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domingo, 5 de fevereiro de 2012

QUE LOUCURA? Estudando para ser pastor, baixista do Megadeth fala dos estudos bíblicos com outros integrantes da banda!



Depois de anunciar que está estudando para se tornar pastor luterano, o baixista da banda de heavy metal Megadeth, David Ellefson, deu uma entrevista falando de suas profundas discussões sobre a Bíblia com o líder da banda, Dave Mustaine.
O músico falou ao “Raleigh Evangelical Examiner” sobre seus estudos e afirmou estar se divertindo com o aspecto educativo de sua jornada para se tornar pastor. Ellefson falou também de como a religião é vista pelos jovens atualmente e de seu papel nas mudanças da igreja: “Aprenderei o que eu puder sobre a história da igreja e as descobertas de Martinho Lutero, tanto da lei do Antigo Testamento e Novo Testamento ao evangelho de Cristo. Acho que minha geração só desistiu ‘da igreja’… da mesma maneira que Martin Lutero questionou a igreja de sua época. Acho que todos nós somos atraídos para a palavra de Deus, mas não temos certeza sobre a igreja de nossa juventude, como é antiquado e parece culturalmente irrelevante para nós. Então, minha esperança é que com uma descoberta moderna podemos aplicar a palavra de Deus mais universalmente para todos nós, mesmo nós do rock n’ roll!”.
O baixista falou ainda o quanto tem aprendido sobre a Bíblia com “Eu aprendi um pouco com ele ao longo dos anos. Eu acho que o seu entendimento de Moisés é superior ao que o meu costumava ser”.
Quando perguntado se ele e companheiro de banda, Dave Mustaine, que também é cristão, debatem sobre diferenças teológicas, ele afirmou: “Dave e eu nunca debatemos as escrituras, mas estudamos juntos. Dave é realmente muito bem versado na Bíblia e lê, especialmente, o Antigo Testamento”.
Ele ressaltou ainda a importância das diferenças de opiniões, que surgem nas conversas, para seu crescimento no estudo bíblico: “É justo que cada um de nós traga algo diferente para as nossas discussões. Eu acho que a beleza da escritura é irrefutável, se você realmente estudá-la como está escrito, e não tentar embaralhá-la para caber na sua vida”.
O músico rejeita o título de banda cristã mas fala da influência do cristianismo na produção artística do grupo: “Eu não vejo o Megadeth como uma banda cristã, mas sim uma banda que tem cristãos. Nós usamos conceitos das Escrituras nas nossas músicas por anos”.

Fonte: Gospel+

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUE LOUCURA? Famoso cantor secular Lenny Kravitz diz que seu novo álbum de rock foi inspirado em orações e leituras da Bíblia!

Famoso cantor secular Lenny Kravitz diz que seu novo álbum de rock foi inspirado em orações e leituras da Bíblia
O cantor americano Lenny Kravitz afirmou que a inspiração para seu novo CD “Black and White America” foram suas leituras diárias da Bíblia.
“Tenho lido a Bíblia, orado e meditado muito”, disse o músico que confessou que precisava de inspiração para criar um novo disco e que a encontrou em uma ilha nas Bahamas, durante dois anos de meditações e leitura bíblica.
O 9 álbum de Kravitz traz músicas com uma ampla diversidade sonora, misturando gospel, dancehall, pop, disco, jazz, rock e principalmente funk. Nas faixas “Come on Get It” and “Boongie Drop,” o rapper Jay-Z faz uma participação especial.
Kravitz é um Cristão declarado, mas é conhecido por variar suas atitudes entre carnais e espirituais, de acordo com o site Cristianity Today. “Eu realmente uso Cristo como meu exemplo e tento viver esta vida sem fazer ‘besteiras’ com ela”, disse em entrevista ao jornal inglês The Telegraph.
Kravitz tatuou em suas costas: “meu coração pertence a Jesus Cristo”.
O novo CD traz como tema a crítica ao racismo, fator ainda muito presente na cultura americana. “Nos Estados Unidos muita gente ainda tem a sua mente no passado”, critica o cantor que esteve se apresentando em Madri, na Espanha.
As músicas do último CD de Lenny Kravitz inspiradas nas Escrituras Sagradas já estão entre as ‘top parade’ nas rádios espanholas.

Fonte: The Christian Post

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

QUE LOUCURA? Evangélico faz paródia gospel de funk com palavrões e faz sucesso na internet. Assista!

Evangélico faz paródia gospel de funk com palavrões e faz sucesso na internet. Assista
Quando o sucesso “Sou F…” se tornou viral na internet, alguns criticaram, disseram que a música brasileira não tem mais salvação e diversas outras maldades. Fato é que o vídeo original dos “Avassaladores” já tem quase 10 milhões de visualizações no YouTube, e as batidas do funk ecoaram pelos quatro cantos do Brasil. Para quem criticou e pediu “mais amor, por favor”, eis aqui uma luz: o surgimento de uma paródia do “Sou F…” que traz uma mensagem sagrada. Conheça o “Sou Crente”.
Guilherme Adorno, estudante de publicidade de 19 anos, se diz ungido pelo Cristo. Em seu vídeo, a letra original do “Sou F…” ganhou uma versão bem menos profana. “Eu sou sinistro” virou “eu sou de cristo”; “pra te enlouquecer” ficou “intercedo por você” e “na cama eu te esculacho” se tornou “na igreja eu toco baixo”. Ao UOL Tecnologia, Guilherme explica que não pretende converter ninguém, mas que a internet pode ser, sim, um caminho para Jesus.
UOL – Todo mundo aqui na redação duvidou: você é crente mesmo?
Guilherme Adorno – Sim, não só eu como todos os meus amigos que participaram da gravação do vídeo durante um acampamento no feriado de Corpus Christi.
UOL – Com tanta música, por que justo a pecaminosa “Sou F…”? O pastor não condena?
Guilherme – Ah, não tem jeito. Nós somos da geração da internet. Essas bobagens acabam mesmo se espalhando por aí… todos já conheciam. Todos os adolescentes estão sujeitos a ver esse tipo de coisa na internet. A gente explicou direitinho para o pastor que não íamos tirar sarro de algo sacro. Foi uma forma de tentar incluir esses adolescentes em algo que está na moda, mas teoricamente é errado.
UOL – Tem muita porcaria na internet?
Guilherme – Tem [muita porcaria], sem dúvida, mas a gente que separar o joio do trigo. Ela pode ser um caminho para Jesus. Falta amor na internet. Hoje, esse amor é algo muito superficial.
UOL – Você tem outro vídeo paródia, “Dízimo: polêmico” (disponível abaixo), inspiração do vídeo “Mamilos: polêmicos”. O que é mais polêmico, dízimo ou mamilos?
Guilherme – Os dois disputam páreo a páreo.
UOL – Se você pudesse converter o “Sou F…” com apenas uma frase, o que diria?
Guilherme – Que ele seria mais f… ainda se estivesse com Deus.
UOL – Você conhece o @jesusmanero? O @jesusmanero é maneiro?
Guilherme – Conheço e acho uma grande brincadeira. Jesus é maneiro e é humor, alegria… Este esteriótipo personalizado que um deus que está lá em cima um monte de raio para tacar nas pessoas… isso não existe.
UOL – E se Jesus, o original, aquele que te ungiu, tivesse um Twitter. Qual seria o primeiro tuíte?
Guilherme – Sigam-me.
UOL – Depois de “Sou Crente” e “Dízimo: polêmico”, qual será o próximo vídeo, “Pôneis benditos”?
Guilherme – [risos] Já pensamos em pôneis benditos, mas realmente não sabemos. Nós temos que ser divertidos sem desrespeitar ninguém e sem infringir nenhum direito autoral. Além disso, tem que estar na moda né. Isso é muito difícil.






segunda-feira, 1 de agosto de 2011

QUE LOUCURA? Lady Gaga afirma que se tornará pastora para celebrar casamento gay!

