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sábado, 20 de novembro de 2010

Pastores se tornam ateus mas continuam liderando igrejas: “Ler a Bíblia foi o que me levou a não crer mais em Deus”




“Eu sou ateu”, diz ’Jack’, um pastor afiliado à Convenção Batista do Sul, com mais de 20 anos de ministério. ”Vivo minha vida como se Deus não existe”, diz ‘Adam’, que faz parte da equipe pastoral de uma pequena igreja em um dos estados mais religiosos dos EUA. Os dois, que pediram para terem suas identidades protegidas, são pastores que perderam a fé. Ambos construíram suas vidas e carreiras ao redor da fé, mas agora dizem sentir-se encurralados, vivendo uma mentira.

“Passei a maior parte da minha vida acreditando e buscando essa fé religiosa chamada cristianismo. Ao chegar a este ponto de minha vida, simplesmente não sinto mais que posso crer nele. Quanto mais eu lia a Bíblia, mais perguntas eu tinha. Quanto mais as coisas que ela afirma não faziam sentido para mim, mais dificuldade eu tinha.”, afirma Jack.

O pastor Jack disse que há dez anos começou a sentir sua fé se esvair. Ficou incomodado com as inconsistências no relato dos últimos dias da vida de Jesus, a improbabilidade de histórias como a “Arca de Noé” e as ideias expressas na Bíblia sobre as mulheres e seu lugar no mundo.

“Ler a Bíblia foi o que me levou a não crer mais em Deus”, conclui. Ele diz ainda que era difícil continuar trabalhando no ministério. “Comecei a olhar para isso como apenas uma atividade profissional e faço o que tem de ser feito”, disse. “Venho fazendo isso há anos.”

Adam disse que suas dúvidas iniciais sobre Deus vieram ao ler o trabalho dos chamados neoateístas – autores populares como o cientista Richard Dawkins. Ele disse que seu objetivo era fazer uma pesquisa para ajudá-lo a defender sua fé.

“Pensava que Deus fosse grande o suficiente para lidar com todas as perguntas que eu pudesse ter”, afirma. Mas não foi isso que aconteceu. ”Percebi que tudo que me ensinaram a acreditar era uma espécie de abrigo seguro. Eu nunca realmente me interessei pelo ensino secular ou por outras filosofias… Eu pensava, ‘Ó, meu Deus. Estou crendo nas coisas erradas? Será que passei toda minha vida e ministério pregando algo que não é verdade?’”, relata Adam.

Ele disse que temia pela salvação de sua alma. “No momento que sentia estar perdendo a fé, mas ainda temia por minha salvação, pedi a Deus que tirasse minha vida antes que eu perdesse totalmente a fé”, lembra Adam. O pastor agora se considera um ‘agnóstico ateísta’. “Não acho que podemos provar que Deus existe nem que ele não existe”, disse. “Vivo a minha vida como se Deus não existisse.”

Ele e Jack dizem que quando pregam aos fiéis, tentam ater-se às porções da Bíblia que ainda acreditam – as que ensinam como ser uma pessoa boa. Ambos disseram que gostariam de abandonar seu ministério, mas não têm condições.

“Quero sair da situação que estou o mais rápido possível, porque tento ser uma pessoa de integridade e caráter”, disse Adam. “Com a economia do jeito que está, minha falta de capacitação para o mercado e apenas com o diploma do seminário, fico em uma posição difícil.”

Revelar o ateísmo secreto ‘será devastador’

Jack disse que seu segredo o faz sentir isolado e que certamente perderia um monte de amigos se admitisse que deixou de ser cristão. Sua esposa não sabe e ele acredita que possivelmente iria perdê-la também. ”Será algo muito confuso para ela”, disse Jack. “Será muito devastador e vai levar algum tempo para trabalharmos essa questão.”

Adam disse que sua esposa sabia de sua crise de fé, mas não que ele a perdera completamente. “É uma situação muito difícil. Não consigo pensar em outra carreira que seja tão drasticamente afetada por uma mudança de opiniões ou ideias”, disse ele.

