dos cavalos, e os cavaleiros não o avistaram."
 (*) conto oriental

Só encontrei um caminho para falar de Deus: a verdade!

Parece óbvio, mas não é! Em um oceano de religiões, doutrinas, sermões, pastores, igrejas e denominações, já ouvi todo tipo de frases, projetos e estratégias prontas e pré-fabricadas para convencer as pessoas quanto ao Deus e a fé cristã. “Ele deve morar no seu coração. E vai tranformar a sua vida. Você precisa sair desta vida de pecado. Pra onde você vai quando morrer.
São estas algumas das frases mais utilizadas no meio. Respostas prontas então! Que horror! Uma pior que a outra. O evangelho simplista é o tema de livros, revistas e músicas envangélicas espalhados por todo mundo cristão.
Se me perguntarem: “É pecado...? Opa! – eu já interrompo a pergunta no meio. Me poupe!
Agora se eu responder, esta resposta será tão complexa e cheia de outras dúvidas que a vítima com certeza vai preferir deixar quieto e não cometer o ato, sendo ele pecado ou não.Sim, a realidade é assim, cheia de dúvidas, complicações, circunstâncias culturais, sociais e etc. Ainda mais quando se trata de Deus se revelando através da história de um povo distante, com os registros feitos em um livro escrito em hebraico e grego, traduzido através dos séculos para a nossa língua luso-tupi.
Por estas e outras dificuldades, tenho buscado, com aqueles que estão ao meu lado, o duro caminho da verdade, da franqueza, do “pra falar a verdade: Não sei”. Neste processo de extrema sinceridade, encontrei o significado da afirmação de Jesus, quando disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Sua personalidade era tão franca que suas palavras se tornavam lâminas cortando mentes e corações. Sua verdade hoje, dentro do cenário cristão atual, seria tão picante quanto foi há dois mil anos atrás, levando líderes e denominações às mesmas atitudes dos líderes judeus da época.
Sim! A verdade, nada mais que a verdade.
 
                                

fonte:http://www.transformai-vos.org/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=37

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Santa Josefina Bakhita - A Afortunada de Deus (história e documentário)

Santa Josefina Bakhita
A Afortunada de Deus
 

“...ainda embrião, teus olhos me viram e tudo estava escrito no teu livro, meus dias estavam marcados antes que chegasse o primeiro...” (Salmo 138,16).

 

É impossível não se encantar com a trajetória de vida de Santa Bakhita. Tudo em sua vida é manifestação divina, é o próprio Deus diriindo seus passos até mesmo nos cruéis anos de escravidão.
Bakhita, um pouco anjo, um pouco criança, grande mulher, que foi elevada à honra dos altares pelo caminho da obediência e da simplicidade.

A Escravidão

Bakhita nasceu no Sudão, região de Dafur na África, no ano de 1869 e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”.

De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia. Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados.
Não devemos nos esquecer de que, apesar de possuírem terras, gado, etc., viviam num aldeia onde as cabanas eram de barro com telhado de palha. Todos nas aldeias estavam sujeitos ao grande perigo que eram os bandos negreiros que raptavam homens, mulheres e crianças para negociar no mercado de escravos.
No ano de 1874, sua irmã mais velha foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz.
“Bakhita” não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu. No ano de 1876, com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família. A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.
A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Porém, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.
Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então uma tatuadoura que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue. Bakhita recebeu no peito, no ventre e nos braços 114 cortes de navalha que eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas. A jovens escravas foram jogadas sem tratamento e nenhum cuidado, durante um mês.
No ano de 1882, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom. Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais.
Em 1885 o sr. Calisto é obrigado a retornar à Itália; Bakhita pede para acompanhá-lo e obtêm consentimento. E assim partiram em companhia de um amigo, o sr. Augusto Michieli, a quem o cônsul presentearia em Gênova com a jovem africana.
Chegando à Itália com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes de religião. Como sempre, Deus tem seus caminhos e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini.
Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”.
Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao sr. Iluminato.
Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.
Naquele instante, Bakhira já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena. Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.
Apesar dos apelos e até ameaças da sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua minima resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão. Sua patroa retornou à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.
No dia 09 de janeiro de 1890, Bakhita é batizada, crismada e recebe a 1° comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, Cardeal Agostini. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreveria este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na eucaristia era o Céu na Terra.
Bakhita nutria em seu coração o sublime desejo de se tornar religiosa, uma Irmã Canossiana. Josefina Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência.
Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a “Madre Morena”.
Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai.
Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo.
Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele!
Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou: “Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava... e todos, todos os pobres negros da África. Faça, ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.
No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena murmurava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.
Depois de algum tempo, em seus últimos momentos, disse: “Vou-me devagarinho para a eternidade... Vou com duas malas: uma contém os meus pecados; a outra, bem mais pesada, contém os méritos infinitos de Jesus Cristo. Quando eu comparecer diante do Tribunal de Deus, cobrirei a minha mala feia com os méritos de Nossa Senhora. Depois abrirei a outra e apresentarei os méritos de Jesus Cristo. Direi ao Pai: ‘Agora julgai o que vedes’. Estou segura de que não serei rejeitada! Então me voltarei para São Pedro e lhe direi: ‘Pode fechar a porta porque eu fico!”
Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão.
Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, em 1º de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo nosso Santo Padre, o Papa João II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil.
Santa Bakhita deve sempre inspirar sentimentos de confiança na Providência, doçura para com todos e alegria em servir.