Lady Gaga afirma que se tornará pastora para celebrar casamento gay
Lady Gaga revelou que quer ser ordenada pastora para poder casar duas amigas lésbicas.
A cantora disse que tomou a decisão depois da lei dos casamentos homossexuais ter sido aprovada no estado de Nova Iorque, no passado dia 24 de Junho.
Em entrevista a uma estação de rádio, Gaga explicou: “A minha instrutora de yoga, a Trisha, que é lésbica, vive com a sua companheira há vários anos e têm uma filha linda. Elas pediram-me para casa-las. Portanto sim, vou faze-lo.”
A cantora disse ainda que o casal “já tinha esperado demasiado tempo para poder legitimar o seu amor”.
Gaga, que esteve a semana passada no Nebraska a gravar o próximo videoclip, “You And I”, acrescentou ainda: «Acho que, para mim, enquanto activista, o mais importante é ser positiva e ficar feliz com os pequenos passos que vamos dando ao encontro da igualdade. (…) Vou continuar a lutar pelos nossos direitos.»

Fonte: MyWay

terça-feira, 26 de julho de 2011

QUE LOUCURA? Famoso roqueiro Dave Mustaine, do Megadeath, se converteu e hoje afirma: “Sou mais perigoso agora, como cristão”!!!

Famoso roqueiro Dave Mustaine, do Megadeath, se converteu e hoje afirma: “Sou mais perigoso agora, como cristão”
Quando um roqueiro se converte realmente é estranho, afinal a imagem de um evangélico e de um fã de heavy metal são bem diferentes, mas não é o caso de Dave Mustaine líder da banda de trash metal Megadeath.
Mustaine sempre teve uma vida ligada a bebidas e drogas, foi tão dedicado a isso que foi expulso da banda que fundou, o Metallica, porque não aguentaram mais o músico quando não estava sóbrio, e ele simplesmente não ficava sóbrio.
Hoje a vida de Dave mudou, convertido evangélico mudou as letras de suas músicas e muitas de suas atitudes, por isso participou do documentário “Primetime Nighline: Beyond Belief, Batle With The Devil”, uma série de reportagens sobre exorcismo e demônios que está sendo exibida na rede ABC. Na entrevista ele diz acreditar na existência do demônio: “A maior mentira que ele já contou foi que não existe. E você vê as pessoas achando que ele é vermelho, com cara de bode e rabudo, mas não. Ele é belo, como um anjo. Por que iria querer parecer um monstro? Ele pode ser igual a você. Poderia estar aqui, nesse momento. E nem saberíamos. É assustador”, afirma.
Dave foi ponderado quando perguntado se o heavy metal é coisa do diabo, segundo ele “em alguns casos é. Mas não em todos. Há bandas que acreditam em Deus e o glorificam. Oram todas as noites antes de entrar no palco”, mas vê relação entre a magia negra e a bebida: “Nem sempre que bebi estava envolvido com isso. Mas sempre que estive envolvido, estava bebendo. Então, definitivamente, há uma relação”, acredita.
O vocalista também falou sobre sua vida antes de se converter, segundo ele a “mãe era Testemunha de Jeová e me criou nessa fé. Acabei me envolvendo com bruxaria por odiar ficar batendo nas portas das casas dos outros”, disse. Ele revela também que ainda quando criança fez magia negra contra duas pessoas, uma era um garoto que praticava bullying contra ele e “sofreu um acidente de carro e algo aconteceu com parte de seu corpo”, a outra pessoa era uma garota cobiçada pelos seus colegas, “todos a desejavam, mas era fora da minha realidade. Fiz [a magia] e, no outro dia ela, estava em meu apartamento”, e com veemência completa: “Por isso acredito no lado negro. Muitos pensam que não é real, mas funciona”, afirma.
Em seu testemunho Dave Mustaine afirma ter feito “pactos de sangue. Isso foi antes de descobrirmos sobre a AIDS. Cortávamos dedos e juntávamos, nos tornando irmãos de sangue”, mas ressalta: “Não quero mais estabelecer uma comunhão espiritual e misturar minha vida com alguém que não conheço direito. A Bíblia diz que sangue é vida” e finaliza, “acho que sou mais perigoso agora que me tornei um cristão, pois estou armado com a verdade”, diz Dave Mustaine.

Fonte: Gospel+

sábado, 16 de julho de 2011

QUE LOUCURA? Cantora evangélica ganha ação por plágio contra o Padre Marcelo Rossi!

Marinalva-SantosAssociação Brasileira de Música e Artes reconheceu que a cantora evangélica Marinalva Santos é autora de “Noites traiçoeiras”.
A cantora piauiense Marinalva Santos, 39 anos, ganhou ação por plágio contra o padre Marcelo Rossi. A Associação Brasileira de Música e Artes reconheceu que a cantora evangélica é autora da música “Noites Traiçoeiras” e que a canção foi plagiada pelo padre.
Em 2009, a cantora esteve no Jornal do Piauí denunciando que a música foi plagiada. Ela contou que a canção foi feita inspirada em um salmo e para comemorar aniversário de uma igreja Assembleia de Deus em Uberlândia.
O pastor Francisco Felipe Cordeiro, que é marido e empresário da cantora, informou ao Cidadeverde.com que a música já rendeu um milhão de cópias ao “padre cantor” e que a agora os direitos autorais vão para a piauiense.
“Entramos com ação e apresentamos todos os documentos a Associação Brasileira de Música e Artes. A partir desta segunda-feira, todos os direitos autorais vão para Marinalva”, garantiu o pastor.
Ele ressaltou que a cantora tentou um acordo com a assessoria do padre Marcelo Rossi, mas a proposta foi recusada. “Nós tentamentos acordo com ele (Marcelo Rossi), mas não deu certo e a proposta que ofereceu em dinheiro foi rejeitada”, disse o pastor sem revelar o valor em dinheiro.
Para comemorar a vitória, a cantora que já compôs mais de 100 músicas, vai fazer uma festa em Santana do Piauí.
 
fonte: http://naoerreis.blogspot.com/2011/07/cantora-evangelica-ganha-acao-por.html

quarta-feira, 13 de julho de 2011

QUE LOUCURA? Cristão entrega panfleto evangelístico a Lady Gaga e cantora responde dizendo que levará todos “ao inferno”!

Cristão entrega panfleto evangelístico a Lady Gaga e cantora responde dizendo que levará todos “ao inferno”
A cantora Lady Gaga já é conhecida por suas polêmicas, mas não por isso ela se afasta delas, na verdade para alguns chega até a lidar bem com elas, pois para a grande maioria dos artistas isso é normal. Na última quinta-feira também não foi diferente.
Lady Gaga discutiu com um jovem cristão que panfletava em frente aos portões de um de seus shows em um estádio em Anaheim, Califórnia. Quando estava entrando no local para realizar o show a cantora encontrou o jovem entregando o panfleto evangelístico “Passe livre para sair do inferno” e se indignou tomando para si o termo “inferno”.
Para Lady Gaga não tinha porque o cristão estar ali em frente ao show, já que para “sair do inferno” só seria preciso imprimir o panfleto, então quem quisesse que o faça. Segundo a cantora o jovem retrucou irritado afirmando que ela iria para o inferno, a cantora respondeu apontando para o público do lado de fora e afirmando: “Então abram os portões, pois todos eles irão comigo”.
Não contente com a polêmica, minutos depois a cantora parou o show no estádio para ironizar e contar aos milhares de espectadores a discussão com o cristão que tentou evangeliza-la.
Fonte: Gospel+

sábado, 11 de junho de 2011

QUE LOUCURA? Oficina G3: pastores de cidade do interior de Goiás pedem cancelamento do show da banda!

Oficina G3: pastores de cidade do interior de Goiás pedem cancelamento do show da banda
Através do Twitter a banda Oficina G3 divulgou que seu show na cidade de Goianésia, durante a Exposição Agropecuária 2011, foi cancelado devido a pressão de pastores que consideram a banda um mau exemplo para os jovens.
 
O tradicional evento da cidade conta com diversas bandas que são escolhidas por um Sindicato de acordo com o gosto popular, além disso é aberto um espaço para bandas evangélicas e católicas que são escolhidos pelos representantes das igrejas. A banda Oficina G3 foi uma das escolhidas para fazer o show na feira mas alguns líderes evangélicos não concordaram com o estilo musical da banda e acionaram a comissão organizadora pedindo o cancelamento do show.
Segundo informações da cidade o principal líder evangélico de Goianésia não concorda com a forma que a banda se veste além de usarem tatuagens e brincos, o que para ele é um “mau exemplo aos jovens da cidade”. Além disso, alguns líderes proibiram em suas igrejas os membros a irem no show e em qualquer outro dia do evento.
O presidente do Sindicado Rural, Wilson Portilho, confirmou o cancelamento do show por parte dos líderes declarando: “Os pastores é que pediram o cancelamento do show que foi escolhido pela maioria dos religiosos. Já estava em nossa agenda, já estava tudo certo. O show teria um custo de aproximadamente 40 mil reais, mas o mesmo grupo que sugeriu a contratação do show, também pediu o cancelamento, nós somente acatamos”.
Com o racha dos líderes evangélicos a feira ficou sem representante da música evangélica, mas a banda católica JAKE está confirmada bem como a possibilidade do Pe. Delton se apresentar durante a festa.

