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domingo, 5 de fevereiro de 2012

QUE LOUCURA? Livros evangélicos estão no topo da lista de best-sellers do New York Times!

O Céu é Real Para as Crianças, de Todd e Colton Burpo

Segundo a lista dos livros mais vendidos do New York Times, um volume cristão para crianças ocupa o primeiro lugar - O Céu é Real para as Crianças, de Todd e Colton Burpo.

O livro infantil descreve a ‘viagem’ de Coltom ao céu, quando ele passou por uma cirurgia de emergência no apêndice. Com as ilustrações de Wilson Ong, o livro mostra vividamente o que ele viu no céu, revelando a importante mensagem de que Jesus realmente ama as crianças.
O livro traz ainda uma carta para os pais e uma seção de perguntas e respostas. Em dezembro o aplicativo O Céu é Real para Crianças foi lançado para plataformas Apple.
O livro de Todd e Colton Burpo já atingiu um público de seis milhões de pessoas em diversos formatos, tanto em papel como e-book.
Outros títulos que encabeçam as listas de maiores vendas são As Cinco Linguagens do Amor, de Gary Chapman e Verdadeiro Casamento, de Mark and Grace Driscoll, os dois classificados na lista de livros de auto-ajuda.
Outros volumes campeões em vendas listados pelo NYT são The Harbinger, escrito pelo rabino messiânico Jonathan Cahn que estréia no 10º e 28º lugar na lista de bestsellers.

Fonte: http://portugues.christianpost.com/

sábado, 10 de setembro de 2011

QUE LOUCURA? “Poema de Salvação”: Filme cristão será exibido por uma das maiores redes de cinema do Brasil!

“Poema de Salvação”: Filme cristão será exibido por uma das maiores redes de cinema do Brasil
Produção da ‘Canzion Films’ o longa “Poema de Salvação” o primeiro filme cristão a ser lançado nas telas dos cinemas brasileiros. O CINEMARK em pareceria com a produtora cristã estreará a obra argentina no dia 30 de setembro em todo o país.
‘Poema de Salvação’ vem como um marco para a entrada dos filmes gospel nas salas cinematográficas do Brasil. O filme abordará a cerca de fé e oração.
“Arturo Allen, produtor de mais de 70 vídeos musicais e dos curtas-metragens “Bandeira Branca” e “Não se renda”, está à frente dessa nova divisão, com a qual o Grupo Canzion inicia oficialmente sua nova etapa na cinematografia. O filme “Poema de Salvação”, inspirado na vida de Pablo Olivares, trata sobre o poder da oração, apresentando uma mensagem de salvação e arrependimento.” Nota da Canzion Films.

Veja no vídeo abaixo o trailler do filme:



Sinopse do drama argentino

Um garoto talentoso talentoso e inquieto, nascido em lar cristão, o qual sua mãe, Carmem, dedica todo seu tempo a educá-lo de acordo com os princípios bíblicos, cultivando nele desde pequeno o amor pela música, já seu pai Roberto, dedica-se inteiramente aos negócios, mantendo-se distante da vida de pequeno Pablo.
A dor da ausência paterna e a rejeição da figura materna a seus sonhos fermentam no jovem um ódio que lentamente se volta contra sua mãe e a religião que ela professa. Levado por sua ambição de vencer na música, Pablo decide fazer um pacto com satanás.
Carmem tenta de tudo para restabelecer o relacionamento com seu filho e, fiel a seus princípios, ora incessantemente por ele durante quatorze anos. O constante confronto entre Pablo e sua mãe logo deixa de ser uma questão meramente familiar e se transforma em um campo de batalha pela alma do jovem.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 28 de junho de 2011

QUE LOUCURA? U2 é uma banda Cristã?