“No começo, tive medo que, se perdesse minha fé, me tornaria uma pessoa horrível“, disse Adam. “Desde que perdi a fé percebi que ela realmente não tinha influência sobre quem eu sou, meu caráter e minhas ações. Não vivo de maneira diferente do que vivia quando era um crente fervoroso.”

Pastores ateus continuam liderando suas igrejas

Adam e Jack foram incluídos em um relatório do filósofo Daniel Dennett – professor da Universidade Tufts e um ateu conhecido – e de sua co-pesquisadora, Linda Lascola. Eles continuam com sua investigação sobre o clero descrente.

A rede ABC News contatou os dois pastores através de Dennett e de LaScola. Verificamos suas identidades e os cargos que ocupam e conduzimos as entrevistas separadamente.

Fonte: ABC News






























Afundado em crise, Silvio Santos pode vender SBT aos evangélicos

Os evangélicos que já comandam as emissoras Rede Record, Record News, Rit e agora o Canal 21, estão também de olho no Sistema Brasileiro de Televisão.
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Com seu habitual bom-humor, Silvio Santos está encarando com fina ironia a crise financeira que sua empresa mergulhou após um rombo de R$ 900 milhões ter eclodido no banco PanAmericano. Calmo, o empresário insinuou não estar muito preocupado com as consequências do caso, que deve influenciar, por exemplo, no futuro da sua principal atração: a rede de televisão SBT.

O grupo deve R$ 2,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e Silvio Santos pode perder até mesmo a posse do canal, que já recebeu inúmeras propostas de compra de horários por parte de igrejas evangélicas.

A respeito das propostas, Silvio alegou que está disposto a cogitar convites caso isso signifique salvar sua empresa da falência. “Se pagarem os R$ 2,5 bilhões que estou devendo, é claro que vendo o SBT. Não precisa pagar nem para mim, paga diretamente para o Fundo Garantidor de Crédito”.

Em entrevista à "Folha de São Paulo" desta sexta-feira (12), Silvio Santos alegou ainda que, apesar de investir no PanAmericano, mantém distância sobre suas movimentações. “Não sou obrigado a entender de banco. Eu sou investidor, eu boto dinheiro, pago bem aos profissionais e quero resultados. Às vezes falha e, desta vez, falhou. Que culpa tenho eu?”, questionou. “Nunca fui ao banco [PanAmericano]. Nem sei onde fica o prédio. Quando tenho dinheiro, aplico no mercado brasileiro e não sou obrigado a saber onde fica a empresa”.

Por conta da assinatura de um contrato de confidencialidade, Silvio Santos não expõe as razões para o rombo do banco, que pode ter sido acarretada por fluxo de recebimentos de créditos fictícios. A crise, no entanto, está anunciada.

Fonte: G1Org

Cantor Fábio Jr. terminou seu sexto casamento porque sua esposa teria se tornado evangélica




A conversão de Mari Alexandre à igreja evangélica teria sido o motivo do fim do casamento entre a modelo e o cantor Fábio Jr. Um amigo da família de Mari contou a QUEM nesta sexta-feira (18) que o estopim da crise teria sido quando ela decidiu se batizar na religião.

“Quando ela disse que iria se batizar, Fábio falou que o casamento iria acabar. Ela respondeu que não teria problema porque essa era a vontade de Deus”, afirmou uma fonte a QUEM. “Uma bispa passou a frequentar a casa deles e Mari estava dando muita ajuda financeira à igreja. Acredito que isso possa ter agravado a crise”, completou. De acordo com um amigo próximo à família de Mari, ela teria se convertido há cerca de seis meses e, desde então, “coloca Deus e a igreja em primeiro lugar e fala que a vida está muito mais tranquila”.

O fim do casamento foi confirmado à imprensa na quinta-feira (17), por meio de um comunicado enviado pela assessoria do cantor. Ele contou que está morando na casa dos filhos.