Fonte: Gospel+
Com informações de O Correio Goiano

QUE LOUCURA? Latino planeja carreira no meio gospel!

Latino planeja carreira no meio gospel
Uma notícia está recebendo repercursão na mídia: o famoso cantor Latino declarou em entrevista estar preparando entrar no meio gospel. O cantor, que é conhecido pelo hit “Festa no Apê”, disse que daqui há “dois ou três anos” pretende cantar músicas evangélicas.
O curioso é que Latino não frequenta nenhuma igreja ou declara estar convertido, ele declarou:
“Estou com muita vontade de juntar essa galera gospel e fazer um trabalho bacana” e também que não quer se tornar evangélico mas falar de Deus de uma maneira ousada ou genial.
Segundo o cantor o projeto ainda não tem nome, mas ele buscará compor músicas e trazer cantores consagrados ao estilo. Para ele é preciso ficar de olho no mercado gospel e sempre buscar novas inspirações.

Fonte: Gospel+ Com informações de G1

segunda-feira, 7 de março de 2011

Armadilha de Satanás!?!!

Dança
Confira este vídeo divertidíssimo da música "Armadilha de Satanás", cantada pela cantora evangélica angolana Irmã Sofia. Ainda bem que dançar não é "uma armadilha de Satanás", senão o clipe ficaria totalmente sem graça!


Confira também a :

Armadilha de Satanás
Irmã Sofia

O mundo virou de pés pra cima
O mundo virou de patas pro ar
Cuidado, cuidado, povo de Deus
É uma armadilha de Satanás

Mulher de minissaia é uma armadilha de Satanás
Mulher de barriguinha é uma armadilha de Satanás
Mulher de colar é uma armadilha de Satanás
Mulher com transparente é uma armadilha de Satanás
Mulher vestida com roupa de homem é uma armadilha de Satanás
Cuidado com ela, é uma armadilha de Satanás

O mundo virou de pés pra cima
O mundo virou de patas pro ar
Cuidado, cuidado, povo de Deus
É uma armadilha de Satanás

Mulher de minissaia é uma armadilha de Satanás
Mulher de barriguinha é uma armadilha de Satanás
Mulher de colar é uma armadilha de Satanás
Mulher vestida com roupa de homem é uma armadilha de Satanás
Homem de brinco, homem de trança é uma armadilha de Satanás
Cuidado com ele, é uma armadilha de Satanás

O mundo virou de pés pra cima
O mundo virou de patas pro ar
Cuidado, cuidado, povo de Deus
É uma armadilha de Satanás

Tu ficas seguindo a , sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o álcool, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo a droga,sua vida vale mais
Tu ficas seguindo tabaco, sua vida vale mais

Tu ficas seguindo a mulher do outro, sua vida vale mais
Oh meu irmão, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o homem da outra, sua vida vale mais
Oh minha irmã, sua vida vale mais

Tu ficas seguindo o mundo, sua vida vale mais
É meu irmão, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o mundo, sua vida vale mais
Uhm minha irmã, sua vida vale mais

Tu ficas seguindo a moda, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o quimbondo, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo a cerveja, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o caporoto, sua vida vale mais

Tu ficas seguindo a mulher do outro, sua vida vale mais
É meu irmão, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o homem da outra, sua vida vale mais
Oh minha irmã, sua vida vale mais

Tu ficas seguindo o mundo, sua vida vale mais
É meu irmão, sua vida vale mais
Tu ficas seguindo o mundo, sua vida vale mais
Uhm minha irmã, sua vida vale mais

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sacerdotes Católicos louvando ao Senhor...no ritmo...rock and roll !!!
















                 
                      
                                     

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ivete Sangalo tem participação no novo Cd da banda católica “Dominus”.

A cantora Ivete Sangalo gravou participação especial no novo CD da Banda Dominus. Junto com ela, Pe. Fábio de Melo também participou da gravação da música que dá nome ao CD, não estou sozinho, oitavo trabalho do grupo mineiro que há vinte e dois anos evangeliza através da música com alegria, ritmo e inovação.
A turnê de divulgação do novo CD começou neste mês  e já é um sucesso. A Banda Dominus é presença marcante e uma das mais esperadas no Festival Halleluya que acontece nos final das férias de Julho,em Fortaleza.
Mais sobre a Banda Dominus:
O grupo também já  foi atração por 4 anos consecutivos em Buenos Aires, Argentina. Esteve em Santiago, no Chile em um show para mais de 10 mil pessoas, além de ter se apresentado na França e nos EUA. Devido a estas e outras experiências, o grupo pôde perceber o quanto a arte envolve as pessoas. Em 2001, fundou então a Associação “Arte pela Paz”, uma entidade sem fins lucrativos que realiza trabalhos sociais com centenas de jovens carentes de Belo Horizonte, através da musica, dança e esporte.
 
E para abrilhantar ainda mais está trajetória de sucesso, o grupo foi convidado a se apresentar no encontro do Papa Bento XVI com os jovens do Brasil, que aconteceu no dia 10 de maio de 2007 no estádio do Pacaembu em São Paulo, durante a visita do pontífice ao país. Estavam presentes cerca de 40 mil jovens.
Fonte: Blog Ancoraudouro

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É proibido pensar?

CD É Proibido Pensar
 www.joaoalexandre.com.br/

A faixa título é a quem tem gerado certa polêmica por causa da letra. Confesso que também fiquei surpreso ao ouvir a crítica do João. Mas creio que não se deve fazer tempestade em um copo de água, até porque a música não cita ninguém diretamente.

Se percebermos bem, a música foi feita não como uma crítica, mas como um alerta para a infertilidade do pensamento cristão que tem sido observado no excesso de repetições de temas na música gospel nacional. Trata também de forma bem sutil da comercialização do evangelho e o que isso causado no nosso meio. A questão levantada na letra são alguns erros doutrinários e não o fato dele gostar ou não de determinado ministério.

Polêmicas a parte, musicalmente falando É proibido pensar tem uma pegada contagiante. Excelente!
Veja os videos e tire suas conclusões?
http://www.youtube.com/v/srYJaK0piBY?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param

http://www.youtube.com/v/oiZdEYwZNvo?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param

