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domingo, 13 de março de 2011

Quem é quem no pentecostalismo?


Charles Fox Parham
Pai do pentecostalismo e fundador da "assembleia de deus" 
Sofria de uma forte depressão;
Era membro da Ku Klux Klan [grupo que odeia, entre outros, os negros e os judeus];
Foi preso por ter violentado sexualmente um garoto;
Obrigava um aluno negro a assistir as aulas sentado numa cadeira fora da classe, no corredor. Antes de morrer, exigiu que fosse enterrado onde nenhum negro estivesse;
Tudo isto na mesma época em que fundava sua igreja!!;
Era membro da Maçonaria;
Ele pregava publicamente que todos deveriam evitar se consultar com médicos e evitar crer em qualquer benefício da medicina. Que todos deviam ao invés disto, crer que somente a fé os curaria. Bem, um dos seus filhos pegou uma doença e morreu. Tinha apenas 16 anos. O outro filho morreu, também de doença, com 37 anos;
Uma menina de sua igreja ficou doente. O pai dela recusou tratar a doença da filha. Esperava a cura milagrosa. Ao invés disto, a criança morreu. Este fato, fez muitos se voltarem contra o pregador, pois a doença era tratável, mesmo com a limitada medicina disponível em 1904;
Foi o primeiro "pregador" a "orar" ["ungir"] sobre um lenço e vender lenços idênticos pelo correio, a um alto preço, evidentemente [o "apóstolo" Valdomiro Santiago "aprendeu" com ele];
Ele mesmo sofreu muitas doenças e não raro, estava doente demais para pregar ou viajar. [ele não vivia o que pregava?!?];
De dezembro de 1904 até fevereiro de 1905, ele mesmo esteve acamado e doente [tinha "pouca fé" ou "estava em pecado"?!?;
Suas pregações/patifarias, não pararam aí. Em 1908 passou a pregar que tinha como achar a "Arca da Aliança" bíblica. Ele declarou a jornais, que para achar a arca perdida, tinha que ter dinheiro para ir até a Palestina. Em tempos pré-jato, uma viagem a Palestina, era muito cara;
Bem, os fiéis deram a quantia necessária para a viagem, tudo arrancado dos pobres salários. Ele nunca viajou até a Palestina. Ele simplesmente embolsou a grana para a viagem e inventou que havia sido roubado em New York. Os fiéis acreditaram em mais esta farsa [o que é comum entre os pentecas];
Os fiéis dele eram "crentes" mesmo. Um deles achou que o "falar em línguas" lhe permitiria pregar o evangelho aos indianos. Viajou para Índia e lá notou que nada que falava os indianos entendiam. [seria "xuricantalas salabalailabassaia?!?"].


Gunnar Vingren e Daniel Berg
Trouxeram a "assembleia de deus" para o Brasil
Foram expulsos da igreja Batista nos EUA por se rebelarem contra a Sã Doutrina e provocarem divisões;
Tiveram uma "visão" que deveriam vir ao Brasil montar uma "nova" igreja [todas as seitas nasceram assim, de uma "visão" que seus lideres tiveram];
Chegando aqui, foram à uma igreja Batista e se apresentaram como pastores Batistas, portando, mentindo ao pastor daquela igreja;
Pediram entrada nessa igreja, entrada esta que foi de princípio negada por não terem carta de transferência (e nem poderiam ter, pois tinham sido excluídos). Omitindo que eram membros excluídos, apresentaram-se como verdadeiros pastores batistas e disseram que as cartas de transferência estavam chegando por navio, e isso lhes deu a confiança do pastor Batista para permitir que morassem no porão da igreja;
O pastor que os recebeu de braços abertos precisou viajar para uma convenção. Sem a presença do pastor, e ajudado por um co-moderador da igreja, eles conseguiram filiação na igreja, mesmo sem as cartas de transferência. Começaram então a induzir alguns membros a ficarem após o culto para assistir suas reuniões, às quais, eram feitas sem o conhecimento e a autorização da igreja e no porão onde estavam instalados;
Seus "cultos" eram muito barulhentos e cheios de êxtases, e alguns começaram a dizer que tinham recebido dos dois o que eles chamam de "batismo com fogo". Um irmão da igreja descobriu o caso, e logo comunicou a igreja. Foi feita uma reunião para apurar o caso, e nessa reunião os dois e mais onze membros da igreja foram excluídos;
Os dois, agora excluídos, continuaram a realizar trabalho de proselitismo entre os membros da Igreja. O proselitismo perdurou por toda a sua vida. Um deles afirma em seu diário que: "Por onde íamos, buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo". Este "novo batismo" constitui a heresia pentecostal de "doar" aos "crentes" o "dom de línguas";