          
O U2 tem uma carreira admirável no rock ‘n’ roll, tipo de música notório por recompensar artistas que cantam sobre coisas mais simples do que o mundo em que vivemos e o lugar que nele ocupamos.
A banda – ou, em alguns casos, apenas Bono, seu homem de frente – já desempenhou o papel de pop star, pária, filho pródigo e proselitista. Porém, ao longo de seus 30 anos de carreira, a espiritualidade do U2 nunca rotulou sua música como rock cristão – estigma considerado medíocre no circuito comercial da música. O U2 vem mantendo primorosamente tanto seu lado espiritual como seu lado laico – em proporções que não limitariam seu alcance de público.
Greg Garret, professor da Baylor University e autor do livro “We Get to Carry Each Other: The Gospel According to U2” (Nós temos que nos apoiar: o evangelho segundo o U2), afirma que o rock cristão se tornou uma frase tóxica no pop por uma boa razão: “Temos a arte cristã, onde a arte é menos importante do que seu lado cristão. As crenças do U2 são filtradas em seu trabalho, mas nem por isso essa é a razão principal para que eles façam música”.
A reverenda Genevieve Razim, pastora associada da Palmer Memorial Episcopal Church, é quem diz: “Em minha posição episcopal, meu palpite sempre foi de que o moderno e o cristão podem ser compatíveis; e o U2 confirmou isso para mim. São inúmeras as mensagens na mídia de que ser cristão é o mesmo que ser rígido e intolerante, e eis que vem essa banda de rock fazendo perguntas importantes e expressando sua fé”.
Sendo assim, há anos o U2 vem fazendo canções sobre paz, justiça, espiritualidade e mistérios, e sua maneira de fazê-las revela uma inclinação ao que é elevado – seja o uso de salmos no início de sua carreira até sua visão panorâmica do mundo nos dias de hoje.
É importante ressaltar que o som do U2 tem muito a ver com seu sucesso de longa data. A banda Creed, por exemplo, é incessantemente criticada por fazer música copiada. A música do U2, porém, apesar de constantes mudanças, sempre foi imediatamente identificada como sendo única: seja a voz, os efeitos de guitarra ou a marcha militar da percussão. Como a música de Johnny Cash ou Nusrat Fateh Ali Khan, o som do U2, além de espiritual, é uma constante celebração (salvo algumas vezes em que mostra indignação), ao mesmo tempo em que atravessa limitações que alguns venham a encontrar em sua fé.
Fé particular
A arte de qualidade – seja ela religiosa ou não – deve ser imbuída de uma experiência reveladora para aqueles que a testemunham e a consomem.
Ainda assim, o U2 guarda uma relação tênue com o cristianismo. Os integrantes da banda são de uma época de sangrento conflito religioso em seu país de origem, a Irlanda. Três deles – Bono, o guitarrista The Edge e o baterista Larry Mullen Jr. – eram membros de uma comunidade cristã em Dublin que, segundo consta no livro de Garrett, os levou a acreditar que a vida no rock e a vida seguindo aquela fé não seriam compatíveis.
Garret questiona: “O que você faz quando é ferido pela instituição, mas ainda ama Deus?”
Uma reação é abandonar aquela instituição e começar sua própria. De certa forma, foi o que o U2 fez – apresentando ao público uma fé particular. A outra é tentar consertar a instituição já existente, que é o que Bono vem tentando fazer recentemente, proferindo palestras em igrejas por toda a América para estimular o auxílio à África.
Como é evidente no título de um dos maiores sucessos da banda, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” (eu ainda não encontrei o que eu procuro), ele se encontra em uma busca interior, o que pode ter um efeito profundo naqueles que igualmente buscam por algo espiritual – e isso, juntamente com sua música, poderia explicar o extenso poder de atração que o U2 desperta.
Ainda assim, ter certeza de que esse “algo” foi encontrado é anular esse “algo” enquanto fé. Garrett destaca: “Muitos americanos estão comprometidos com uma visão de fé como uma crença absoluta. São pessoas que ficam sentadas olhando para o relógio. E foi para essa tarefa que Bono convocou as igrejas americanas: este modelo de salvação que ignora o fato de que fomos colocados aqui por uma razão especial, além da salvação pessoal. E é isso o que ele tem de mais persuasivo a oferecer: a ideia de que estamos juntos nessa jornada, caímos e nos levantamos juntos, carregamos uns aos outros”.
A faixa título do último álbum da banda, No Line on the Horizon (nenhuma linha no hrizonte) – o álbum mais voltado para a espiritualidade desde os primórdios do U2 – parece ser prova disso. Existe a imagem em si, a ausência de uma linha, um destino final. A canção também trás duas frases que valem ser destacadas: “O infinito é um bom lugar para começar”, e “O tempo é irrelevante, não é linear”.
Razim acha isso parecido com a abertura do Mar Vermelho. “Para mim, é como Deus abrindo um caminho onde parecia não haver caminho algum”. É a visão abrangente do cosmo, e do que está além dele, que não combina bem com a idéia do céu como um final de partida vitorioso. Tanto é que Bono disse à revista evangélica Christianity Today: “Costumo achar que a religião obstrui o caminho de Deus”. E The Edge falou à Hot Press em 2002: “Ainda tenho uma vida espiritual, mas não sou muito fã da religião por si só”.
Turnê eclesiástica
A Christianity Today definiu a turnê de Bono pelas igrejas americanas para incentivar o auxílio à África como “uma experiência de igrejas que deixam Bono com uma eclesiologia tão frágil que mede a missão da igreja quase que exclusivamente em termos geográficos”.
Garrett, porém, vê progressos nos trabalhos não-musicais de Bono. “Acho que hoje em dia mais pessoas acreditam nesta ideia de que a igreja precisa ser mais responsiva às necessidades do mundo e menos focada na salvação pessoal – especialmente entre os cristãos jovens. Acho que eles estavam na linha de frente disso”.
A música da banda encontrou seu caminho nas igrejas americanas através do serviço eucarístico U2charists, que vêm sendo realizado nos últimos seis anos.
Razim supervisionou dois deles na Palmer Memorial Episcopal Church: na passagem do ano de 2008 e no feriado de Juneteenth em 2009 – ambos com capacidade máxima de lotação. Um próximo está programado para o réveillon de 2009. A música de U2 é cantada e o dinheiro é arrecadado para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, condição imposta pela banda em troca de permitir que sua música seja veiculada sem royalties.
Ela diz que o U2charist é uma ação genuína, além de apoiar o envolvimento comunitário da igreja.
E, apesar de um relacionamento de certa forma tenso entre o U2 e qualquer organização religiosa em particular, Razim, assim como Garrett, vê afinidade na espiritualidade da banda. “Tem a ver com buscar, procurar”, disse ele. “A primeira vez que ouvi uma canção do U2 eu detectei isso. É uma jornada, com a fé se desenvolvendo e fazendo perguntas difíceis. Acho que a música deles confirma e fortalece isso, ela é uma verdadeira expressão de quem somos neste lugar e neste momento”.

Fonte:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Música Gospel, política e mercantilismo. Que Evangelho é esse?