Música Gospel x Musica Cristã Verdadeira


“ É evidente que a música cristã moderna, via de regra, é bem inferior aos hinos clássicos que eram escritos 200 anos atrás. Isto não é uma reclamação do estilo, no qual as músicas são escritas, na maioria das vezes. Ao invés, as letras são o que revelam mais nitidamente quão baixo nossos padrões caíram. Os hinos do passado eram ferramentas didáticas maravilhosas, cheias da Palavra e de doutrina(ensinamento) sólida, um meio de ensinar e admoestar uns aos outros, como nos é ordenado em Colossenses 3.16 [A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.]. Mais de cem anos atrás, a música de igreja tomou uma direção diferente e o seu foco se tornou mais subjetivo. As músicas passaram a enfatizar a experiência pessoal e os sentimentos do adorador. Os músicos modernos têm promovido essa tendência ainda mais e o que semeamos por várias gerações estamos colhendo agora em abundância assustadora. A igreja moderna, alimentada por letras insípidas, tem pouco apetite pela Palavra e pela doutrina bíblica sólida. Nós também corremos o perigo de perder a rica herança da hinologia, visto que alguns dos melhores hinos da nossa fé caem na negligência, sendo trocados por letras banais dentro de melodiazinhas que não saem da cabeça. É uma crise, e a igreja está sofrendo espiritualmente. A diferença principal é que a maioria das músicas gospel são expressões de testemunho pessoal visando tocar uma audiência formada de pessoas, enquanto a maioria dos hinos clássicos eram músicas de louvor dirigidas direta e exclusivamente a Deus. O estilo e a forma da música gospel foram pegos emprestado diretamente dos estilos musicais populares do final do século XIX. O homem geralmente considerado o pai da música gospel é Ira Sankey, um cantor e compositor dotado, que galgou fama agarrado em D. L Moody, um dos maiores evangelistas da era moderna da igreja. Sankey era o solista e líder de música para as campanhas evangelísticas de Moody na América do Norte e Inglaterra. Sankey queria uma música mais simples, mais popular e que se prestasse mais ao evangelismo que os hinos clássicos. Então ele escreveu músicas gospel – na maioria mais curtas, cantigas simples com refrãos, no estilo das músicas populares da sua época. Sankey cantava cada verso como um solo e a congregação juntava-se a ele em cada refrão. Embora a música de Sankey tenha provocado alguma controvérsia no início, logo a forma pegou no mundo inteiro. Já no início do século XX a maioria das novas obras eram músicas gospel no gênero que o Sankey inventou. As letras dessas músicas não falam nada de substância real, e o que elas falam realmente não é particularmente cristão. É uma pequena rima sentimentalista sobre a experiência e sentimentos pessoais de alguém. Enquanto os hinos clássicos procuravam glorificar a Deus, as músicas gospel glorificavam o sentimentalismo puro e simples. Várias músicas gospel sofrem dessas fraquezas… Antes de Sankey, os hinos eram propositadamente compostos com um objetivo didático. Eram escritos para ensinar e reforçar conceitos bíblicos e doutrinários no contexto do louvor direcionado a Deus. Esses hinos visavam à adoração a Deus, proclamando sua verdade de maneira a aumentar a compreensão da verdade pelo adorador. Eles criaram um padrão de adoração, que era tão racional quanto emocional. E isso era perfeitamente bíblico. Afinal de contas, o primeiro e maior mandamento nos ensina a amar a Deus do todo o nosso coração, alma e mente (Mateus 22.37).
Nunca teria passado pela cabeça dos nossos ancestrais espirituais que o louvor era algo feito com o intelecto subjugado. A adoração que Deus procura é a adoração em espírito e em verdade (João 4.23,24).
Hoje em dia, a adoração é freqüentemente caracterizada como algo que acontece bem longe do domínio do nosso intelecto. Essa noção destrutiva tem criado vários movimentos perigosos na igreja contemporânea. Talvez tenha chegado ao ápice no fenômeno conhecido como a Bênção de Toronto, onde risos irracionais e outras emoções selvagens eram considerados a mais pura forma de adoração e uma prova visível da bênção divina.
Essa noção moderna de adoração como um exercício irracional tem causado muito prejuízo às igrejas, implicando em um declínio na ênfase da pregação e do ensino dando mais ênfase em entreter a congregação e em fazer as pessoas se sentirem bem. Tudo isso deixa o crente no banco da igreja destreinado e incapaz de discernir, e muitas vezes jubilosamente ignorante dos perigos ao redor dele ou dela…”
MacArthur foi realmente inspirado pelo altíssimo ao abordar um tema pouco discutido na igreja: a musica! Como se não bastasse toda a alteração por que passou a musica cristã descrita pelo irmão, uma cultura de mercado se apossou da musica da igreja nesses últimos anos. Para quem se converteu há mais ou menos vinte anos há traz, terá mais dificuldade em compreender que há algo errado com a musica chamada evangélica por já ter pego o bonde em movimento, mas para quem conheceu Cristo antes desse período, certamente notará a mudança que ocorreu no mundo da musica cristã. Antigamente o cantor crente era uma pessoa comum, humilde, simples, de quem nós na igreja não víamos nada de especial, enxergando apenas que o irmão tinha recebido um dom como qualquer outro da parte de Deus. Nesse tempo ainda não existia a visão comercial e obviamente ninguém pensava em fazer uma musica para ganhar dinheiro, portanto não existia irmão rico ás custas de louvor. Jamais pensaríamos em chamar o dito irmão de artista muito menos em pedir seu autógrafo. Qualquer um que se atrevesse a cobrar 1 centavo que fosse para louvar ao Senhor seria imediatamente desqualificado e despedido como mundano e necessitado de conversão. Tempos bons… onde por mais que o irmão obtivesse êxito em compor e dispusesse de uma voz privilegiada, jamais tinha esses talentos como sendo seus, mas os via como ferramentas dadas por Deus para servi-lo como um dever, jamais aceitando elogio, honra e glória por isso. ” Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores que recebe.” Provérbios 27:21 Mas ai veio a apostasia que nos arrebatou e nos transportou para o caos que nos encontramos hoje. O irmãozinho que outrora, humildemente, usava sua voz para num coro, nos ajudar a oferecer uma oração sublime a Deus em forma de musica, agora se transformou numa “estrela” pop-gospel. O que isso significa? Significa que ele passou de irmão para ser um artista, uma celebridade, um “profissional” da musica como qualquer outro segundo os moldes do mundo. O que era uma santa obrigação passou a ser profissão, e muitíssimo bem remunerada; agora o irmãozinho não é mais uma pessoa simples e comum, a humildade foi para a estratosfera, hoje ele é o “cara”. Seguindo a orientação do seu empresário, o diabo, ele tem fã-clube onde o primeiro sócio é o próprio inimigo; se vestindo de forma diferenciada, anda por ai em carrões importados, mora em mansões e produz clips de proporções hollywoodianas, seguindo os padrões do mundo e despertando em outros milhares de irmãos a o seguirem nesse sonho dourado. Antigamente nós dizia-mós que o irmão tal iria louvar hoje a noite, hoje se diz que o cantor vai “se apresentar”, fazer um show hoje à noite; e em vez da igreja, agora ele “louva” nas casas de espetáculo do mundo porque o negócio todo é feito em louvor do dinheiro e é lá onde ele pode faturar mais sob os gritinhos frenéticos dos seus ex-irmãos, agora fãs. O próprio termo “show” já revela por si mesmo quem está por traz da coisa toda, e para esse “show” o irmão hoje cobra um troço vergonhoso e infame chamado “cachê”, que obviamente deve ser “santo”, e que muitas vezes corresponde ao salário de anos de trabalho de um assalariado comum. Me parece que o versículo de Mateus 10:8, “De graça recebestes, de graça daí.”, não está mais vindo impresso nas bíblias e por isso não é mais pregado nos púlpitos de hoje em dia. O resultado é que esses menestréis que posam de cristãos, estão fazendo verdadeiras fortunas ás custas de gente tola e míope, que não se importam em pagar por diversão travestido de louvor, que se fosse verdadeiro não teria preço, ou no mínimo lucro, para levá-las no embalo de suas emoções ao mundo de um céu imaginário e efêmero, fruto de suas ilusões religiosas humanas aprendidas de púlpitos estéreis e escritores evangélicos de quinta categoria. Fica racionalmente evidente que esse “ser” que a musica gospel moderna finge cultuar não é o Deus da bíblia, porque se for, em vês de culto, isso na verdade é um insulto a “inteligência” de Cristo. O Senhor acusou Israel de tentar, sem sucesso, viver ao seu bel prazer e ao mesmo tempo, através de rituais vazios, apaziguá-lo. O Senhor disse: “Afasta de mim o estrépito (ruído, som, ostentação, pompa) dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.” Amós 5:23, “ Odeio, desprezo as vossas festas(eventos religiosos), e as vossas assembléias(cultos) solenes não me exalarão bom cheiro.” Amós 5:21, “ Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios(templo)? Não continueis a trazer ofertas vãs(sem valor); o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias(reuniões); não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, A MINHA ALMA AS ODEIA; JÁ ME SÃO PESADAS; JÁ ESTOU CANSADO DE AS SOFRER. Por isso, quando levantam as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos.” Isaias 1:12-15 Esse mesmo erro a igreja evangélica emergente está repetindo acreditando que nesse caso o fim será diferente do de Israel. Deus adverte na sua palavra que será o mesmo. Um certo homem de Deus dizia que o momento onde os crentes mais mentem é na hora do louvor; o que infelizmente tenho que concordar. A leviandade está impregnada na maior parte do louvor de vanguarda que se faz hoje em dia, e como no tempo de Israel, é impossível que tamanho disparate passe despercebido pelo altíssimo porque, apesar de a grande maioria dos crentes não tomar conhecimento, Deus tem o poder de ler os corações. É 100% impossível dizer uma vírgula que não seja verdade, sem que Ele o saiba. Seria bom parar de brincar de louvar, porque essa brincadeira custou caro aos Israelitas, para alguns deles a própria vida, e não tem porque acontecer diferente agora. Cada palavra que sair de nossas bocas tem que corresponder a mais absoluta verdade de nossa vida prática, ou então esperemos para pronunciá-las no tempo em que os nossos atos permitam que elas sejam proferidas sem prejuízo a verdade. Negociar declarações de amor, de agradecimento, e de adoração ao Altíssimo prova que essas declarações são no mínimo falsas e atesta uma ignorância fora de qualquer parâmetro por tentar ludibriar o autor da inteligência.
“ Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência. “ Salmos 47:7