O que estes dois fizeram foi desonesto. Mentiram que eram Batistas quando não eram. Diziam estar em comunhão quando na verdade foram excluídos. Esperaram um pastor viajar para poderem agir de uma forma sorrateira. Ensinaram heresias e práticas antibíblicas. E pior, dividiram o corpo de Cristo;


Aimee Semple McPherson
Fundadora da igreja do evangelho quadrangular
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Ela se casou três vezes: um faleceu e os outros dois [maridos] pediram divórcio;
Seu segundo casamento foi um fracasso do começo ao fim. Ela era histérica, nervosa, negligente, preguiçosa. Além de tudo, traiu o seu infeliz marido. Nenhum de seus biógrafos sabe quantas dezenas de amantes ela teve enquanto o seu marido sofria. Ele finalmente pediu divórcio em 1921;
Aos 40 anos de idade ela casou-se novamente [seu terceiro casamento] com David Hutton, um cantor e ator, 10 anos mais jovem que ela. Isso causou grande controvérsia dentro da Igreja pois seu ex-marido ainda vivia (isso era contra a doutrina que ela mesmo havia estabelecido na sua igreja);
De novo veio o divórcio, em menos de três anos de infeliz união. Ela casou já tendo um harém de homens. E virou ex-mulher de novo;
Neste período, se relacionou com um homem casado, o Sr. Kenneth Ormistron [isto não é pecado?!?];
Em 18 de maio de 1926, ela e sua secretária, foram à praia. Ela foi ao mar e não mais foi vista. Inicialmente, achou-se que tinha se afogado, e grande rebuliço aconteceu em todos EUA, especialmente em Los Angeles, centro de suas "atividades evangelísticas". Equipes de busca foram organizadas, e incansavelmente buscaram o corpo dela. Uma jovem, devota dela, mergulhou em sua busca e acabou morrendo afogada;
Todos lamentavam a sua morte quando 1 mês após o seu desaparecimento, sua mãe recebeu um bilhete exigindo $500 mil pelo resgate de sua filha, ou ela seria vendida como escrava. O caso foi investigado, porém a polícia não encontrou indícios de sequestro. Ela reapareceu noutra cidade, inventando uma fábula de que teria sido sequestrada. Após investigações, a versão policial: Na verdade toda a fábula era para evitar que percebessem que ela havia tido uma tórrida paixão durante o mês do seu desaparecimento, com muito sexo, com seu amante Kenneth Ormiston. O casal já havia sido visto antes numa viagem conjunta à Europa. Uma recepcionista de uma loja mostrou que ela e seu amante estavam na cidade de Karmel, Califórnia. Várias outras pessoas testemunharam terem visto as aventuras "amorosas" dela. Enquanto isto, ela ia tendo cada vez mais seguidores na igreja que fundou [e mais $dinheiro$];
Um ano depois deste escândalo, ela começou a enrolar os seus cabelos, a usar jóias, peles caras, usar vestidos curtos. Igualmente bebia muito e em público dançava, "aproveitando a vida". Anos antes ela pregava contra tudo isto, garantindo o fogo do inferno a quem tivesse tais pecados. Agora, praticava aos montes estes terríveis pecados;
Sofria de depressão e tomava antidepressivos e tranquilizantes para dormir [ela não era cheia do espírito e dos dons??!!];
Na noite do dia 26 de setembro de 1944, se suicidou tomando vários comprimidos para dormir e deixou outros tantos em baixo do seu travesseiro. [alguns adeptos de sua igreja alegaram "overdose acidental"(?!)];
O autor Robert Barh, no livro "The Least of All Saints", no narra muito bem os últimos anos de vida dela. Ela ia aos poucos se viciando em drogas. Sua paixão por barbitúricos se completava ao seu amor por homens na cama. Neste livro tem uma foto dela com alguns de seus seguidores. Ela aparece caída de bêbada no chão [estaria embriagada no "espírito"?!?]. Os seguidores [também no chão] se acham "batizados no espírito";
Sua mãe a ajudava no milionário "negócio evangélico" de sua igreja. Dividiam o dinheiro arrecadado dos fiéis. Tanto dinheiro que deu numa sucessão de brigas horríveis entre mãe e filha. Uma briga entre elas teve como resultado ela quebrar o nariz da mãe com um forte soco. Sua mãe, apoiada pela neta, decidiu processa-lá. Não era a questão do soco. O dinheiro era de novo o centro do processo;
O herético Benny Hinn costuma visitar o túmulo dela para receber a "unção" que flui de seus ossos [ela virou santa agora!!!???].