Mari Alexandre continua morando na mansão de Fábio em Alphaville (SP) com o filho, Záion, de 1 ano e 3 meses. A mãe da modelo se mudou de Santa Catarina para São Paulo há cerca de um mês, quando o casamento chegou ao fim. “Ela foi dar um apoio. Mari vai sair da casa em que está e se mudará para outra, também em Alphaville”, afirmou a fonte. Para comprar o novo imóvel, a modelo vendeu seu apartamento de solteira, localizado em um bairro da Zona Norte, na cidade de São Paulo.

Fábio e Mari se casaram em setembro de 2007, em uma discreta cerimônia na casa do cantor. Como o cantor já havia feito vasectomia antes da união, a modelo precisou submeter-se à fertilização in vitro para engravidar.

O casamento com Mari foi o sexto de Fábio. O cantor já havia se casado com Tereza de Paiva (de 1976 a 1979), Glória Pires (de 1979 a 1983), Cristina Karthalian (de 1986 a 1990), Guilhermina Guinle (de 1992 a 1997) e Patrícia de Sabrit (de janeiro de 2001 a junho de 2000). Além do pequeno Záion, ele é pai de Cleo Pires, Tainá Galvão, Krizia Galvão e Fiuk.

Fonte: Quem

SBT a TV Mais Feliz...ou Infeliz do Brasil?!!



Em meio à crise financeira enfrentada pelo Grupo Silvio Santos, a esposa do célebre empresário e apresentador, Íris Abravanel, lançou umlivro de crônicas na noite desta terça-feira em São Paulo. O título “Recados Disfarçados” reúne textos publicados por ela entre 1992 e 1995 em sua coluna na revista “Contigo!”.

O evento –que não contou com a presença de Silvio Santos– reuniu familiares, amigos e funcionários do SBT. O humorista Carlos Alberto de Nóbrega e o apresentador Ratinho disseram que o clima na “TV Mais Feliz do Brasil” está “triste”. “Todo mundo está revoltado com a punhalada que ele levou pelas costas”, afirmou Carlos Alberto.

A fraude do banco PanAmericano também foi tema na coletiva de Íris. “Tenho fé e creio na misericórdia de Deus em todas as situações. Não podemos nos desesperar com as dificuldades.”, comentou a escritora, que é evangélica.

Parentes de Silvio Santos e Íris Abravanel serão demitidos do Grupo SS. Crise do grupo Silvio Santos ocorre no pior momento para o SBT.

ENTENDA O CASO

O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que colocará R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona “inconsistências contábeis”. O dinheiro virá de empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

O BC descobriu que o PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.

A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao FGC. Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que também faz parte do bloco de controle, não terá de arcar com a perda.

A Polícia Federal informou que instaurou, nesta sexta-feira, inquérito policial para apurar a eventual prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Ministério Público Federal informou que também vai investigar as transações do banco.

Fonte: Folha

Igreja Universal vai pagar R$ 20 milhões pelo Sistema Correio de Comunicação do Estado da Paraiba


Falta pouco para a Igreja Universal do Reino de Deus e o Sistema Correio de Comunicação baterem o martelo da negociação milionária que envolve a compra de todos os veículos do maior conglomerado de comunicações do estado da Paraíba. A IURD oferece R$ 20 milhões pelo “pacote” que inclui televisão, rádios, jornais e o portal da Internet.

As negociações entre o Bispo Edir Macedo, proprietário da Igreja Universal, e o empresário e senador Roberto Cavalcanti (foto), proprietário do Sistema Correio, estão sendo intermediadas pelo Bispo e senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), amigo e companheiro de bancada de Cavalcanti no Senado da República.


As negociações, no momento, esbarram na exigência do empresário paraibano de receber os R$ 20 milhões livres de qualquer desconto. Como o Sistema Correio tem uma dívida estimada em cerca de R$120 milhões com impostos, ações trabalhistas, bancos e fornecedores, a IURD quer abater este montante na negociação.

Mais uma rodada de negociações está prevista para os próximos dias, em local ainda a ser definido, para que as duas partes tentem chegar a um acordo com relação ao passivo do Sistema Correio, Uma vez que a dívida vai aumentando enquanto a negócio não é concluída.