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Música do Mundo e a Graça Comum

Talvez por ignorância, parte dos evangélicos em nome de Deus dicotomizaram a existência dualizando o mundo. Infelizmente fundamentados numa pseudo-espiritualidade, um número imensurável de cristãos tem ao longo dos anos avaliado como profano e imoral tudo aquilo que não brota dos arraiais evangélicos. Para estes, quem ouve musica do mundo ou vai ao teatro assistir uma peça, cede às tentações do diabo. Segundo esta perspectiva, a arte, a cultura e a música secular foram “divinamente satanizadas”.

Bom, antes que seja apedrejado pelos religiosos de plantão, é importante salientar de que Deus estabeleceu como ordem a graça comum. E que esta é a fonte de toda, cultura, e virtude comum que encontramos entre os homens. Em outras palavras isto significa que Deus em sua infinita graça fez com que o sol nascesse sobre o justo e o injusto, e mandasse chuva sobre o bom e o mau. Entre as bênçãos mais comuns que devem ser atribuídas a esta fonte, podemos enumerar a saúde, a prosperidade material, a inteligência em geral, os talentos para a arte, música, oratória, literatura, arquitetura, comércio, invenções e etc.

Caro leitor, isto posto, eu louvo a Deus pela Graça comum! Como disse o pastor Marcio de Souza em seu blog, é absolutamente impossível negar a ação de Deus entre os homens ao ouvir clássicos da música como One do U2, ou Miss Sarajevo onde Luciano Pavarotti leva qualquer um às lágrimas com sua participação especial.

Eu particularmente sou tocado com a musicalidade de Chico Buarque de Holanda, com as letras de Jobim e Vinicius, com o ritmo da bossa nova, com a brasilidade de Gonzaguinha, Com as letras de Renato Russo, com a inteligência do Lenine, com o doce gingado do baião nordestino, com swing do Tim Maia, com a voz de Frank Sinatra, com a arte do Police, U2 e Dire Straits e tantos outros mais.

Meu amigo, não consigo ver deteminadas menifestações musicais ou culturais como satânicas ou malignas, antes pelo contrário, a multiforme manifestação cultural no ser humano, aponta diretamente para um Deus generoso que é absolutamente apaixonado pela arte, música e cultura.

Louvado seja o Senhor pela graça comum!


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Renato Vargens é pastor da Igreja Cristã da Aliança, escritor, conferencista e colaborador do Púlpito Cristão

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pastor metaleiro troca o Iron Maiden pela palavra de Cristo!

Fanático pela banda até 2005, Marcos Motolo tem o corpo inteiro tatuado.
Convertido após uma 'visão', ele diz agora que é capaz de fazer milagres.

Diego AssisO autoproclamado fã número 1 do Iron Maiden mora em um sobrado humilde no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. Fanático pelos metaleiros desde a década de 1980, Marcos Motolo, 36, diz ter feito 172 tatuagens da banda por todo o corpo e, como se o feito não bastasse para provar sua devoção, ainda registrou o filho de dez anos como Steve Harris em homenagem ao lendário baixista do grupo. Mas, da turnê recente do Maiden pelo país - que se encerra nesta terça com um show em Recife -, Motolo conta que não conseguiu ver nenhum show. Estava ocupado demais pregando a palavra de Cristo como pastor evangélico.



Personagem do documentário "Flight 666", filme oficial da banda britânica de heavy metal que tem estreia nos cinemas prevista para o mês que vem, o pastor metaleiro não renega o seu passado. Em vez disso, tem usado sua história pessoal para "semear no deserto", ou ainda, "levar a palavra de Deus às pessoas que não estão preocupadas com isso".

Em um culto evangélico realizado há dez dias, em Suzano, município da Grande São Paulo, vestindo um terno preto que cobria algumas mas não todas as tatuagens, Motolo intercalava com desenvoltura versículos da Bíblia com a promoção de sua participação no documentário internacional. "Será a primeira vez que a palavra de Cristo vai chegar a países como a China ou a Rússia", prometia entre "glórias" e "aleluias" aos fiéis, muitos dos quais provavelmente jamais haviam ouvido falar de Iron Maiden - muito menos da temática demoníaca de muitas das letras da banda.

Convertido há apenas quatro anos, Motolo não vê problemas na mistura do sagrado e do profano. "O interessante é você saber diferenciar cultura de religião. Se a pessoa é evangélica e toca numa banda de rock, ela não precisa parar de tocar. Mesmo que [a banda] fale de Satã. Aquilo é a profissão dela, lá ela é empregada", defendeu o pastor e missionário - termo usado àqueles que não pregam apenas em uma única igreja - em entrevista ao G1 pouco antes do início da pregação.

"Se a pessoa souber curtir o heavy metal ou qualquer coisa, pode ser até funk ou futebol, sem se envolver em coisas que destruam sua saúde, é bom. Os caras do Iron Maiden, por exemplo, são inteligentes. Eles tocam heavy metal, mas quando o show acaba, eles vão tomar um Gatorade ou um suco. É por isso que estão vivos até hoje. Já o Nirvana fez dois anos de sucesso e o vocalista se matou. Por quê? Porque ele não soube diferenciar a vida particular dele da vida em cima do palco", teoriza.

White metal

À primeira vista pode parecer estranho, mas a aproximação entre o rock pesado e os movimentos cristãos não é novidade. Não fosse pelas letras de louvor a Jesus, a banda australiana de white metal Mortification poderia ser facilmente confundida com o Sepultura. No Brasil, há bandas de rock evangélicas como a Oficina G3 e uma igreja dedicada especialmente a acolher tatuados, roqueiros e surfistas convertidos, a Bola de Neve Church. Até o performático Alice Cooper, um dos pioneiros em levar o horror aos palcos, investiu recentemente parte de seu dinheiro na construção de um centro cristão de reabilitação de jovens na cidade de Phoenix, no Arizona.

"A maldição só existe quando você acredita nela", defende Motolo, que entre as marcas no corpo tem inscrições de 666 - "o número da Besta" -, diversas versões do monstro Eddie, o mascote do Iron Maiden, e algumas imagens de guerra e mutilação que fariam arrepiar os cabelos de fiéis mais ortodoxos. "Eu não acredito que nada que eu tenha venha me prejudicar de alguma forma. A Bíblia fala que nenhuma condenação existe quando a pessoa encontra Cristo. Por isso que você vê muito ex-matador, ex-traficante ou ex-roqueiro que vira pastor. Semana retrasada um grande líder dos Carecas do Subúrbio [tradicional gangue paulista de neonazistas] voltou para a igreja", afirma.

Filho de pais religiosos, o pastor diz que nunca havia lido os evangelhos até a sua conversão, em 2005. Como boa parte dos adolescentes brasileiros apaixonados por música nos anos 80, sua bíblia sagrada de então era a revista "Bizz". Foi lá que leu pela primeira vez nomes como Beatles, Raul Seixas, Blitz, RPM e, claro, Iron Maiden. "Eu era criança, mas acabava enrolando meus pais. A 'Bizz' sempre tinha umas coisas mais leves na capa, mas atrás tinha uma página de venda de camisetas com vários desenhos do Iron Maiden, que me chamavam muita atenção. Para mim, o mais bonito era de um single chamado 'Aces high'. Na frente, tinha o Eddie pilotando um avião todo baleado, dilacerado, e atrás estavam outros Eddies, riscados, que já tinham morrido naquele combate", lembra.

Depois de ler uma entrevista publicada em 1982, Motolo ficou fissurado pela banda. Passou a gastar toda a mesada comprando os discos em vinil do grupo, que ouvia em uma vitrola portátil. "Eu 'tocava' as músicas do Iron Maiden. Pegava o cabo da vassoura e começava a agitar. Hoje o pessoal faz air guitar, eu tocava guitarra com vassoura!", diverte-se.