Bibliografia
  1. The life of Charles F Parham: Founder of the Apostolic Faith Movement; Sarah E. Parham; Garland Publishing, Inc.; New York & London, 1985; original in 1930 Chapter VII, The Latter Rain, The Story of the Original Apostolic or Pentecostal Movements by Charles F.Parham; Also: American Pentecost; Ted Olsen;
  2. A edição 58, volume XVII, Nº 2, ano de 1998, da revista Christian History;
  3. Fields White Unto Harvest, James Goff Jr.
  4. Bethel Bible College;
  5. The Faith Healer, Eve Simson;
  6. The Dictionary Of Pentecostal and Charismatic Movements;
  7. The Vanishing Evangelist" , Lately Thomas;
  8. Least of all saints, Robert Barh;
  9. Sister Aimee, Epstein;
  10. The Healing Question, Arno Clemens Gaebelein;
  11. Mídia impressa da época;
  12. Atas e documentos da PIB do Belém do Pará;
  13. Diário de Gunnar Vingren;
  14. Biografias [autorizadas e não autorizadas] de Aimee Semple McPherson.
JD. Berean
Fonte: http://obereano.blogspot.com/2009/06/quem-e-quem-no-pentecostalismo.html

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Grandes Heresias...

Desde o princípio da Cristandade, a Igreja sempre se confrontou e combateu os falsos ensinamentos ou heresias.
Hoje em dia basta darmos uma olhada no catálogo telefônico para encontrarmos em qualquer cidade do mundo, uma denominação religiosa que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir. Algumas ensinam que Jesus não é Deus, ou que Ele é a única pessoa da Trindade, ou que existem muitos deuses (três dos quais são o Pai, o Filho e o Espírito Santo) ou que nós podemos nos tornar "deuses", ou que uma pessoa uma vez salva, jamais poderá perder sua salvação, ou que não existe inferno, ou que o homossexualismo é apenas mais uma expressão da sexualidade humana, portanto um estilo de vida aceitável para um cristão, ou qualquer outro tipo de ensinamento.
A Bíblia nos advertiu que isso ocorreria. O Apóstolo Paulo avisou ao seu aluno Timóteo: "Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas suas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas".(2Tim. 4,3-4).
» O QUE É HERESIA?
Antes de darmos uma olhada nas grandes heresias da história da Igreja, cumpre-nos dar algumas palavras sobre a natureza da heresia. Isso é muito importante já que o termo em si carrega um forte peso emocional e frequentemente é mal utilizado. Heresia não significa o mesmo que incredulidade, cisma, apostasia ou qualquer outro pecado contra a fé. O Catecismo da Igreja Católica define a heresia do seguinte modo:
"Incredulidade é negligenciar uma verdade revelada ou a voluntária recusa em dar assentimento de fé a uma verdade revelada. Heresia é a negação após o batismo de algumas verdades que devem ser acreditadas com fé divina e Católica, ou igualmente uma obstinada dúvida com relação às mesmas; apostasia é o total repúdio da fé cristã; cisma é o ato de recusar-se a submeter-se ao Romano Pontífice ou à comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele" (CCC 2089).