ENTENDA O CASO:

As negociações entre o Sistema Correio de Comunicação e a Igreja Universal do Reino de Deus, noticiadas em primeira-mão pelo PBacontece foram iniciadas há cerca de um ano. A proposta inicial, em torno de R$ 15 milhões “balançou”, mas não seduziu completamente o empresário Roberto Cavalcanti.

Mas um fator foi determinante para a retomada das negociações: o resultado do primeiro turno das eleições deste ano na Paraíba, quando o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), candidato a governador pela coligação “Uma Nova Paraíba”, contrariou todas as pesquisas – especialmente as que foram divulgadas pelo Correio – e superou o governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição pela coligação “Paraíba Unida” e até então franco favorito a vencer o pleito.

O resultado foi um caminhão-pipa de água no chope do Sistema Correio, que já comemorava antecipadamente a reeleição de José Maranhão, anunciada, inclusive, pela Rede Globo, com base na pesquisa de “boca de urna”, minutos após o início da votação do dia 03 de outubro. A pesquisa apontava Maranhão, como governador eleito da Paraíba, com 56% dos votos contra 46% de Ricardo.
Diante do atual quadro eleitoral que se desenhou no Estado, a partir de então, as perspectivas de sobrevivência econômica do Sistema Correio ficaram ainda mais sombrias. O conglomerado, que já não conta, há algum tempo, com o “incentivo” financeiro da Prefeitura Municipal de João Pessoa, deve perder, a partir do ano que vem, a “gorda” verba publicitária do Governo do Estado.

Além ter feito uma campanha sistemática contra Ricardo Coutinho, o Sistema Correio ainda tem que enfrentar a sede de vingança do grupo Cunha Lima (e da maior parte do PSDB), além do senador Efraim Morais (DEM), que foi derrotado na sua tentativa de reeleição.

Corre, ainda, a boca miúda, a informação de que as relações entre o Sistema Correio e a Prefeitura de Campina Grande já não e das mais amistosas. Como o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) poderá ser obrigado a operar “milagres” administrativos a partir de 2011, na provável condição de opositor do Governo do Estado, o corte de verbas (especialmente publicitárias) será inevitável.
Fonte: PBacontece

Depois da igreja para gays, para os pelados, conheça agora as “Piranhas de Jesus”, o ministério evangélico para prostitutas

Conheça Annie Lobert, ex-prostituta dedicada a uma única missão: salvar as piranhas de Las Vegas.
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Lobert e sua missão de fé, que ela batizou de “Hookers for Jesus”
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Lobert e sua missão de fé, que ela batizou de “Hookers for Jesus” [Piranhas de Jesus, em tradução livre], serão o tema de “Hookers: Saved on strip“, documentário em três partes. Esse programa especial do canal Investigation Discovery estreia dia 8 de dezembro, nos EUA.

“Toda vez que eu era presa e os policiais me chamavam de ‘piranha’, aquilo realmente me ofendia. Um dia estava pensando que, se queria chegar nessas mulheres, entrar em cassinos e dizer: “Meu nome é Annie. Eu posso ajudá-la a mudar sua vida”, seria uma coisa estranha. Então pensei no nome “Piranhas de Jesus”. Acredito em Deus, além disso fui uma prostituta e agora quero ‘pescar’ essas piranhas”, disse Lobert ao The New York Post.

As câmeras de TV seguem Lobert enquanto ela tenta ensinar a ex-garotas de programa como mudar de vida. No episódio de estreia, a ênfase é a história de Regina. Ela vem de uma família de classe média de Nova Jersey e caiu na prostituição quando estava na Marinha (onde conheceu seu cafetão).

Annie Lobert, 43, é natural do Minnesota. Ela trabalhou como prostituta em Las Vegas por mais de 10 anos. Só abandonou essa vida depois de quase morrer de overdose e de sofrer repetidamente abusos físicos de cafetões violentos.