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É absolutamente perceptível o progresso e crescimento numérico da igreja evangélica brasileira nos últimos anos. Entretanto, infelizmente nem tudo pode ser considerado um mar de rosas, até porque, com a mesma velocidade com que cresce, a igreja evangélica comete desatinos dos mais estapafúrdios contrariando muitas vezes princípios elementares da fé cristã.
Boa parte das mensagens pregadas nos nossos púlpitos nos aponta o quão adoecido encontra-se o cristianismo brasileiro. O conteúdo das nossas mensagens é raso, sem substância e extremamente mistico. Se não bastasse isso, o evangelho pregado é um evangelho totalmente diferente daquilo que os Evangelhos nos ensinam e testificam. Junta-se a isso a mercantilização da Graça de Deus. Em nome do "gospel", Cantores evangélicos ganham milhares de Reais mercadejando a palavra da verdade.
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Ora, assusta-me o fato de que tais cantores, cobram uma verdadeira fortuna pra "ministrar" nas igrejas aquilo que pensam ser louvor. Confesso que tal fato é absolutamente revoltante! Tem gente, cobrando 2, 3 até 10 mil Reais por "ministração"! Ora, isso é uma verdadeira aberração! Em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé? Para piorar a coisa, já existem pastores cobrando para pregar o Evangelho da Salvação eterna. Que Evangelho é esse? Ora, esse não é o evangelho da Bíblia e sim o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Acredito que boa parte dos culpados desta "imoralidade mercantilista" sejam os pastores que pagam a estes cantores fábulas em dinheiro no propósito de verem suas igrejas cheias.
Infelizmente a Igreja deixou de ser a Comunidade da Palavra para ser a comunidade do oba-oba! Triste não? Sem sombra de dúvidas o quadro em questão nos leva a seguinte indagação: Para onde a igreja está indo? Será que ela não está caminhando a largos passos a uma nova "constatinização"? Será que em algum lugar de sua caminhada a igreja perdeu o salutar hábito de tudo fazer para a glória de Deus?Ah! que saudade! da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja se perdeu no caminho em direção ao trono de Deus. Isto porque, as letras de algumas das suas composições, são empobrecidas teologicamente, antropocêntricas, simplistas e sem óleo. 
Falta oração, busca de Deus, consagração e compromisso com a Palavra. Se não bastasse isso, os meios de comunicação evangélicos tornaram-se amplamente manipuladores do povo de Deus imprimindo na mente de gente simples valores que com certeza não são valores do reino.
Confesso que dificilmente ouço as rádios evangélicas. Ora, não estou de forma nenhuma desfazendo deste veículo de comunicação. Sei da importância dos meios de comunicação em massa e louvo a Deus por termos alguns destes em nossas mãos, entretanto, prefiro ouvir bons CDs de gente comprometida com evangelho, do que dedicar o meu precioso tempo a programações que manipulam a fé do povo de Deus.
Por acaso você já se deu conta de que em época de eleição, aparece muitos que usam o nome de Deus para atingir uma posição política na Câmera de Vereadores ou Congresso Nacional? Quero ressaltar de que não tenho nada contra aquele que tenha vocação política, entretanto, sou absolutamente contrário a aqueles que usam o nome de Deus no intuito de projeção própria! Ora, se o sujeito tem vocação política, vá no nome da cidadania e não no nome de Deus. Até porque, se o político exercer cidadania com ética e integridade moral, o nome de Deus será glorificado. Contudo, se usa o nome de Deus fazendo apologia a um mandato público e não se é ético nas relações, o nome de Deus é vituperado.
Caro leitor, a situação anda tão deprimente que já existe fã-clube de artista gospel. Sei ainda de algumas histórias de cantores que precisam de segurança pra andar em lugares públicos. Ora por favor, responda sinceramente: que evangelho é este? Será que a igreja não perdeu a visão da diakonia, do serviço mútuo? Há! que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Reflitamos irmãos com sinceridade, será que a igreja evangélica está preocupada com a glória de Deus? Nos cultos percebemos chavões do tipo - Tudo para Sua glória! - A Ele o louvor, e outros tantos mais, no entanto sou impelido a fazer o seguinte questionamento: Será que se Jesus entrasse em nossos templos hoje, ele agiria diferente do que agiu quando entrou no templo de Jerusalém?
"E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas, e disse aos que vendiam as pombas: tirai daqui estas coisas, não façais da casa de meu Pai casa de negócio." Jô 2:14-16
No texto em questão a Bíblia nos mostra um Jesus indignado. Isto porque, os valores da casa de Deus estavam absolutamente deteriorados. Vendia-se tudo que se era possível para o sacrifício. Na verdade eles estavam muito mais preocupados com o lucro do que com o sacrifício em si. Repare que Jesus repreendeu os que vendiam as pombas (vs 16), isto se deve ao fato das pombas ser geralmente oferecidas como sacrifício pelos mais pobres. Jesus aqui combate também a espoliação dos menos favorecidos pela sociedade. Sim, combate o enriquecimento de alguns em detrimento da religiosidade de outros. O Interessante é que ele joga o dinheiro no chão. Isto nos leva a entender de que o lugar que dinheiro deve estar é bem longe da cabeça e do coração. Dinheiro tem que estar no chão! Debaixo dos nossos pés, submetido inteiramente a Deus.
Caro amigo, o meu desejo é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.


Soli Deo Gloria,
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Renato Vargens
Fonte: http://aigrejaaogostodofregues.blogspot.com/2010/03/musica-gospel-politica-e-mercantilismo.html

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É proibido pensar?

CD É Proibido Pensar
 www.joaoalexandre.com.br/

A faixa título é a quem tem gerado certa polêmica por causa da letra. Confesso que também fiquei surpreso ao ouvir a crítica do João. Mas creio que não se deve fazer tempestade em um copo de água, até porque a música não cita ninguém diretamente.

Se percebermos bem, a música foi feita não como uma crítica, mas como um alerta para a infertilidade do pensamento cristão que tem sido observado no excesso de repetições de temas na música gospel nacional. Trata também de forma bem sutil da comercialização do evangelho e o que isso causado no nosso meio. A questão levantada na letra são alguns erros doutrinários e não o fato dele gostar ou não de determinado ministério.

Polêmicas a parte, musicalmente falando É proibido pensar tem uma pegada contagiante. Excelente!
Veja os videos e tire suas conclusões?
http://www.youtube.com/v/srYJaK0piBY?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param

http://www.youtube.com/v/oiZdEYwZNvo?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param