Pouco depois, fundou um fã-clube chamado Piece of Maiden, que reunia outros fanáticos pela “donzela de ferro” – um dos apelidos pelo qual o Iron Maiden é conhecido. “Ele era completamente alucinado pela banda, uma coisa meio patológica até”, recorda Fernando de Sousa Pinto, ex-editor da revista “Rock Brigade”, uma das primeiras a publicar uma reportagem sobre Motolo. “Também fui fã desde a adolescência, mas nunca imaginei fazer nem 10% do que ele fazia pela banda.”

A idolatria incluía até leituras "satânicas", sempre à procura das referências citadas nas músicas do Maiden, do bruxo Aleister Crowley às obras do escritor de horror HP Lovecraft. "Eu entrava em cemitério de noite, via filme de terror, subia na caixa d'água da escola para ver o Sol nascer. Tudo o que era proibido agradava. Mas eram peraltices que não eram agressivas. Eu preferia entrar no cemitério ou subir em caixa d'água do que colocar uma arma na cintura e sair por aí matando. A gente não agredia ninguém. Se viesse a ter algum mal, seria contra nós mesmos", justifica.

Pele à venda

A primeira tatuagem - o Eddie do disco "Piece of mind", gravado no peito - foi feita em 1999 e, dali em diante, relata Motolo, foram seis anos de sessões diárias até chegar às 172 que diz ter feito no total. A contagem, no entanto, obedece a um método peculiar: cada letra ou objeto diferente riscado no corpo ele considera uma tatuagem.

Motolo conta ainda que chegou a ser contatado por um membro da Yakuza, interessado em comprar a sua pele tatuada por algumas dezenas de milhões dólares. Relatos sobre o mercado de compra e venda de pele ligados à máfia japonesa não são inéditos, mas geralmente são difíceis de se comprovar.

“A gente ouve falar disso, mas estamos falando de máfia. Não acho que ela vá dar o dinheiro e esperar que a pessoa seja metralhada ou encontrada morta e leve o dinheiro deles embora”, opina Roger Vieira, tatuador de São Miguel Paulista que fez a primeira tatuagem em Motolo. “Às vezes aparecem aproveitadores, mas, nos 25 anos em que eu venho trabalhando com tatuagem, nunca conheci ninguém que tenha vendido a pele.”

O pastor, no entanto, sustenta sua versão e diz que estava prestes a fechar o negócio, quando teve a visão que mudaria sua vida para sempre.

"No dia 10 de abril de 2005, eu estava deitado na minha casa, muito preocupado porque eu ia fazer a última tatuagem. Ia tomar uma anestesia e ficar 48 horas desacordado para tatuar embaixo das unhas. De madrugada me faltou sono, e eu tive uma visão em que um homem de fogo apareceu e falou para mim que eu não teria nem fama nem dinheiro, mas que, a partir daquele dia, ele ia me levar para os quatro cantos da Terra e, onde eu colocasse meus pés, as pessoas seriam transformadas pelo poder de Deus", conta."E aconteceu. Desde então, dois mortos com óbito já ressuscitaram, um câncer de 9 cm sumiu de dentro do ventre de uma moça, paralítico anda, cego vê, mudo fala e escuta através do poder da palavra de Deus."

172 – 8 = 164

Convidado pela irmã, também evangélica, para dar seu testemunho na igreja, Motolo se converteu. "Eu nunca tinha lido a Bíblia na minha vida. A partir daquele momento a Bíblia inteira apareceu na minha mente. Eu não leio a Bíblia, nunca li. Eu abro a Bíblia e Deus me revela o que aconteceu na vida de qualquer pessoa ali dentro."

Mas a lista de milagres que Motolo diz ter experimentado não para por aí. Na mesma profética visão de abril de 2005, o pastor diz ter ouvido de Deus que “seria imortal na Terra até que todas as tatuagens desaparecessem”. “E, por milagre, oito tatuagens já se apagaram do meu corpo. Agora tenho 164”, afirma.

Nesse ritmo, vai viver até quando, pergunta a reportagem? "Com Deus é um mistério. Pode desaparecer tudo num só dia ou pode demorar um pouco mais. Mas elas estão sumindo gradualmente, devagarinho...", insiste.

Desconfiado, o tatuador de Motolo volta a ponderar. “Ele voltou aqui depois que virou pastor. Eu não vi nada apagando, mas se for mal feita, em cinco anos, começa a desparecer uma boa parte mesmo.”

Prova de fé

Ceticismo não é uma novidade na vida do pastor metaleiro. Mesmo entre a comunidade evangélica, ele diz que muitas vezes enfrenta resistência. "Até hoje, de alguma forma, as pessoas me olham com um olho aberto e outro fechado. O pastor Marcos Motolo aceitou Jesus de verdade? Por que ele participa do filme do Iron Maiden? Por que ele dá entrevista sem camisa e mostra as tatuagens? Algumas pessoas talvez não teriam coragem de deixar um novo convertido pregar em grandes conferências. Ficam com medo de acontecer alguma coisa, de eu voltar atrás e de o ministério deles ser envergonhado", reconhece.

A também envangélica Ana Paula Mota, 37, que descreve Motolo como uma pessoa “sincera” e “tranquila”, crê intensamente na conversão do noivo. Segundo ela, nem os discos de heavy metal fazem mais parte da rotina do ex-maidenmaníaco. “A imagem do Iron Maiden ficou na vida dele por conta de tudo o que ele vivenciou e das tatuagens. São marcas que ficaram e que mostram a modificação do que ele era e do que é agora”, atesta a noiva. “Foi um verdadeiro milagre da parte do Senhor.”

Fonte, G1, via Alvos Mais que a Neve

Por Amenidades da Cristandade

Inri Cristo lança versão mística de "Rehab", de Amy Winehouse no YouTube

Antenado às tendências da música pop e da internet, Inri Cristo lançou um vídeo promocional no YouTube, no qual seu séquito --popularmente conhecido como "inrizetes"-- canta uma versão da música "Rehab", da cantora britânica Amy Winehouse.

"Não diga não" é a versão mística de "Rehab", conforme anuncia uma "inrizete" já no início do vídeo.

Cantada em português e cuidadosamente legendada em inglês, a investida mostra as cantoras estendendo ou encurtando o som das palavras, para conseguirem completá-las junto à melodia original, concebida para a língua inglesa.

"O Inri é Cristo e você só quer dizer não, não, não / Pare pra pensar no que vamos falar / E então, então, então / Vamos festejar", cantam as seguidoras de Inri.

A produção teve o cuidado de deixar os cabelos das "inrizetes" penteados com coques na parte de cima da cabeça, no estilo Amy. Os fios são presos com uma fivela em forma do Sagrado Coração de Cristo.

Há coreografias e passinhos, além de "efeitos especiais" como sombras de corpos contra um céu azul.

Segundo as seguidoras do profeta, "agora / você te-e-e-em / que se decidir / entre o mal e o be-e-e-em / pode se prepara-a-a-r". Outra opção do internauta é clicar no conteúdo relacionado que o YouTube oferece na barra ao lado do clipe de Inri Cristo --são produções eróticas, em sua maioria.

Fonte: Folha Online, via PavaBlog

Confira o vídeo:



Por Amenidades da Cristandade

Católico tem axé? Pó pará com pó!

Axé católico contra cocaína bomba na internet“Você tem que tomar uma overdose de Jesus e injetar na sua veia o sangue que correu na cruz”. O vídeo com esta mensagem, cantada em ritmo de axé, alcançou nesta quarta-feira a marca de 250 mil acessos, transformando a cantora Jake no mais novo fenômeno musical do País. Melhor que isso, só o título e refrão da música, que gruda no ouvido feito chiclete: “Pó pará com pó”. Se bobear, vai ser o hit deste carnaval.

Jaqueline Michele Santos Trevisan, a Jake, é paulistana, fã de Daniela Mercury e Netinho (do axé), e também de Gal Costa e Maria Bethânia. Tem 29 anos e está na estrada desde os 15. “A gente sempre fez barulho na igreja”, conta ao iG.