Para ser culpado de heresia, uma pessoa deve estar obstinada (incorrigível) no erro. Uma pessoa que está aberta à correção ou que simplesmente não tem consciência de que o que ela está dizendo é contrário ao ensinamento da Igreja, não pode ser considerada como herética.
A dúvida ou negação envolvida na heresia deve ser pós-batismal. Para ser acusado de heresia, uma pessoa deve ser antes de tudo um batizado. Isso significa que aqueles movimentos que surgiram da divisão do Cristianismo ou que foram influenciados por ele, mas que não administram o batismo ou que não batizam validamente, não podem ser considerados heresias mas apenas religiões separadas (exemplos incluem Muçulmanos que não possuem batismos e Testemunhas de Jeová que não batizam validamente).
E, finalmente, a dúvida ou negação envolvidos na heresia devem estar relacionados a uma matéria que deve ser crida com "fé Católica e divina" - em outras palavras, alguma coisa que tenha sido definida solenemente pela Igreja como verdade divinamente revelada (por exemplo, a Santíssima Trindade, a Encarnação, a Presença Real de Cristo na Eucaristia, o Sacrifício da Missa, a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição e Assunção de Nossa Senhora).
É especialmente importante saber distinguir heresia de cisma e apostasia. No cisma, uma pessoa ou grupo se separa da Igreja Católica sem repudiar nenhuma doutrina definida. Já na apostasia, uma pessoa repudia totalmente a fé cristã e não mais se considera cristã.
É interessante notar como, de uma forma ou outra, a imensa maioria destas heresias permanece...
Esclarecidas as diferenças, vamos dar uma conferida nas maiores heresias da história da Igreja e quando elas começaram:
» Os Judaizantes (Séc. I)
A heresia Judaizante pode ser resumida pelas seguintes palavras dos Atos dos Apóstolos 15,1: "Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: 'Se não vos circuncidais segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos'".
Muitos dos primeiros Cristãos eram Judeus, e esses trouxeram para a Fé cristã muitas de suas práticas e observâncias judaicas. Eles reconheciam em Jesus Cristo o Messias anunciado pelos profetas e o cumprimento do Antigo Testamento, mas uma vez que a circuncisão era obrigatória no Antigo Testamento para a participação na Aliança com Deus, muitos pensavam que ela era também necessária para a participação na Nova Aliança que Cristo veio inaugurar. Portanto eles acreditavam que era necessário ser circuncidado e guardar os preceitos mosaicos para se tornar um verdadeiro cristão. Em outras palavras, uma pessoa deveria se tornar judeu para poder se tornar cristão.
Uma forma "light" desta heresia é a dos Adventistas de Sétimo Dia e outras seitas sabatistas.
» Gnosticismo (Sécs. I e II)
"A matéria é má!" - Esse é o lema dos Gnósticos. Essa foi uma idéia que eles "tomaram emprestado" de alguns filósofos gregos e isso vai contra o ensinamento Católico, não apenas porque contradiz Gênesis 1,31: "Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom", bem como outras partes da Sagrada Escritura, mas porque nega a própria Encarnação. Se a matéria é má, então Jesus não poderia ser verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pois em Cristo não existe nada que seja mau. Assim muitos gnósticos negavam a Encarnação alegando que Cristo apenas "parecia" como homem, mas essa sua humanidade era apenas ilusória.
Alguns Gnósticos, reconhecendo que o Antigo Testamento ensina que Deus criou a matéria, alegavam que o Deus dos Judeus era uma divindade maligna bem diferente do Deus de Jesus Cristo, do Novo Testamento. Eles também propunham a crença em muitos seres divinos, conhecidos como "aeons" que servem de mediadores entre o homem e um inatingível Deus. O mais baixo de todos esses "aeons" que estava em contato direto com os homens teria sido Jesus Cristo.
Esta heresia permanece de maneira quase igual na chamada "Nova Era". Em outras formas, aliás, ela não deixa de ser a heresia de base de muitas outras, como o protestantismo (com sua negação dos Sacramentos e da Maternidade Divina da Santíssima Virgem, decorrentes de uma visão gnóstica segundo a qual a religião verdadeira é puramente espiritual: Igreja invisível, sem meios visíveis de transmissão de graça etc.).