Música Gospel x Musica Cristã Verdadeira


“ É evidente que a música cristã moderna, via de regra, é bem inferior aos hinos clássicos que eram escritos 200 anos atrás. Isto não é uma reclamação do estilo, no qual as músicas são escritas, na maioria das vezes. Ao invés, as letras são o que revelam mais nitidamente quão baixo nossos padrões caíram. Os hinos do passado eram ferramentas didáticas maravilhosas, cheias da Palavra e de doutrina(ensinamento) sólida, um meio de ensinar e admoestar uns aos outros, como nos é ordenado em Colossenses 3.16 [A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.]. Mais de cem anos atrás, a música de igreja tomou uma direção diferente e o seu foco se tornou mais subjetivo. As músicas passaram a enfatizar a experiência pessoal e os sentimentos do adorador. Os músicos modernos têm promovido essa tendência ainda mais e o que semeamos por várias gerações estamos colhendo agora em abundância assustadora. A igreja moderna, alimentada por letras insípidas, tem pouco apetite pela Palavra e pela doutrina bíblica sólida. Nós também corremos o perigo de perder a rica herança da hinologia, visto que alguns dos melhores hinos da nossa fé caem na negligência, sendo trocados por letras banais dentro de melodiazinhas que não saem da cabeça. É uma crise, e a igreja está sofrendo espiritualmente. A diferença principal é que a maioria das músicas gospel são expressões de testemunho pessoal visando tocar uma audiência formada de pessoas, enquanto a maioria dos hinos clássicos eram músicas de louvor dirigidas direta e exclusivamente a Deus. O estilo e a forma da música gospel foram pegos emprestado diretamente dos estilos musicais populares do final do século XIX. O homem geralmente considerado o pai da música gospel é Ira Sankey, um cantor e compositor dotado, que galgou fama agarrado em D. L Moody, um dos maiores evangelistas da era moderna da igreja. Sankey era o solista e líder de música para as campanhas evangelísticas de Moody na América do Norte e Inglaterra. Sankey queria uma música mais simples, mais popular e que se prestasse mais ao evangelismo que os hinos clássicos. Então ele escreveu músicas gospel – na maioria mais curtas, cantigas simples com refrãos, no estilo das músicas populares da sua época. Sankey cantava cada verso como um solo e a congregação juntava-se a ele em cada refrão. Embora a música de Sankey tenha provocado alguma controvérsia no início, logo a forma pegou no mundo inteiro. Já no início do século XX a maioria das novas obras eram músicas gospel no gênero que o Sankey inventou. As letras dessas músicas não falam nada de substância real, e o que elas falam realmente não é particularmente cristão. É uma pequena rima sentimentalista sobre a experiência e sentimentos pessoais de alguém. Enquanto os hinos clássicos procuravam glorificar a Deus, as músicas gospel glorificavam o sentimentalismo puro e simples. Várias músicas gospel sofrem dessas fraquezas… Antes de Sankey, os hinos eram propositadamente compostos com um objetivo didático. Eram escritos para ensinar e reforçar conceitos bíblicos e doutrinários no contexto do louvor direcionado a Deus. Esses hinos visavam à adoração a Deus, proclamando sua verdade de maneira a aumentar a compreensão da verdade pelo adorador. Eles criaram um padrão de adoração, que era tão racional quanto emocional. E isso era perfeitamente bíblico. Afinal de contas, o primeiro e maior mandamento nos ensina a amar a Deus do todo o nosso coração, alma e mente (Mateus 22.37).
Nunca teria passado pela cabeça dos nossos ancestrais espirituais que o louvor era algo feito com o intelecto subjugado. A adoração que Deus procura é a adoração em espírito e em verdade (João 4.23,24).
Hoje em dia, a adoração é freqüentemente caracterizada como algo que acontece bem longe do domínio do nosso intelecto. Essa noção destrutiva tem criado vários movimentos perigosos na igreja contemporânea. Talvez tenha chegado ao ápice no fenômeno conhecido como a Bênção de Toronto, onde risos irracionais e outras emoções selvagens eram considerados a mais pura forma de adoração e uma prova visível da bênção divina.
Essa noção moderna de adoração como um exercício irracional tem causado muito prejuízo às igrejas, implicando em um declínio na ênfase da pregação e do ensino dando mais ênfase em entreter a congregação e em fazer as pessoas se sentirem bem. Tudo isso deixa o crente no banco da igreja destreinado e incapaz de discernir, e muitas vezes jubilosamente ignorante dos perigos ao redor dele ou dela…”
MacArthur foi realmente inspirado pelo altíssimo ao abordar um tema pouco discutido na igreja: a musica! Como se não bastasse toda a alteração por que passou a musica cristã descrita pelo irmão, uma cultura de mercado se apossou da musica da igreja nesses últimos anos. Para quem se converteu há mais ou menos vinte anos há traz, terá mais dificuldade em compreender que há algo errado com a musica chamada evangélica por já ter pego o bonde em movimento, mas para quem conheceu Cristo antes desse período, certamente notará a mudança que ocorreu no mundo da musica cristã. Antigamente o cantor crente era uma pessoa comum, humilde, simples, de quem nós na igreja não víamos nada de especial, enxergando apenas que o irmão tinha recebido um dom como qualquer outro da parte de Deus. Nesse tempo ainda não existia a visão comercial e obviamente ninguém pensava em fazer uma musica para ganhar dinheiro, portanto não existia irmão rico ás custas de louvor. Jamais pensaríamos em chamar o dito irmão de artista muito menos em pedir seu autógrafo. Qualquer um que se atrevesse a cobrar 1 centavo que fosse para louvar ao Senhor seria imediatamente desqualificado e despedido como mundano e necessitado de conversão. Tempos bons… onde por mais que o irmão obtivesse êxito em compor e dispusesse de uma voz privilegiada, jamais tinha esses talentos como sendo seus, mas os via como ferramentas dadas por Deus para servi-lo como um dever, jamais aceitando elogio, honra e glória por isso. ” Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores que recebe.” Provérbios 27:21 Mas ai veio a apostasia que nos arrebatou e nos transportou para o caos que nos encontramos hoje. O irmãozinho que outrora, humildemente, usava sua voz para num coro, nos ajudar a oferecer uma oração sublime a Deus em forma de musica, agora se transformou numa “estrela” pop-gospel. O que isso significa? Significa que ele passou de irmão para ser um artista, uma celebridade, um “profissional” da musica como qualquer outro segundo os moldes do mundo. O que era uma santa obrigação passou a ser profissão, e muitíssimo bem remunerada; agora o irmãozinho não é mais uma pessoa simples e comum, a humildade foi para a estratosfera, hoje ele é o “cara”. Seguindo a orientação do seu empresário, o diabo, ele tem fã-clube onde o primeiro sócio é o próprio inimigo; se vestindo de forma diferenciada, anda por ai em carrões importados, mora em mansões e produz clips de proporções hollywoodianas, seguindo os padrões do mundo e despertando em outros milhares de irmãos a o seguirem nesse sonho dourado. Antigamente nós dizia-mós que o irmão tal iria louvar hoje a noite, hoje se diz que o cantor vai “se apresentar”, fazer um show hoje à noite; e em vez da igreja, agora ele “louva” nas casas de espetáculo do mundo porque o negócio todo é feito em louvor do dinheiro e é lá onde ele pode faturar mais sob os gritinhos frenéticos dos seus ex-irmãos, agora fãs. O próprio termo “show” já revela por si mesmo quem está por traz da coisa toda, e para esse “show” o irmão hoje cobra um troço vergonhoso e infame chamado “cachê”, que obviamente deve ser “santo”, e que muitas vezes corresponde ao salário de anos de trabalho de um assalariado comum. Me parece que o versículo de Mateus 10:8, “De graça recebestes, de graça daí.”, não está mais vindo impresso nas bíblias e por isso não é mais pregado nos púlpitos de hoje em dia. O resultado é que esses menestréis que posam de cristãos, estão fazendo verdadeiras fortunas ás custas de gente tola e míope, que não se importam em pagar por diversão travestido de louvor, que se fosse verdadeiro não teria preço, ou no mínimo lucro, para levá-las no embalo de suas emoções ao mundo de um céu imaginário e efêmero, fruto de suas ilusões religiosas humanas aprendidas de púlpitos estéreis e escritores evangélicos de quinta categoria. Fica racionalmente evidente que esse “ser” que a musica gospel moderna finge cultuar não é o Deus da bíblia, porque se for, em vês de culto, isso na verdade é um insulto a “inteligência” de Cristo. O Senhor acusou Israel de tentar, sem sucesso, viver ao seu bel prazer e ao mesmo tempo, através de rituais vazios, apaziguá-lo. O Senhor disse: “Afasta de mim o estrépito (ruído, som, ostentação, pompa) dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.” Amós 5:23, “ Odeio, desprezo as vossas festas(eventos religiosos), e as vossas assembléias(cultos) solenes não me exalarão bom cheiro.” Amós 5:21, “ Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios(templo)? Não continueis a trazer ofertas vãs(sem valor); o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias(reuniões); não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, A MINHA ALMA AS ODEIA; JÁ ME SÃO PESADAS; JÁ ESTOU CANSADO DE AS SOFRER. Por isso, quando levantam as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos.” Isaias 1:12-15 Esse mesmo erro a igreja evangélica emergente está repetindo acreditando que nesse caso o fim será diferente do de Israel. Deus adverte na sua palavra que será o mesmo. Um certo homem de Deus dizia que o momento onde os crentes mais mentem é na hora do louvor; o que infelizmente tenho que concordar. A leviandade está impregnada na maior parte do louvor de vanguarda que se faz hoje em dia, e como no tempo de Israel, é impossível que tamanho disparate passe despercebido pelo altíssimo porque, apesar de a grande maioria dos crentes não tomar conhecimento, Deus tem o poder de ler os corações. É 100% impossível dizer uma vírgula que não seja verdade, sem que Ele o saiba. Seria bom parar de brincar de louvar, porque essa brincadeira custou caro aos Israelitas, para alguns deles a própria vida, e não tem porque acontecer diferente agora. Cada palavra que sair de nossas bocas tem que corresponder a mais absoluta verdade de nossa vida prática, ou então esperemos para pronunciá-las no tempo em que os nossos atos permitam que elas sejam proferidas sem prejuízo a verdade. Negociar declarações de amor, de agradecimento, e de adoração ao Altíssimo prova que essas declarações são no mínimo falsas e atesta uma ignorância fora de qualquer parâmetro por tentar ludibriar o autor da inteligência.
“ Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência. “ Salmos 47:7