Católica praticante, é autora da letra e da música de “Pó pará com pó”. “Nunca usei droga nenhuma, nunca fumei maconha nem experimentei cocaína, mas conheço muita gente do meu grupo que partiu para as drogas e a bebida alcoólica. E tiveram muitos problemas, o que me inspirou”, diz.

“Jake Guerreira do Amor”, o seu primeiro CD, todo em ritmo de axé, foi gravado em 2006, mas o sucesso só veio agora, depois de uma apresentação, no início de novembro, na TV Aparecida, cujo conteúdo caiu no You Tube. A gravação contabilizava 246.980 acessos no momento em que este texto era escrito.

A pregação religiosa em ritmo de axé pode até ter chocado alguns católicos mais conservadores, mas não causou nenhum problema até agora, conta Jake. “Respeito as pessoas conservadoras, mas o meu trabalho é focado no público jovem”, explica. A cantora cita o padre Marcelo Rossi, que já misturou até forró com mensagens cristãs, como um exemplo das liberdades que acha possível fazer.

Ainda que focada no universo religioso, Jake espera poder ampliar o seu público. “Minha música é para todos. É arte”, diz. “Não sou uma extra-terrestre. Sou cristã, sim, mas sou um ser humano normal”, acrescenta.

Depois de dois anos fazendo shows com o material do primeiro CD, Jake pede para informar que já tem músicas em número suficiente para um segundo disco. “Estou pronta para o segundo CD”, avisa.

“O católico tem axé”, garante Jake.

Fonte: Último Segundo, via O Verbo

Veja o vídeo:



Por Amenidades da Cristandade

Cantores católicos e evangélicos na Revista Veja...

Cantar com féO sucesso do padre-cantor Fábio de Melo, o artista que mais vende discos no país atualmente, reafirma a força da música religiosa – católica e evangélica.
Um mercado que não conhece crise

Marcelo Marthe e Sérgio Martins

Foto Egberto Nogueira
ELE É FOGO

O padre Fábio de Melo, que exibe um vistoso relógio Diesel no pulso, não gosta de ser fotografado com as mãos em posição de prece. "É piegas", diz. Vindo de uma congregação liberal, a Sagrado Coração de Jesus, Melo manifesta sem medo um dos pecados capitais – a vaidade. Usa calças justas, tem sobrancelhas delineadas e, ainda que não admita em público, já se submeteu a picadas de Botox para remover rugas da testa e dos olhos. Seus cabelos, provavelmente por inspiração do Espírito Santo, emitem reflexos dourados. Apesar disso, rechaça a imagem de padre galã. "Quando as fãs vêm com histeria, logo corto. Não vou acender fogueiras que não posso apagar", diz. O mineiro de 37 anos prefere ser reconhecido por outros dotes – os intelectuais. Ele é mestre em antropologia teológica e autor de seis livros de autoajuda numa linha poético-religiosa. Seu maior incentivador nessa área – amigão do peito, mesmo, do peitoral – é Gabriel Chalita, ex-secretário de estado paulista e autor prolífico. "Gabriel abriu muitas portas para mim", diz. Em maio, lançarão um livro em parceria. Título provisório: Cartas entre Amigos – Medos Contemporâneos.
Semanas atrás, uma plateia composta na maioria por mulheres lotou por duas noites o Canecão, a casa de shows mais tradicional do Rio de Janeiro. Elas estavam ali para assistir à gravação de um DVD do maior fenômeno musical surgido no Brasil ultimamente: o padre-cantor Fábio de Melo. Lançado no fim do ano passado, seu CD Vida bateu nas 542 000 unidades comercializadas em menos de 100 dias (agora, já está perto das 600 000). Com isso, Melo tornou-se o número 1 em vendagem de discos no país em 2008. Ficou à frente do padre Marcelo Rossi, que ocupou o topo do ranking em 2006 e 2007 e caminhava para repetir o feito com os volumes 1 e 2 de seu álbum ao vivo Paz Sim, Violência Não – até ser atropelado pelo colega de batina. Enquanto a indústria fonográfica laica se encontra estagnada, esse mercado – tanto em sua vertente católica quanto na evangélica – desconhece a crise. E, aos poucos, demole o muro que o separa das paradas.

Esse processo começou com a ascensão do padre Marcelo, há coisa de dez anos. E teve outro lance importante em 2007, quando a cantora Aline Barros – o maior fenômeno da música evangélica, com 3 milhões de CDs e DVDs vendidos – emplacou uma faixa numa novela das 8 da Globo. A canção Recomeçar serviria apenas de tema do núcleo evangélico do folhetim Duas Caras. Mas repercutiu tanto que passou a ser tocada até em emissoras de rádio nada religiosas. A Globo agora vai atacar na outra frente: já anunciou que o próximo folhetim das 7, Caras & Bocas, de Walcyr Carrasco, terá na trilha uma música do padre Fábio de Melo (o noveleiro, aliás, é grande amigo do religioso).

Foto Oscar Cabral
UMA IVETE SANGALO MOVIDA A PRECE

Fernanda Brum é uma artista de opiniões fortes. Por exemplo, ela odeia revelar quantos discos já vendeu. "Não conto moedas, penso apenas nas almas que salvei." Militante antiaborto, ela se decepcionou com Barack Obama ao saber que o presidente americano anulou as restrições ao financiamento de grupos pró-escolha. O ativismo de Fernanda tem também um fundo pessoal. A cantora sofreu quatro abortos espontâneos, e a gestação de Isaac, seu único filho, foi repleta de dificuldades. Quando fala de Isaac, por alguns momentos seu olhar se suaviza e ela abre um sorriso largo. Filha de pais evangélicos, Fernanda, que tem 32 anos e uma voz que lembra muito a de Ivete Sangalo, cantava música popular brasileira. Converteu-se após assistir a um show de um grupo religioso. "Comprei todos os discos deles e cancelei a peça em que iria atuar e o álbum pop que iria gravar", conta.
No lado evangélico, há mais dois artistas que atravessaram fronteiras: Regis Danese e Soraya Moraes. Ex-vocalista de apoio do grupo de pagode Só pra Contrariar, Danese é autor de Faz um Milagre em Mim, canção que está tocando em rádios populares e até foi incorporada ao repertório de artistas católicos. "Gosto de levar a palavra de Cristo a quem ainda não se converteu", diz ele. Soraya, por sua vez, foi o destaque brasileiro do Grammy Latino, no ano passado. Ganhou em categorias específicas de seu mercado, como na de melhor álbum de música cristã – mas também bateu concorrentes seculares como Vanessa da Mata, Jorge Vercilo e Djavan na de melhor canção brasileira, com a faixa Som da Chuva (em que roga: "Deixa Tua glória encher este lugar / Deixa o céu descer sobre nós").

O fenômeno Fábio Melo leva essa aproximação com o universo mundano a um extremo inédito. Marcelo Rossi, o fenômeno da cantoria católica que o Brasil conhecia até então, só sobe ao palco de batina e usa a música e a dança para dar colorido às suas missas. "Não me exponho sem batina. Se o assédio com ela já é grande, imagine sem", diz. Melo vai na direção contrária: não gosta de parecer padre, na acepção tradicional. Bem-apessoado e vaidoso, só usa roupas de grife e cuida da beleza. Cultiva, enfim, uma imagem de homem atraente. Musicalmente, também está a anos-luz da "aeróbica de Jesus" do padre Marcelo, pois tem a pretensão de fazer MPB refinada. O espetáculo no Canecão contou com uma banda de vinte músicos e teve cenografia de superprodução. Na casa de shows carioca, boa parte das fãs recitava de cor suas letras poético-religiosas e entoava com ele covers de artistas conhecidos – como Pai, de Fábio Jr. Algumas, mais atiradas, lançavam ao padre gracejos como "olha para mim" e "gostoso".