Ela começou o “Piranhas de Jesus” em 2006. Posteriormente, iniciou a parceria com a Igreja do Sul, de Las Vegas. Foi o seu pastor, Benny Perez, que ajudou Lobert a montar a “Casa do Destino” – um abrigo para ex-prostitutas que as auxilia a recomeçar a vida (arranjando emprego, moradia etc.)

“As outras igrejas não receberam as meninas como eu gostaria que elas fossem recebidas. Mas foi quando viemos para esta igreja que realmente eles ajudaram a mudar a vida das meninas”, diz Lobert.

“Depois que essas mulheres largam seus cafetões, acabam ficando sem casa, sem roupas, sem jóias, sem dinheiro e sem carro. Antes eu as levava para meu pequeno rancho ou as colocava em hotéis. Então Benny disse: “Gostaria que tivéssemos uma casa para estas meninas?”

“Nós a chamamos de Destiny House [Casa do Destino]. O nome surgiu porque eu tive um aborto espontâneo e nome da criança seria Destiny.”

A história de Lobert, que inclui a relação com seu marido, Oz Fox – guitarrista da banda de metal cristão Stryper – imediatamente pareceu interessante para um programa, diz Henry Schleiff, presidente do Investigation Discovery, parte da rede Discovery Channel.

“Certamente é algo que se enquadra na nossa ênfase: o conceito de que uma pessoa pode fazer a diferença. Apreciamos histórias fascinantes, e vemos Annie como uma mulher que viveu essa vida… mas agora está tentando salvar outras dessa indústria crescente, violenta e perigosa. Todo ano cerca de 100.000 mulheres são compradas e vendidas nos Estados Unidos contra a sua vontade. Essa minissérie colabora com nosso desejo de lançar uma luz sobre essa questão séria. Faremos isso de uma maneira divertida mas que, ao mesmo tempo, vai gerar o debate “, finaliza Schleiff.
Fonte: New York Post e Discovery

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cumplicidade, Moralidade e Escândalo!!!