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Católico tem axé? Pó pará com pó!

Axé católico contra cocaína bomba na internet“Você tem que tomar uma overdose de Jesus e injetar na sua veia o sangue que correu na cruz”. O vídeo com esta mensagem, cantada em ritmo de axé, alcançou nesta quarta-feira a marca de 250 mil acessos, transformando a cantora Jake no mais novo fenômeno musical do País. Melhor que isso, só o título e refrão da música, que gruda no ouvido feito chiclete: “Pó pará com pó”. Se bobear, vai ser o hit deste carnaval.

Jaqueline Michele Santos Trevisan, a Jake, é paulistana, fã de Daniela Mercury e Netinho (do axé), e também de Gal Costa e Maria Bethânia. Tem 29 anos e está na estrada desde os 15. “A gente sempre fez barulho na igreja”, conta ao iG.

Católica praticante, é autora da letra e da música de “Pó pará com pó”. “Nunca usei droga nenhuma, nunca fumei maconha nem experimentei cocaína, mas conheço muita gente do meu grupo que partiu para as drogas e a bebida alcoólica. E tiveram muitos problemas, o que me inspirou”, diz.

“Jake Guerreira do Amor”, o seu primeiro CD, todo em ritmo de axé, foi gravado em 2006, mas o sucesso só veio agora, depois de uma apresentação, no início de novembro, na TV Aparecida, cujo conteúdo caiu no You Tube. A gravação contabilizava 246.980 acessos no momento em que este texto era escrito.

A pregação religiosa em ritmo de axé pode até ter chocado alguns católicos mais conservadores, mas não causou nenhum problema até agora, conta Jake. “Respeito as pessoas conservadoras, mas o meu trabalho é focado no público jovem”, explica. A cantora cita o padre Marcelo Rossi, que já misturou até forró com mensagens cristãs, como um exemplo das liberdades que acha possível fazer.

Ainda que focada no universo religioso, Jake espera poder ampliar o seu público. “Minha música é para todos. É arte”, diz. “Não sou uma extra-terrestre. Sou cristã, sim, mas sou um ser humano normal”, acrescenta.

Depois de dois anos fazendo shows com o material do primeiro CD, Jake pede para informar que já tem músicas em número suficiente para um segundo disco. “Estou pronta para o segundo CD”, avisa.

“O católico tem axé”, garante Jake.

Fonte: Último Segundo, via O Verbo

Veja o vídeo:



Por Amenidades da Cristandade

Cantores católicos e evangélicos na Revista Veja...

Cantar com féO sucesso do padre-cantor Fábio de Melo, o artista que mais vende discos no país atualmente, reafirma a força da música religiosa – católica e evangélica.
Um mercado que não conhece crise