Foto Lailson Santos
METALEIROS QUE DIZEM AMÉM

Visto por muito tempo como "coisa do demônio", o heavy metal tem hoje lugar de destaque nos Hallels, os festivais jovens católicos. O filão foi desbravado por bandas como o Eterna, que está na estrada há catorze anos. Assim como outros expoentes do metal cristão, o grupo não transita só por esse circuito: grava discos por uma gravadora independente "laica" e faz shows ao lado de bandas idem. Isso é facilitado pelo estilo: os cabeludos cantam em inglês e são adeptos do metal melódico, aquele que tem influência da música clássica e trata de temas épicos e místicos. Letras que remetem às Escrituras, como as deles, não causam a menor estranheza nos fãs desse tipo de música. No momento, o Eterna prepara um álbum inspirado no filme A Paixão de Cristo – a sanguinolenta versão de Mel Gibson para a via-crúcis. "Será um disco conceitual. Cada faixa narrará uma das doze últimas horas de Jesus", informa o vocalista Leandro Caçoilo. Se for em aramaico, ninguém notará a diferença.
Seria injusto, contudo, creditar o sucesso do padre apenas à sua imagem de bonitão ou à embalagem moderna de sua música. Melo é um religioso articulado, que cativa os fiéis com sermões que traduzem conceitos teológicos e filosóficos em imagens simples. Ele também faz sucesso como autor de livros de autoajuda. Um de seus títulos, Quem Me Roubou de Mim?, totaliza 250 000 exemplares comercializados e tem frequentado a lista dos mais vendidos de VEJA. Outro deles, Mulheres de Aço e de Flores – em que lança um olhar delicado sobre as aflições femininas – já passou dos 80 000. "Estudei muito, pois não queria virar um padre de mídia banal", afirma.

Melo estourou agora graças a um acordo de distribuição de sua gravadora, a LGK, com a Som Livre, braço musical da Globo – o que lhe proporciona spots publicitários na emissora. Mas ele é prova de que um artista religioso pode sobreviver mesmo se entrincheirado em seu meio. O padre está na estrada lá se vão treze anos, sempre com vendagens acima dos 25 000 discos. Isso porque o mercado católico – e mais ainda o evangélico – se autossustenta. A Paulinas-Comep, a maior gravadora católica do país, lançou 28 títulos e cresceu 10% em 2008. Os selos evangélicos também seguem com ótima saúde. O circuito de shows é intenso. Os católicos têm os Hallels, encontros que mesclam catequese e música e atraem mais de 100 000 jovens, em cidades como Franca e Brasília. Em Fortaleza, há o Halleluyah, realizado nas mesmas datas da maior micareta da capital cearense, que tem alcançado público comparável ao dela. Há, ainda, as "cristotecas", raves de música eletrônica católica. No lado evangélico, não faltam eventos de grande porte. Festivais como o Louvorzão, realizado no Rio de Janeiro, chegam a reunir 150 000 jovens.

POP COM RECATO

A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. Com 50 quilos distribuídos em 1,60 metro, olhos castanhos e uma farta cabeleira, a carioca Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa. "Doce, só no fim de semana." Mas a vaidade, claro, obedece a um mínimo de decoro. Saias e bermudas devem estar na altura dos joelhos, e vestidos de alcinha são cobertos por um casaquinho. Aline é casada com o ex-jogador de futebol Gilmar, do São Paulo. Eles são pais de Nicolas, de 6 anos. "Nós, evangélicos, somos pessoas normais que simplesmente decidiram viver para Jesus de forma linda. Para mim, isso é um privilégio."
Cientes de que a música é uma ferramenta crucial para agregar novas almas a seus rebanhos, não é de hoje que os dois lados travam uma disputa peculiar nesse campo. Isso levou a uma maior profissionalização e à diversificação de estilos – do pop ao heavy metal, do axé ao rap. Mirando-se no mercado de música gospel americano, os evangélicos se destacaram antes nisso. A principal banda de rock dessa área, o Oficina G3, já tem vinte anos de carreira. A produção musical católica é antiga, mas demorou mais a se diversificar. O primeiro sacerdote a se aventurar numa carreira musical foi o padre Zezinho – aquele que cantava em missas munido de violão e pandeiro, para estranheza dos fiéis da década de 70. "Todas as religiões devem investir pesado na música. Ela é o chantilly do bolo da vida", diz o padre, hoje com 67 anos e 118 discos gravados. Só nos anos 80 o pop chegou à Igreja. O ritmo se acelerou para valer na década seguinte, com a ascensão do movimento carismático e suas missas festivas – de que os padres-cantores e demais artistas atuais são tributários diretos. Mas, mesmo para um estudioso como Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a intensidade que o flerte dos católicos com o profano vem atingindo impressiona. "Um padre com imagem sexualizada é algo espantoso. O que virá a seguir?", pergunta Araújo. Nem Deus sabe.

SEM DECOTES E SEM SEXO

Adriana é o equivalente católico das pastoras-cantoras evangélicas. Como as concorrentes, a artista de 35 anos é recatada: maquiagem carregada e decotes generosos, nem pensar (seu único pecado, e não apenas religioso, são as calças legging). "Não é com meu corpo que vou chamar as pessoas para Deus", diz. Além disso, seu pop meloso por vezes se confunde com música de reunião de grupo de catecismo. Ela é uma das campeãs de vendas do segmento (o CD Adriana ao Vivo, de 2007, teve 50 000 cópias comercializadas). "Comecei a cantar nas missas aos 7 anos, por imposição de minha mãe", conta. A profissionalização veio nos anos 90, quando foi vocalista de uma banda ligada à comunidade carismática Canção Nova. Adriana namora há três anos e acaba de ficar noiva. Como manda a Igreja, garante que não fará sexo antes do casamento. "É difícil, mas não impossível."
UM PAGODEIRO REGENERADO

Na terça-feira passada, durante a gravação do DVD da cantora Mara Maravilha, ninguém estava mais pimpão do que Regis Danese, produtor do show. O intérprete mineiro desfilava com a mulher, grávida de seis meses, numa prova de sua redenção: o casamento, que estava em crise, ganhou uma segunda chance depois que o cantor virou evangélico. Ele deu entrevistas a rádios e TVs e esperou pacientemente pela chegada de Mara para apresentar sua nova composição. Ex-sertanejo e ex-pagodeiro, Danese, de 35 anos, deixou uma carreira de sucesso para trás, em nome da religião. Gravou dois discos religiosos que não venderam e foi esnobado por artistas do segmento divino. Até que a balada Faz um Milagre em Mim estourou nas rádios evangélicas e católicas. "Hoje até o padre Marcelo canta minhas músicas", orgulha-se.
Lailson Santos
A MUSA DO AXÉ DE CRISTO

Jacquelinne Michelly Trevisan – a Jake – é uma Daniela Mercury cristã. A paulistana com jeito de artista baiana é a cantora de Pó Pará com Pó, uma droga de axé com mensagem antidrogas cotada para ser um dos hits do Carnaval de Salvador. Jake, de 29 anos, iniciou a carreira num grupo de jovens católicos e gravou seu primeiro CD há dois anos. O trabalho parecia fadado à obscuridade até que, três meses atrás, uma apresentação da artista numa TV católica tornou-se sucesso no site YouTube. O vídeo de Pó Pará com Pó foi visto quase 600 000 vezes. E Jake ganhou as bênçãos de medalhões como Ivete Sangalo e Caetano Veloso. Sua agenda de micaretas – católicas ou profanas – tem sido intensa. "No começo, o pessoal caçoava: olha lá o melô da Amy Winehouse e do Fábio Assunção", diz ela. "Só depois perceberam que ali há uma lição de vida."
Manoel Marques
CABELUDOS E TATUADOS, MAS BONS MENINOS

Um conselho para quem depara com os integrantes do Oficina G3: desconsidere as tatuagens, os cabelos compridos e o som pesado, que fazem com que o grupo angarie fãs até entre os adoradores do Metallica. Juninho Afram (guitarra), Duca Tambasco (baixo), Jean Carllos (teclados) e Mauro Henrique (vocais) são bons meninos. Tanto que levam mulher e filhos para os ensaios. O quarteto, que existe há vinte anos, tem uma postura aberta. Divide o palco com católicos e até com grupos chegados a um misticismo – em 2001, eles tocaram no Rock in Rio, na mesma noite que o Iron Maiden. E Depois da Guerra, seu mais recente CD, foi produzido por Marcello Pompeu e Heros Trench, do cavernoso grupo de rock Korzus. "Pompeu e Trench não mexeram no nosso discurso. E são boas pessoas, seja lá qual for a religião deles", diz Carllos. A banda vende em média 150 000 cópias de cada disco, mas não há prece que lhe dê chance nas FMs. "Um locutor chegou a dizer que nem recebendo jabá tocaria uma banda que falasse em Deus", afirma Afram. Falta mesmo um santo forte.
Fonte: Revista Veja

Por Amenidades da Cristandade