 
Documentário:
Sinopse: Bakhita traz a emocionante história de uma menina africana, que foi raptada por mercadores de escravos. Vendida e comprada muitas vezes nos mercados da África, ela conheceu as humilhações e os sofrimentos da escravidão. Bakhita foi levada para a Itália, onde encontrou a liberdade e descobriu o Deus que, desde pequena, sentia no seu coração.
























sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

louvar ao Senhor!

Pode se louvar ao Senhor com palavras serenas e sem grandes emoções. Pode se louvar ao Senhor com palavras serenas e cheias de emoção. Pode se louvar ao Senhor com palavras emotivas e o sentimento a flor da pele, por entre gritos, clamores e lágrimas, pode se louvar o Senhor numa canção tranquila, didática e catequética. Pode se louvar numa canção que arranca lágrimas.
O louvor não depende de exaltação e nem de emoção, depende da intenção de proclamar o nome e a misericórdia do Senhor. Por isso uma pessoa dada a poucos eflúvios e arroubos pode louvar perfeitamente o Senhor de maneira profunda. Pode-se também ser profundo na emoção. E pode-se louvar de maneira errada come excesso de melosidade.
Há uma oração errônea nascida do impulso e da emotividade.  O salmista que pedia a Deus que quebrasse a cara dos seus inimigos, que lhes partisse os queixos, orou de maneira errada, porque Deus não faz isso. Não foi uma oração correta, posto que nasceu da ira.
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O cantor que pediu a Deus que perdoasse seus inimigos que abençoasse até quem o magoava, e orou de maneira serena e sem emoção, adorou melhor do que o outro. A lágrima não faz o louvor, a frieza também não. Mas a serenidade, sim, tenho visto pessoas completamente fora de si mesmas, a dizer que o Espirito Santo fez isso mais aquilo de errado. Mandou uma doença sobre seu inimigo... Tenho visto pessoas totalmente donas de si mesmas e tranquilas a dizer que o Espirito Santo as movia. Fiquei com as tranquilas. Não acho que Deus desequilibra dessa forma.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Peritos brasileiros rechaçaram campanha de frases ateístas nos ônibus às vésperas do Natal

.- Peritos brasileiros advertiram recentemente que a “campanha dos ônibus ateus” seria desmoralizante para a fé e contrária à constituição, além de assinalar que não existe descriminação aos ateus no Brasil. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) pretendeu lançar a iniciativa, na qual se colocaria nos veículos públicos frases como: "A fé não dá respostas. Só impede perguntas" ou "Somos todos ateus com os deuses dos outros", além de imagens ofensivas à fé em Deus. A iniciativa era parte da campanha "Diga não ao preconceito contra ateus". A propaganda não chegou a ser realizada porque as empresas de mídia acabaram desistindo alegando impedimentos da legislação. 

Segundo a informação fornecida pelo portal Canção Nova Notícias, as peças publicitárias contêm insinuações polêmicas e preconceituosas que são inconstitucionais, de acordo com o renomado jurista Ives Gandra Martins. Segundo ele, o inciso 4º do artigo 3º da Constituição – que proíbe qualquer tipo de discriminação – seria ferido por essa iniciativa que teria lugar nas cidades de Salvador, Porto Alegre e São Paulo.

"Não pode ser permitida e, se for, deve ser retirada, pois é inconstitucional. Além do mais, não busca fazer qualquer tipo de defesa do ateísmo ou agnosticismo, mas agredir abertamente os valores religiosos, desmoralizando e descaracterizando a fé como caminho de valores", afirma Granda.

De acordo com a Atea, a campanha seria "mais um passo dado pela entidade para o reconhecimento dos descrentes na sociedade como cidadãos plenos e dignos", conforme indica em seu website.