  1. Definição de Cumplicidade (Cat 1868-1869)
Por cumplicidade entendemos aqui o auxílio que alguém presta à realização de um ato mau que outra pessoa resolveu executar. Distinguimos entre cumplicidade formal e cumplicidade material.
1.1. Cumplicidade Formal - Esta consiste em colocar-se diretamente a serviço do mal, seja porque o cúmplice quer o pecado alheio, seja porque lhe presta uma colaboração que, por sua índole mesma, significa aprovação desse pecado. A cumplicidade formal é sempre pecaminosa. Será mais ou menos grave de acordo com o tipo de pecado para o qual ela contribui e a importância de tal colaboração. A título de exemplo, seja citado o caso da enfermeira que colabora diretamente para a realização de um aborto; ainda que não tenha a intenção de contribuir para um pecado, a sua participação no abortamento é, por sua índole mesma, pecaminosa (não basta não ter a intenção de não pecar para que não haja pecado, se a ação como tal é pecaminosa). Outro exemplo é o do policial a quem mandam que aplique tortura a um prisioneiro; não pode eximir-se de responsabilidade, alegando que não age por pró-pria iniciativa, mas apenas executa ordens superiores.
1.2. Cumplicidade Material - A cumplicidade material é um ato moralmente bom ou indiferente do qual alguém abusa, fazendo-o servir ao pecado. Quem é cúmplice nestas condições pode não saber das intenções alheias. É o caso de quem vende uma arma de caça (ação que em si não é pecaminosa) a alguém que vai utilizar-se dela para cometer um assassínio. É também o caso de quem ajuda a transportar objetos roubados, julgando que pertencem legitimamente à pessoa solicitante (e imaginando mesmo estar realizando assim um ato de caridade).
2. Moralidade da Cumplicidade Material
O cúmplice que ignora por completo as intenções do seu parceiro e age de boa fé, está isento de culpa. Há casos, porém, em que o cúmplice pode prever o mau no uso do seu serviço, ou suspeitar dele porque conhece o parceiro e o seu procedimento habitual ou porque anteriormente já fez experiências semelhantes. Em tais circunstâncias, a pessoa chamada a colaborar deve ponderar a sua cooperação: - Se a sua ação tiver uma finalidade boa, independente do pecado do parceiro - Se o bem visado pelo cúmplice compensar o mal ou o pecado do parceiro. - Se a intenção do cúmplice for voltada tão somente para o bem - Se não houver como evitar esse tipo de colaboração. A matéria é muito complexa, pois são frequentes os casos de colaboração na sociedade moderna. Essa finalidade boa não pode ser simplesmente o desejo de lucro, ou o receio de prejuízos materiais. Se alguém aluga um apartamento ou um quarto a um cliente cujas intenções desonestas (adultério, prostituição ...) lhe são conhecidas, peca gravemente. Verdade é que quem aluga pode geralmente presumir bom uso do apartamento mas, no caso em foco, as más intenções do locatário são patentes, o que implica na obrigação de não alugar. Quanto mais diminui a iniciativa pessoal, tanto mais diminui também a cumplicidade propriamente dita. Tais são os casos da datilógrafa que, entre outras coisas, bate faturas fraudulentas (que ela não pode identificar claramente); o do gráfico que contribui para imprimir páginas, às vezes, pornográficas (que ele não reconhece bem); ... o do funcionário de balcão que faz pacotes de mercadorias que ele mal conhece ... Quem presta colaboração material a uma empresa desonesta para poder ganhar seu pão, não tem a obrigação de abandonar imediatamente a empresa (o objetivo de sobrevivência justifica a sua permanência na firma), mas deve, sem demora, procurar outro emprego ou meio de subsistência. Pode-se admitir que alguém colabore materialmente com pessoas desonestas se tem em mira exercer sobre elas uma influência sadia e transformadora (esta finalidade boa compensa os males que indiretamente decorrem da colaboração). A um católico não é lícito ser testemunhas do casamento civil de dois católicos divorciados que contraem novas núpcias. Far-se-ia cúmplice de um ato que a consciência católica não aprova.
3. Definição de Escândalo (Cat 1938, 2282s, 2326, 2353s, 2489)
A palavra grega "skándalon" significa "pedra de tropeço". Na linguagem teológica designa toda palavra ou obra capaz de tornar-se para outrem ocasião de ruína espiritual. Jesus Cristo mesmo censurou severamente a prática do escândalo (cf. Mt 18, 6s). Entende-se por escândalo toda palavra ou ação, contrária à caridade, que cria perigo de pecado para o próximo, seja por intenção de prejudicá-lo, seja para atender a interesses particulares. O ato em si pode não ser "mau", mas se sua aparência for "má" deve ser evitado, segundo o conselho de Paulo: "...tomai cuidado para que essa mesma liberdade, que é vossa, não se torne ocasião de queda para os fracos" (Rom 8, 9). Podemos classificar o escândalo como intencional ou não intencional, isto é, quando é premeditado e quando ocorre por negligêcia. As palavras de Cristo nos advertem contra tal perigo: "Desgraçado do mundo que causa tantas quedas! decerto, é necessário que haja escândalos, mas ai do homem por quem acontece a queda!" (Mt 18, 7).
4. A Moralidade do Escândalo