» Montanismo (final do Séc. II)
Montanus iniciou inocentemente sua carreira pregando um retorno à penitência e ao fervor. Todavia ele alegava que seus ensinamentos estavam acima dos ensinamentos da Igreja porque ele era diretamente inspirado pelo Espírito Santo. Logo, logo ele começou a ensinar sobre uma eminente volta de Cristo em sua cidade natal na Frígia. Seu movimento enfatizava sobretudo a continuidade dos dons extraordinários como falar em línguas e profecias.
Montano afirmava que a Igreja não tinha capacidade de perdoar pecados mortais. Esta heresia, de uma certa forma, está presente em muitas seitas atuais, cuja rigidez de costumes traz esta idéia no fundo. Um exemplo seria a "Assembléia de Deus", ou até a seita suicida africana.
» Sabelianismo (Princípio do Séc. III)
Os Sabelianistas ensinavam que Jesus Cristo e Deus Pai não eram pessoas distintas, mas simplesmente dois aspectos ou operações de uma única pessoa. De acordo com eles, as três pessoas da Trindade existem apenas em referência ao relacionamento de Deus com o homem, mas não como uma realidade objetiva.
Esta visão também está presente em muitos movimentos "ecumênicos" protestantes atuais, especialmente entre as seitas mais antigas. Nosso Senhor para eles dissolve-se em uma vaga "divindade".
» Arianismo (Séc. IV)
Uma das maiores heresias que a Igreja teve que confrontar foi o Arianismo. Arius ensinava que Cristo não era Deus e sim uma criatura feita por Deus. Ao disfarçar sua heresia usando uma terminologia ortodoxa ou semi-ortodoxa, ele foi capaz de semear grande confusão na Igreja, conquistando o apoio de muitos Bispos e a rejeição de alguns. O Arianismo foi solenemente condenado no ano 325 pelo Primeiro Concílio de Nicéia, o qual definiu a divindade de Cristo e no ano 381 pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, o qual definiu a divindade do Espírito Santo. Esses dois Concílios deram origem ao Credo Niceno que os Católicos recitam nas Missas Dominicais.
Os "Testemunhas de Jeová" têm esta crença, assim como os Unitarianos.
» Pelagianismo (Séc. V)
Pelagius, um monge gaulês deu início a essa heresia que carrega seu nome. Ele negava que nós herdamos o pecado de Adão e alegava que nos tornamos pessoalmente pecadores apenas porque nascemos em solidariedade com uma comunidade pecadora a qual nos dá maus exemplos. Da mesma forma, ele negava que herdamos a santidade ou justiça como resultado da morte de Cristo na cruz e dizia que nos tornamos pessoalmente justos através da instrução e imitação da comunidade cristã, seguindo o exemplo de Cristo.
Pelagius declarava que o homem nasce moralmente neutro e pode chegar ao céu por seus próprios esforços. De acordo com ele, a graça de Deus não é verdadeiramente necessária, mas apenas facilita uma difícil tarefa.
É uma visão que ainda hoje encontramos na Teologia da Libertação, por exemplo: o que importa é o esforço do homem, a graça de Deus é bem vinda mas não é necessária, etc. É por isso que os TL dão tanto valor à "auto-estima", nome chique para o pecado do Orgulho: para eles é importante amar A SI sobre todas as coisas, pois a salvação (ou a utopia socialista, no caso...) viria apenas através do esforço do homem.
» Nestorianismo (Séc. V)
Essa heresia sobre a pessoa de Cristo foi iniciada por Nestorius, bispo de Constantinopla que negava a Maria o título de Theotokos (literalmente "Mãe de Deus"). Nestorius alegava que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero e chegou a propor como alternativa o título Christotokos ("Mãe de Cristo").
Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que a teoria de Nestorius dividia Cristo em duas pessoas distintas (uma humana e outra divina, unidos por uma espécie de "elo perdido"), sendo que apenas uma estava no útero de Maria. A Igreja reagiu no ano 431 com o Concílio de Éfeso, definindo que Maria realmente é Mãe de Deus, não no sentido de que ela seja anterior a Deus ou seja a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado.