Marcelo Marthe e Sérgio Martins

Foto Egberto Nogueira
ELE É FOGO

O padre Fábio de Melo, que exibe um vistoso relógio Diesel no pulso, não gosta de ser fotografado com as mãos em posição de prece. "É piegas", diz. Vindo de uma congregação liberal, a Sagrado Coração de Jesus, Melo manifesta sem medo um dos pecados capitais – a vaidade. Usa calças justas, tem sobrancelhas delineadas e, ainda que não admita em público, já se submeteu a picadas de Botox para remover rugas da testa e dos olhos. Seus cabelos, provavelmente por inspiração do Espírito Santo, emitem reflexos dourados. Apesar disso, rechaça a imagem de padre galã. "Quando as fãs vêm com histeria, logo corto. Não vou acender fogueiras que não posso apagar", diz. O mineiro de 37 anos prefere ser reconhecido por outros dotes – os intelectuais. Ele é mestre em antropologia teológica e autor de seis livros de autoajuda numa linha poético-religiosa. Seu maior incentivador nessa área – amigão do peito, mesmo, do peitoral – é Gabriel Chalita, ex-secretário de estado paulista e autor prolífico. "Gabriel abriu muitas portas para mim", diz. Em maio, lançarão um livro em parceria. Título provisório: Cartas entre Amigos – Medos Contemporâneos.
Semanas atrás, uma plateia composta na maioria por mulheres lotou por duas noites o Canecão, a casa de shows mais tradicional do Rio de Janeiro. Elas estavam ali para assistir à gravação de um DVD do maior fenômeno musical surgido no Brasil ultimamente: o padre-cantor Fábio de Melo. Lançado no fim do ano passado, seu CD Vida bateu nas 542 000 unidades comercializadas em menos de 100 dias (agora, já está perto das 600 000). Com isso, Melo tornou-se o número 1 em vendagem de discos no país em 2008. Ficou à frente do padre Marcelo Rossi, que ocupou o topo do ranking em 2006 e 2007 e caminhava para repetir o feito com os volumes 1 e 2 de seu álbum ao vivo Paz Sim, Violência Não – até ser atropelado pelo colega de batina. Enquanto a indústria fonográfica laica se encontra estagnada, esse mercado – tanto em sua vertente católica quanto na evangélica – desconhece a crise. E, aos poucos, demole o muro que o separa das paradas.

Esse processo começou com a ascensão do padre Marcelo, há coisa de dez anos. E teve outro lance importante em 2007, quando a cantora Aline Barros – o maior fenômeno da música evangélica, com 3 milhões de CDs e DVDs vendidos – emplacou uma faixa numa novela das 8 da Globo. A canção Recomeçar serviria apenas de tema do núcleo evangélico do folhetim Duas Caras. Mas repercutiu tanto que passou a ser tocada até em emissoras de rádio nada religiosas. A Globo agora vai atacar na outra frente: já anunciou que o próximo folhetim das 7, Caras & Bocas, de Walcyr Carrasco, terá na trilha uma música do padre Fábio de Melo (o noveleiro, aliás, é grande amigo do religioso).

Foto Oscar Cabral
UMA IVETE SANGALO MOVIDA A PRECE

Fernanda Brum é uma artista de opiniões fortes. Por exemplo, ela odeia revelar quantos discos já vendeu. "Não conto moedas, penso apenas nas almas que salvei." Militante antiaborto, ela se decepcionou com Barack Obama ao saber que o presidente americano anulou as restrições ao financiamento de grupos pró-escolha. O ativismo de Fernanda tem também um fundo pessoal. A cantora sofreu quatro abortos espontâneos, e a gestação de Isaac, seu único filho, foi repleta de dificuldades. Quando fala de Isaac, por alguns momentos seu olhar se suaviza e ela abre um sorriso largo. Filha de pais evangélicos, Fernanda, que tem 32 anos e uma voz que lembra muito a de Ivete Sangalo, cantava música popular brasileira. Converteu-se após assistir a um show de um grupo religioso. "Comprei todos os discos deles e cancelei a peça em que iria atuar e o álbum pop que iria gravar", conta.
No lado evangélico, há mais dois artistas que atravessaram fronteiras: Regis Danese e Soraya Moraes. Ex-vocalista de apoio do grupo de pagode Só pra Contrariar, Danese é autor de Faz um Milagre em Mim, canção que está tocando em rádios populares e até foi incorporada ao repertório de artistas católicos. "Gosto de levar a palavra de Cristo a quem ainda não se converteu", diz ele. Soraya, por sua vez, foi o destaque brasileiro do Grammy Latino, no ano passado. Ganhou em categorias específicas de seu mercado, como na de melhor álbum de música cristã – mas também bateu concorrentes seculares como Vanessa da Mata, Jorge Vercilo e Djavan na de melhor canção brasileira, com a faixa Som da Chuva (em que roga: "Deixa Tua glória encher este lugar / Deixa o céu descer sobre nós").

O fenômeno Fábio Melo leva essa aproximação com o universo mundano a um extremo inédito. Marcelo Rossi, o fenômeno da cantoria católica que o Brasil conhecia até então, só sobe ao palco de batina e usa a música e a dança para dar colorido às suas missas. "Não me exponho sem batina. Se o assédio com ela já é grande, imagine sem", diz. Melo vai na direção contrária: não gosta de parecer padre, na acepção tradicional. Bem-apessoado e vaidoso, só usa roupas de grife e cuida da beleza. Cultiva, enfim, uma imagem de homem atraente. Musicalmente, também está a anos-luz da "aeróbica de Jesus" do padre Marcelo, pois tem a pretensão de fazer MPB refinada. O espetáculo no Canecão contou com uma banda de vinte músicos e teve cenografia de superprodução. Na casa de shows carioca, boa parte das fãs recitava de cor suas letras poético-religiosas e entoava com ele covers de artistas conhecidos – como Pai, de Fábio Jr. Algumas, mais atiradas, lançavam ao padre gracejos como "olha para mim" e "gostoso".

Foto Lailson Santos
METALEIROS QUE DIZEM AMÉM

Visto por muito tempo como "coisa do demônio", o heavy metal tem hoje lugar de destaque nos Hallels, os festivais jovens católicos. O filão foi desbravado por bandas como o Eterna, que está na estrada há catorze anos. Assim como outros expoentes do metal cristão, o grupo não transita só por esse circuito: grava discos por uma gravadora independente "laica" e faz shows ao lado de bandas idem. Isso é facilitado pelo estilo: os cabeludos cantam em inglês e são adeptos do metal melódico, aquele que tem influência da música clássica e trata de temas épicos e místicos. Letras que remetem às Escrituras, como as deles, não causam a menor estranheza nos fãs desse tipo de música. No momento, o Eterna prepara um álbum inspirado no filme A Paixão de Cristo – a sanguinolenta versão de Mel Gibson para a via-crúcis. "Será um disco conceitual. Cada faixa narrará uma das doze últimas horas de Jesus", informa o vocalista Leandro Caçoilo. Se for em aramaico, ninguém notará a diferença.
Seria injusto, contudo, creditar o sucesso do padre apenas à sua imagem de bonitão ou à embalagem moderna de sua música. Melo é um religioso articulado, que cativa os fiéis com sermões que traduzem conceitos teológicos e filosóficos em imagens simples. Ele também faz sucesso como autor de livros de autoajuda. Um de seus títulos, Quem Me Roubou de Mim?, totaliza 250 000 exemplares comercializados e tem frequentado a lista dos mais vendidos de VEJA. Outro deles, Mulheres de Aço e de Flores – em que lança um olhar delicado sobre as aflições femininas – já passou dos 80 000. "Estudei muito, pois não queria virar um padre de mídia banal", afirma.