O escândalo quando premeditado é pecado grave, haja vista os textos do Evangelho que o condenam: Mt 18, 7-9. S. Paulo também o reprova (1Cor 8, 12s; Rm 14, 15). O fato de que a vítima não se tenha deixado seduzir para o mal não diminui a gravidade do pecado. Mesmo que alguém só procure seduzir para um pecado leve, pode estar cometendo pecado grave, especialmente se o sedutor é uma pessoa que, por seus encargos, deveria levar os outros à prática do bem. Entre as maneiras de dar escândalo, está o mau exemplo. Alguém pode induzir os outros ao mal mesmo sem falar, mas simplesmente cometendo pecados. Tal comportamento pode ser contagioso, pois os exemplos arrastam e podem alastrar-se de pessoa a pessoa ou de grupo a grupo, causando danosa degradação de costumes. Sabe-se que a tibieza de vida e a mediocridade dos cristãos, especialmente daqueles que têm mais responsabilidade, vêm a ser grandemente prejudiciais para a sociedade eclesiástica e para o foro civil. De resto, a má conduta de alguém tem suas raízes em pecados internos dessa pessoa; são estes que remotamente preparam o escândalo - o que exige sempre a conversão do sedutor. Existe grave obrigação de reparar o escândalo. Quem o provoca deve procurar deter a má influência desencadeada e restaurar os valores lesados, na medida do possível. Como já foi dito, há escândalos que decorrem de ações que em si não são moralmente pecaminosas. É lícito promover uma ação benéfica, mesmo com risco de escândalo, desde que se cumpram as condições para exercer uma causalidade com duplo efeito: assim, por exemplo, quem, levado por espírito apostólico, deseja trabalhar na recuperação de pessoas entregues à prostituição, estará exercendo uma atividade que poderá ser mal entendida; todavia esta será legítima se for isenta de pecado, visto que o bem a ser atingido será muito mais vultuoso do que os males eventuais. O escândalo dos fracos deve-se à simplicidade da pessoa que se escandaliza. É necessário evitá-lo, tanto quanto possível, ainda que a custo de sacrifícios por parte da pessoa tida como escandalosa. O próprio Cristo assim procedeu: (cf. Mt 17, 24-27).
5. O Cristão e o Problema do Escândalo
Em nossos dias a consciência de muitos cristãos pode estar confusa e com a responsabilidade atenuada por causa das numerosas opiniões correntes sobre certos pontos de Moral: o aborto, os métodos de contracepção, de controle da natalidade, a masturbação, etc. É preciso que haja quem dissipe a perplexidade e as atitudes errôneas decorrentes de tal multiplicidade de "sentenças". São Paulo considerou o caso de cristãos que, tendo a consciência mal formada, julgavam que não era lícito comer carnes imoladas aos ídolos (o que, na verdade, não era pecado); declarava, em consequência, que preferia abster-se de tais alimentos (renunciando a um direito seu) a escandalizar irmãos, pelos quais Cristo morreu; (cf. I Cor 8, 7-13; Rm 14, 19-21). Fica claro que os cristãos mais esclarecidos têm a obrigação de procurar instruir os mais simples a fim de que compreendam melhor o que é e o que não é pecado. A atenção para com os fracos e a reparação dos males a eles causados são deveres que se impõem ao bom cristão. Devemos avivar o senso da responsabilidade pessoal diante dos escândalos.
    Não basta registrar os escândalos e lamentá-los (ou, o que é grave, comentá-los e torná-los públicos), é necessário que cada cristão lembre-se que lhe toca uma responsabilidade perante tais males; com efeito, somos todos solidários entre nós, de modo que as falhas de uns podem estar na dependência de falhas de outros e podem encontrar seu remédio na santidade de vida dos irmãos. Para frear uma tendência a comentar o mau procedimento alheio, pode-se lembrar a máxima dos antigos monges: "Quem tem um morto em casa, não o abandona para prantear o morto do vizinho". Denunciar os escândalos, quando necessário, não pode ser a última palavra de um programa cristão. O Senhor quer que os seus discípulos tenham uma função construtiva em relação aos irmãos, fazendo as vezes de sal da terra, luz no mundo (Mt 5, 13s) e fermento na massa (Mt 13, 33). Aliás, Deus só permite os escândalos para que deles saiam bem maior. Podemos ainda falar de um "escândalo salutar". Com efeito; a vida cristã coerente pode sacudir, abalar e "escandalizar"; a palavra do Evangelho, oportunamente anunciada, pode "assustar" os ouvintes e provocá-los a façanhas que fogem da rotina, deixando perplexos os espectadores.
    Nesta perspectiva, Jesus foi o grande Escândalo; a pregação dos Apóstolos também o foi (cf. I Cor 1, 23). É importante considerar que neste sentido não estamos tratando de escândalo enquanto pecado, mas da força transformadora da Palavra de Deus, penetrante como uma espada de dois gumes, que fere o íntimo de cada homem (cf. Hb 4, 12s). Na verdade, o cristão não pode pactuar com o mal; tem que tomar posição contrária, que por vezes pode "escandalizar"... Sabiamente dizia o Papa Pio XI: "O maior obstáculo ao apostolado é a timidez ou, antes, a covardia dos bons", e Pio XII: "O cansaço dos bons é o grande mal da nossa época". É preciso, porém que os cristãos não suscitem atritos desnecessários. Saibam aguardar e aproveitar os momentos adequados para tomar a autêntica atitude frente aos males que os cercam, evitando posições intempestivas e passionais que, em vez de edificar, só fomentam os erros. Dentro da Igreja é necessário que os fiéis saibam distinguir entre sua santidade ontológica e a fragilidade das pessoas que lhe pertencem. Se estas falham, aquela não falha, pois o Senhor  lhe prometeu assistência indefectível (Mt 28, 18-20). Um Cristianismo sem fraqueza humana não existe; seria um milagre, que Deus não quer fazer. "O justo vive da fé".