Creio que todo mundo já identificou o protestantismo pentecostal neste heresia, não? Bom, isso na verdade é, no protestantismo, apenas uma maneira a mais de menosprezar a Encarnação. Note-se que S. João escreveu seu Evangelho em resposta aos gnósticos, e fez questão de comecá-lo pela Encarnação. Isto ocorre porque a base gnóstica do protestantismo (e tbm, de uma certa maneira, do nestorianismo) recusa-se a admitir que Nosso Senhor tenha realmente assumido a nossa natureza. É por isso, por exemplo, que Lutero afirmava que o pecado do homem não é jamais apagado, mas apenas encoberto por Deus. Para ele, Nosso Senhor mentiria, afirmando que o homem não tem pecado, para que ele entre no Céu. É mais fácil para um gnóstico crer em um deus que minta que em um Deus que se faz verdadeiramente homem, com mãe e tudo.
» Monofisismo (Séc. V)
O Monofisismo originou-se como uma reação ao Nestorianismo. Os monofisistas (liderados por um homem chamado Eutyches) ficaram horrorizados pela implicação Nestoriana de que Cristo era duas pessoas com duas diferentes naturezas (divina e humana). Então eles partiram para o outro extremo alegando que Cristo era uma pessoa com uma só natureza (uma fusão de elementos divinos e humanos). Portanto eles passaram a ser reconhecidos como Monofisistas devido à sua alegação de que Cristo possuía apenas uma natureza (Grego: mono= um; physis= natureza).
Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que o Monofisismo era tão pernicioso quanto o Nestorianismo porque esse negava tanto a completa humanidade como a completa divindade de Cristo. Se Cristo não possuia a natureza humana em sua plenitude então Ele não poderia ser verdadeiramente homem e se Ele não possuía a natureza divina em plenitude, então Ele também não era verdadeiramente Deus.
Esta heresia persiste em alguns círculos católicos bem-intencionados, mas errados, que subestimam a importância da natureza humana de Cristo.
» Iconoclastas (Sécs. VII e VIII)
Essa heresia surgiu quando um grupo de pessoas conhecidos como iconoclastas (literalmente, destruidores de ícones) apareceu. Esses alegavam que era pecaminoso fazer estátuas ou pinturas de Cristo e dos Santos apesar de exemplos bíblicos que provam que Deus mandou que se fizesse estátuas religiosas (por exemplo, em Ex 25,18-20 e 1Cr 28,18-19), inclusive representações simbólicas de Cristo (Num 21,8-9 e Jo 3,14).
Tem um em cada esquina hoje em dia...
» Catarismo (Séc. XI)
O Catarismo foi uma complicada mistura de religiões não-Católicas trabalhadas com uma terminologia Cristã. O Catarismo se dividia em muitas seitas diferentes que tinham em comum apenas o ensinamento de que o mundo tinha sido criado por uma divindade má (portanto toda matéria é má) e que por isso devemos adorar apenas a divindade do bem.
Os Albigenses formavam uma das maiores seitas Cátaras. Eles ensinavam que o espírito foi criado por Deus e que por isso era bom, enquanto o corpo teria sido criado pelo Mal, portanto o espírito deveria ser libertado do corpo. Ter filhos era considerado pelos albigenses um dos maiores males já que isso era o mesmo que aprisionar um outro "espírito" na carne. Obviamente o casamento era proibido, embora a fornicação fosse permitida. Tremendos jejuns e severas mortificações eram paticadas e seus líderes adotavam uma vida de voluntária pobreza.
Alguns aspectos da gnose cátara hoje são parte integrante da mentalidade geral em nossa sociedade: o horror à concepção, o amor à fornicação (infelizmente há católicos que aderem a esta mentalidade e praticam sem as necessárias razões graves a abstinência periódica de relações conjugais nos dias férteis)...