Segundo o Prof. Felipe Aquino, apresentador e blogger da Canção Nova, “a mensagem da campanha que traz Hitler como crente e Charles Chapin como ateu, e dizendo que “religião não imprime caráter”, não é verdadeira. A fé católica imprime caráter. Hitler estava a anos luz de distância de ser cristão como querem alguns. O nazismo matou cerca de 2000 padres. O ditador nazista queria assassinar o papa Pio XII. Portanto, usar Hitler como exemplo de “crente” não é coerente. Por outro lado Stalin, Lenin, e outros comunistas russos ateus condenaram cerca de cem milhões à morte. A fé católica imprime caráter, seriedade, honradez, honestidade, pureza e santidade, mesmo que nem todos os católicos dêem prova disso”.

“Por isso, e por outras coisas, nos parece vazia a argumentação da campanha. Além do mais, Deus não é um mito, e nem um “delírio” como quer o Dr. Richard Dawkins. O Natal não é um mito. Deus é uma realidade. Sem Ele não existiria o universo e cada um de nós. O ateísmo jamais poderá explicar isso. O senhor “Acaso” não existe. Tudo o que existe fora do nada é parte de um plano”, sustentou o Prof. Aquino.

Para o Arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer – cidade originalmente incluída no projeto –, é sempre necessário ressaltar o respeito pelo outro, sem agressões.
"Não existe situação de discriminação e perseguição contra esse grupo na sociedade. Parece-me que se está buscando criar um problema que objetivamente não existe, importando idéias de outros lugares", disse o cardeal em declaração reunidas pelo Canção Nova Notícias.



Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20839

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mórmons e Católicos: Uma História de Solidariedade

Por Webmaster de AllAboutMormons.com - 20/1/2008

Devido à visibilidade de certos Mórmons nas notícias ultimamente, os cidadãos dos Estados Unidos têm falado muito sobre o mormonismo. Alguns membros de certas denominações em este país têm aproveitado deste “momento mórmon” para expressar suas opiniões, alegando que o Mormonismo é uma seita inspirada por Satanás cujos membros certamente vão para inferno. Este tipo de preconceito religioso é muito preocupante para mim. Nenhuma religião deve ser forçada a abandonar suas crenças, mas é possível sim respeitar outras religiões sem concordar com suas teologias. Talvez uma lição da história seja apropriada.

Em 1879, a Igreja Católica ainda não tinha chegada na região sul de Utah. Padre Scanlan, o padre de Utah, queria realizar uma missa católica para os poucos Católicos na região sul de Utah, então ele viajou para St. George, a cidade principal daquela região. Quando chegou, enfrentou vários desafios. Não havia um número de Católicos suficiente para formar um coro para cantar a missa em Latim. Não havia uma catedral em qual poderiam reunir. Desesperado, o Padre Scanlan pediu ajuda aos líderes da Igreja SUD (Mórmon), a religião predominante do estado de Utah.
Feliz em ajudar seus irmãos e irmãs católicos, os Mórmons ofereceram o uso do tabernáculo de St. George. Reconhecendo a necessidade de um coro, eles pediram ao coro do tabernáculo de St. George que cantasse a missa. O coro Mórmon passou algumas semanas ensaiando para poder cantar a missa em Latim.

No dia da missa, os poucos católicos na região sul de Utah entraram no tabernáculo. Os Mórmons encheram os assentos que sobraram como expressão de solidariedade. Então a primeira Alta Missa cantada por um coro organizado em Utah se realizou num tabernáculo Mórmon, por um coro Mórmon cantando em Latim e com uma audiência mesclada de Mórmons e Católicos. Embora os Mórmons não concordem com os Católicos em certos pontos teológicos, isso não impediu que o respeito e a solidariedade fossem expressados.

Católicos também entendem este princípio de respeito mútuo. Quando o famoso pianista polonês Vladimir Jan Kockanski, um Mórmon, se reuniu com o Papa João Paulo II em 1981, ele deu o Papa um Livro de Mórmon. Ao reconhecer o livro, o Papa o aceitou, dizendo, “Esta é uma publicação mórmon…Ah, sim. Que belo, jovem profeta.” Eu duvido que o Papa João Paulo II tenha acreditado que Joseph Smith, o primeiro presidente e profeta da Igreja Mormon, tenha sido um profeta verdadeiro, mas isso não impediu que ele reconhecesse aquilo que era belo na religião de seu convidado.

Não poderíamos nós aprender um pouco destas histórias? Eu mesmo seria muito grato se aqueles que espalhassem mentiras e ódio para com os Mórmons poderiam em vez disso nos tratar com o mesmo respeito e solidariedade com que nós, como todas nossas imperfeições, tentamos tratá-los. As diferenças teológicas existem, mas elas não precisam impedir o amor e o respeito.
Fonte: http://www.allaboutmormons.com/Blog/mormons_catolicos_historia_solidariedade_devido_PORT_3.php