A vida do padre e sua sacristia…

Excelentes conselhos do santo Cardeal Carlos Borromeu aos seus irmãos sacerdotes. Interessante sua alusão acerca da preparação da Santa Missa na sacristia. Creio que não erraria em dizer: Quer conhecer a vida interior de um padre? Observe sua sacristia…
Vamos, caros irmãos sacerdotes [que os leigos também nos ajudem!], transformemos novamente nossas sacristias em lugares sagrados, como seu nome sugere. Em um lugar de silêncio, numa autêntica ante-sala do Céu!
Somos todos fracos, confesso, mas o Senhor Deus nos entregou meios com que, se quisermos, poderemos ser fortalecidos com facilidade. Tal sacerdote desejaria possuir uma vida íntegra, que dele é exigida, ser continente e ter um comportamento angélico, como convém, mas não se resolve a empregar estes meios: jejuar, orar, fugir das más conversas e de nocivas e perigosas familiaridades.
Queixa-se de que, ao entrar no coro para a salmodia, ao dirigir-se para celebrar a missa, logo mil pensamentos lhe assaltam a mente e o distraem de Deus. Mas, antes de ir ao coro ou à missa, que fez na sacristia, como se preparou, que meios escolheu e empregou para fixar a atenção?
Queres que te ensine a caminhar de virtude em virtude e como seres mais atento ao ofício, ficando assim teu louvor mais aceito de Deus? Escuta o que digo. Se ao menos uma fagulha do amor divino já se acendeu em ti, não a mostres logo, não a exponhas ao vento! Mantém encoberta a lâmpada, para não se esfriar e perder o calor; isto é, foge, tanto quanto possível, das distrações; fica recolhido junto de Deus, evita as conversas vãs.
Tua missão é pregar e ensinar? Estuda e entrega-te ao necessário para bem exerceres este encargo. Faze, primeiro, por pregar com a vida e o comportamento. Não aconteça que, vendo-te dizer uma coisa e fazer outra,  zombem de tuas palavras, abanando a cabeça.
Exerces cura de almas? Não negligencies por isso o cuidado de ti mesmo, nem dês com tanta liberalidade aos outros que nada sobre para ti. Com efeito, é preciso te lembrares das almas que diriges, sem que isto te faça esquecer da tua.
Entendei, irmãos, nada mais necessário aos eclesiásticos do que a oração mental que precede, acompanha e segue todos os nossos atos: Salmodiarei, diz o Profeta, e entenderei (cf. Sl 100,1 Vulg.). Se administras os sacramentos, ó irmão, medita no que fazes; se celebras a missa, medita no que ofereces; se salmodias no coro, medita a quem e no que falas; se diriges as almas, medita no sangue que as lavou e, assim, tudo o que é vosso se faça na caridade (1Cor 16,14). Deste modo, as dificuldades que encontramos todos os dias, inúmeras e necessárias (para isto estamos aqui), serão vencidas com facilidade. Teremos, assim, a força de gerar Cristo em nós e nos outros.
[Acta Ecclesiae Mediolanensis, Mediolani 1599,1177-1178]