Melo estourou agora graças a um acordo de distribuição de sua gravadora, a LGK, com a Som Livre, braço musical da Globo – o que lhe proporciona spots publicitários na emissora. Mas ele é prova de que um artista religioso pode sobreviver mesmo se entrincheirado em seu meio. O padre está na estrada lá se vão treze anos, sempre com vendagens acima dos 25 000 discos. Isso porque o mercado católico – e mais ainda o evangélico – se autossustenta. A Paulinas-Comep, a maior gravadora católica do país, lançou 28 títulos e cresceu 10% em 2008. Os selos evangélicos também seguem com ótima saúde. O circuito de shows é intenso. Os católicos têm os Hallels, encontros que mesclam catequese e música e atraem mais de 100 000 jovens, em cidades como Franca e Brasília. Em Fortaleza, há o Halleluyah, realizado nas mesmas datas da maior micareta da capital cearense, que tem alcançado público comparável ao dela. Há, ainda, as "cristotecas", raves de música eletrônica católica. No lado evangélico, não faltam eventos de grande porte. Festivais como o Louvorzão, realizado no Rio de Janeiro, chegam a reunir 150 000 jovens.

POP COM RECATO

A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. Com 50 quilos distribuídos em 1,60 metro, olhos castanhos e uma farta cabeleira, a carioca Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa. "Doce, só no fim de semana." Mas a vaidade, claro, obedece a um mínimo de decoro. Saias e bermudas devem estar na altura dos joelhos, e vestidos de alcinha são cobertos por um casaquinho. Aline é casada com o ex-jogador de futebol Gilmar, do São Paulo. Eles são pais de Nicolas, de 6 anos. "Nós, evangélicos, somos pessoas normais que simplesmente decidiram viver para Jesus de forma linda. Para mim, isso é um privilégio."
Cientes de que a música é uma ferramenta crucial para agregar novas almas a seus rebanhos, não é de hoje que os dois lados travam uma disputa peculiar nesse campo. Isso levou a uma maior profissionalização e à diversificação de estilos – do pop ao heavy metal, do axé ao rap. Mirando-se no mercado de música gospel americano, os evangélicos se destacaram antes nisso. A principal banda de rock dessa área, o Oficina G3, já tem vinte anos de carreira. A produção musical católica é antiga, mas demorou mais a se diversificar. O primeiro sacerdote a se aventurar numa carreira musical foi o padre Zezinho – aquele que cantava em missas munido de violão e pandeiro, para estranheza dos fiéis da década de 70. "Todas as religiões devem investir pesado na música. Ela é o chantilly do bolo da vida", diz o padre, hoje com 67 anos e 118 discos gravados. Só nos anos 80 o pop chegou à Igreja. O ritmo se acelerou para valer na década seguinte, com a ascensão do movimento carismático e suas missas festivas – de que os padres-cantores e demais artistas atuais são tributários diretos. Mas, mesmo para um estudioso como Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a intensidade que o flerte dos católicos com o profano vem atingindo impressiona. "Um padre com imagem sexualizada é algo espantoso. O que virá a seguir?", pergunta Araújo. Nem Deus sabe.

SEM DECOTES E SEM SEXO

Adriana é o equivalente católico das pastoras-cantoras evangélicas. Como as concorrentes, a artista de 35 anos é recatada: maquiagem carregada e decotes generosos, nem pensar (seu único pecado, e não apenas religioso, são as calças legging). "Não é com meu corpo que vou chamar as pessoas para Deus", diz. Além disso, seu pop meloso por vezes se confunde com música de reunião de grupo de catecismo. Ela é uma das campeãs de vendas do segmento (o CD Adriana ao Vivo, de 2007, teve 50 000 cópias comercializadas). "Comecei a cantar nas missas aos 7 anos, por imposição de minha mãe", conta. A profissionalização veio nos anos 90, quando foi vocalista de uma banda ligada à comunidade carismática Canção Nova. Adriana namora há três anos e acaba de ficar noiva. Como manda a Igreja, garante que não fará sexo antes do casamento. "É difícil, mas não impossível."
UM PAGODEIRO REGENERADO

Na terça-feira passada, durante a gravação do DVD da cantora Mara Maravilha, ninguém estava mais pimpão do que Regis Danese, produtor do show. O intérprete mineiro desfilava com a mulher, grávida de seis meses, numa prova de sua redenção: o casamento, que estava em crise, ganhou uma segunda chance depois que o cantor virou evangélico. Ele deu entrevistas a rádios e TVs e esperou pacientemente pela chegada de Mara para apresentar sua nova composição. Ex-sertanejo e ex-pagodeiro, Danese, de 35 anos, deixou uma carreira de sucesso para trás, em nome da religião. Gravou dois discos religiosos que não venderam e foi esnobado por artistas do segmento divino. Até que a balada Faz um Milagre em Mim estourou nas rádios evangélicas e católicas. "Hoje até o padre Marcelo canta minhas músicas", orgulha-se.
Lailson Santos
A MUSA DO AXÉ DE CRISTO

Jacquelinne Michelly Trevisan – a Jake – é uma Daniela Mercury cristã. A paulistana com jeito de artista baiana é a cantora de Pó Pará com Pó, uma droga de axé com mensagem antidrogas cotada para ser um dos hits do Carnaval de Salvador. Jake, de 29 anos, iniciou a carreira num grupo de jovens católicos e gravou seu primeiro CD há dois anos. O trabalho parecia fadado à obscuridade até que, três meses atrás, uma apresentação da artista numa TV católica tornou-se sucesso no site YouTube. O vídeo de Pó Pará com Pó foi visto quase 600 000 vezes. E Jake ganhou as bênçãos de medalhões como Ivete Sangalo e Caetano Veloso. Sua agenda de micaretas – católicas ou profanas – tem sido intensa. "No começo, o pessoal caçoava: olha lá o melô da Amy Winehouse e do Fábio Assunção", diz ela. "Só depois perceberam que ali há uma lição de vida."
Manoel Marques
CABELUDOS E TATUADOS, MAS BONS MENINOS