» Protestantismo (Séc. XVI)
Os grupos Protestantes se dividem em uma ampla variedade de diferentes doutrinas. Todavia, virtualmente todos alegam acreditar no princípio da Sola Scriptura ("apenas a Escritura" - idéia que defende o uso apenas da Bíblia ao formular sua teologia) e Sola Fide ("apenas pela Fé - a idéia de que somos justificados somente pela Fé). Apesar disso, existe pouca concordância sobre o que essas duas doutrinas-chave realmente significam. Por exemplo, Lutero acreditava que a fé salvífica é expressa pelo batismo, pelo qual, segundo ele, uma pessoa renasce e seus pecados são perdoados, ao passo que muitos Fundamentalistas alegam ser essa uma falsa pregação e que o batismo é meramente um símbolo.
A grande diversidade de doutrinas Protestantes advêm da doutrina do julgamento privado, a qual nega a infalível autoridade da Igreja e alega que cada indivíduo pode interpretar a Escritura por si próprio. Essa idéia é rejeitada pela própria Bíblia em 2Ped 1,20, que nos dá a primeira regra para a interpretação bíblica: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal". Uma significante tática dessa heresia é a tentativa de confrontar a Igreja com a Bíblia, negando que o magistério possua qualquer autoridade infalível para ensinar ou interpretar as Escrituras.
A doutrina do julgamento privado resultou em um enorme número de diferentes denominações. De acordo com o The Christian Sourcebook, existiam aproximadamente 21,000 denominações em 1986, com 270 novas se formando a cada ano. Virtualmente todas elas são Protestantes.
» Jansenismo (Séc. XVII)
Jansenius, bispo de Yvres, França deu início a essa heresia num jornal em que ele escreveu sobre Santo Agostinho, no qual ele redefinia a doutrina sobre a graça. Entre outras doutrinas, seus seguidores negavam que Cristo morreu pela salvação de todos os homens, alegando que Ele havia morrido apenas por aqueles que serão finalmente salvos (ou seja, os eleitos). Este e outros erros Jansenistas foram oficialmente condenados pelo Papa Inocêncio X em 1653.
O jansenismo, infelizmente, é hoje encontrado em muitos meios ditos "tradicionalistas". Este debate é frequentemente provocado pelas objeções que muitos fazem à má tradução do Cânon Romano, que traz "por todos" (e não "para muitos") como tradução de "pro multis". Esta tradução está errada como tradução, mas não é teologicamente errada, pois afirma ser o Sacrifício de Cristo suficiente para todos. Os neo-jansenistas, porém, afirmam que teologicamente também está errada.
» Modernismo (Séc. XX)
Os modernistas ensinam, essencialmente, que o homem é incapaz de compreender a realidade e que as "verdades" são meramente idéias relativas. Para o modernista não existem verdades absolutas. As doutrinas que foram infalivelmente definidas pela Igreja podem portanto serem mudadas com os tempos, ou rejeitadas ou reinterpretadas para se adaptarem às modernas preferências.
O Modernismo está entre as mais sérias heresias porque permite a uma pessoa rejeitar qualquer doutrina que foi definida, inclusive aquelas mais cêntricas como a divindade e ressurreição de Cristo. Essa heresia permite a reintrodução de todos os erros das heresias anteriores, bem como novos ensinamentos falsos que os antigos heréticos jamais imaginaram.
O Modernismo é especialmente grave porque ele frequentemente advoga suas crenças usando uma terminologia aproximadamente ortodoxa. O erro é frequentemente expresso através de uma nova interpretação simbólica, por exemplo: Cristo não ressuscitou fisicamente dos mortos, mas a história de sua ressurreição produz uma importante verdade. Uma das táticas mais comuns usadas pela maioria dos modernistas é insistir na premissa de que eles estão dando a interpretação ortodoxa das verdades do Catolicismo.
Da última vez que estive lá, o ninho desta espécie ficava na lista "católicos" da Summer. :)
As heresias sempre nos acompanharam desde o início da Igreja até os nossos tempos atuais. Geralmente elas sempre tiveram início por membros da hierarquia da Igreja, mas eram combatidas e corrigidas pelos Concílios e Papas. Felizmente temos a promessa de Cristo de que as heresias jamais prevalecerão contra a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mat 16,18), pois a Igreja é verdadeiramente, nas palavras do Apóstolo Paulo, "coluna e sustentáculo da verdade" (1Tim 3,15).
Por: Gercione Lima
fonte: http://www.cleofas.com.br/