Um conselho para quem depara com os integrantes do Oficina G3: desconsidere as tatuagens, os cabelos compridos e o som pesado, que fazem com que o grupo angarie fãs até entre os adoradores do Metallica. Juninho Afram (guitarra), Duca Tambasco (baixo), Jean Carllos (teclados) e Mauro Henrique (vocais) são bons meninos. Tanto que levam mulher e filhos para os ensaios. O quarteto, que existe há vinte anos, tem uma postura aberta. Divide o palco com católicos e até com grupos chegados a um misticismo – em 2001, eles tocaram no Rock in Rio, na mesma noite que o Iron Maiden. E Depois da Guerra, seu mais recente CD, foi produzido por Marcello Pompeu e Heros Trench, do cavernoso grupo de rock Korzus. "Pompeu e Trench não mexeram no nosso discurso. E são boas pessoas, seja lá qual for a religião deles", diz Carllos. A banda vende em média 150 000 cópias de cada disco, mas não há prece que lhe dê chance nas FMs. "Um locutor chegou a dizer que nem recebendo jabá tocaria uma banda que falasse em Deus", afirma Afram. Falta mesmo um santo forte.
Fonte: Revista Veja

Por Amenidades da Cristandade

PadreStar Fábio de Melo

Com gritos de "lindo", choro e desmaio, show tem sermões em clima celestial

A sete horas do início do show, uma fila começou a se formar do lado de fora da maior casa de espetáculos de Pernambuco, o Chevrolet Hall. Na calçada, as fãs não eram tão jovens assim. Mulheres maduras eram maioria. A atração também não era nenhum ídolo da música pop. Todas queriam ver o padre-cantor Fábio de Melo.

O show de 29 de novembro, em Olinda, era parte da turnê do CD "Vida", que passou por 15 cidades do Brasil.

Os portões foram abertos às 18h30, quando a fila já se estendia por 300 m. Padre Fábio, que chegou meia hora antes do show, entrou pelos fundos, enquanto a dupla paraibana Francisco e Rosa Maria cantava para distrair a já ansiosa platéia de 10 mil pessoas.

No camarim, o artista concedeu entrevistas, tirou fotos e autografou CDs. Numa mesa, estavam à sua disposição salgadinhos, pão integral, frutas, sucos, bombons e bolo Pullman sabores laranja e chocolate.

Fábio de Melo entrou no palco às 21h15. Usava um blazer preto aberto, calça jeans e camisa branca. Bem penteado, sem maquiagem, foi recebido com gritos de "lindo". Ele sorriu e acenou para a multidão.

A fumaça e as luzes sobre ele ajudavam a criar um clima quase celestial. Nas músicas mais emotivas, como "Humano Demais" e "Filho do Céu", houve choro na platéia. Uma mulher desmaiou e foi socorrida.

Erguei os celulares
Entre uma e outra canção, o padre fez pequenos sermões. Som de piano ao fundo, contou histórias de união, perseverança e fé. Depois, pediu luz aos fiéis: a platéia ergueu os celulares com os displays acesos.

O repertório, quase todo formado por baladas, poderia ser chamado de romântico se não fosse religioso. Fábio de Melo parecia o Fábio Júnior. Além de cantar o hit "Pai", ele agradeceu os pernambucanos com um "obrigado, Recifêê".

Com pedidos de "mais um", padre Fábio cantou mais cinco. Atacou de forró equanto trenzinhos circularam entre as mesas. Saltitando no palco, o artista ainda pediu duas vezes à platéia: "Tira o pé do chão". O público, que pagou entre R$ 15 (meia-entrada) e R$ 600 (camarote), obedeceu.

A renda do show não foi divulgada. No local, foram vendidos CDs, livros e camisetas do religioso. E foi distribuída ao público a oração para a cura da depressão.

Fonte: Folha de S. Paulo, via Pavablog

Por Amenidades da Cristandade

Padres cantores são os maiores vendedores de CD de 2008!

Padres cantores

Padres Fábio de Mello e Marcelo Rossi são os maiores vendedores de CDs de 2008.

A divulgação, pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos, da relação de artistas que mais venderam CDs em 2008 evidencia uma tendência interessante, a de que os padres cantores assumiram a liderança do mercado fonográfico.

Na primeira posição da relação de CDs mais vendidos no ano passado aparece o padre Fábio de Mello, com o álbum "Vida", da gravadora Som Livre.

Em segundo lugar está o já veterano padre Marcelo Rossi, com o primeiro volume de "Paz Sim, Violência Não", da Sony Music.

Marcelo Rossi também garantiu a sexta posição do ranking com o segundo volume de "Paz Sim, Violência Não", além de ficar na primeira posição da relação de DVDs mais vendidos em 2008.

Agora resta saber se os padres cantores vieram para ficar ou se apenas são uma tendência passageira.

Fonte: Cristianismo Hoje

Por Amenidades da Cristandade

sábado, 28 de agosto de 2010

Os 12 filmes Cristãos com maior Bilheteria!



O portal norte-americano, Box Office Mojo, fez uma lista dos filmes cristãos que mais fizeram sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos e do Mundo entre os anos de 1980 a junho de 2010, veja a lista:

01 – A paixão de Cristo – U$370,782,930 (Drama/Biografia)

02 – As Crônicas de Nárnia, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – U$291,710,957 (Aventura)

03 – As Crônicas de Nárnia, Príncipe Caspian – U$141,621,490 (Aventura)

04 – A história do Nascimento – U$37,629,831 (Biografia)

05 – Prova de Fogo – U$33,456,317 (Drama/Romance)

06 – Jonah: A Veggie Tales – U$25,581,229(Animação)

07 – One Night with the King – U$13,395,961(Drama)

08 – The Pirates Who Don’t Do Anything – U$12,981,269 (Animação)

09 – Meggido – U$$12,614,346(Suspence/Ação)

10 – End of the Spear – U$11,967,000 (Aventura)

11 – Desafiando os Gigantes – U$10,178,331

12 – Expelled: No Intelligence Allowed – U$7,720,487

Fonte: Cinema Cristão