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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cristão Mr Bean...vários tipos, vale a pena conferir e rir...se puder e veja em qual você se enquadra!?



Cristão Chiclê - só mastiga a Palavra, mas não engole...

Cristão Piolho - anda pela cabeça dos outros...

Cristão Pipoca - vive dando pulo....

Cristão Macaco - vive pulando de igreja em igreja...

Cristão Nômade - vive trocando de habitat...

Cristão Passageiro - vive passeando de igreja em igreja...

Cristão Carrapato - vive colado nos outros...

Cristão Sangue-suga - vive sugando os bens dos irmãos...

Cristão Urubu - vive se alimentando da carne dos irmãos... "Hum... hoje
vamos comer pastor a milanesa!!!!"

Cristão Camaleão - está toda hora de mudança para se adaptar ao novo habitat...

Cristão 007 - esse é o agente secreto de Cristo infiltrado no submundo de Satanás...

Cristão Iô-Iô - está sempre saindo e voltando para a mão de Deus...

Cristão Elevador - está sempre subindo e descendo na vida espiritual...

Cristão Avestruz - vive colocando a cabeça embaixo da terra quando tem um problema....

Cristão Leão - não se meta com ele, pois ele é o Rei da Igreja...

Cristão Jacaré - tem uma boquinha...

Cristão Papagaio - só sabe orar com no máximo usando 20 palavras...

Cristão Pingüim - vive sempre numa geleira espiritual...

Cristão Chuchu - não tem gosto de nada...

Cristão Denorex - parece mas não é...

Cristão Brastemp - não tem comparação... (com Cristo)

Cristão Niguel Mansel - corre um monte mas nunca ganha uma peleja...

Cristão Rubinho Barrichelo - Freia no fim da prova só pra deixar todo mundo passar por você na vida espiritual...

Cristão Pulga - tá sempre coçando a sua orelha.

Cristão Tocha - tá toda hora queimando... "queima demônio, queima..."

Cristão Kiko do Chaves - esse não se mistura com a "gentalha"

Cristão Chapolin - você pode contar com tudo, menos com sua astúcia...

Cristão Balaão - enxerga espiritualmente menos que uma mula...

Cristão Noé - Nunca as coisas são com ele, "Noé comigo irmão"

Cristão Homem-Aranha - vive subindo pelas paredes por qualquer coisa...

Cristão 6h - Sempre dependendo da oração dos irmãos: "seis" ora por mim?"

Cristão Aleluia Glória a Deus - Pastor pregando: "Porque o diabo veio para matar..." e o irmão: Aleluia Glória a Deus

Cristão Zagalo - os irmãos tão sempre tendo que engoli-lo

Cristão Ari Pistola - só conhece o antigo testamento, a lei e os profetas

Cristão Chacrinha- só dá abacaxi para os irmãos.

Cristão Tortéi- no seu interior, só abobrinha

Cristão Pão de Fôrma - miolo mole, casca grossa, chato e quadrado

Cristão Rexona - A bíblia sempre debaixo do braço...Argh, que cheiro de suvaco!!!

Cristão Radicci- Amargo que só ele

Cristão Cabelereiro - trabalha só pra fazer a cabeça dos outros...

Cristão Penta- Ainda pensa que Deus é 5: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Maria e Santo Antônio

Cristão Rivaldo- Se acha o bom e injustiçado!

Cristão URSO: no inverno, fica hibernando.

Cristão AÇÚCAR: se sair com chuva, derrete.

Cristão QUIABO: vive escorregando.

Cristão BORBOLETA: que anda de igreja em igreja.

Cristão ÔBA-ÔBA: “tudo é festa”.

Cristão CARRINHO-DE-MÃO: alguém tem que empurrá-lo até a igreja.

Cristão GELINHO: cheio dos “não me toques!”

Cristão FLORZINHA DE JESUS: qualquer coisa, sai da igreja.

Cristão GABRIELA: “eu nasci assim, eu cresci assim, e eu sou assim, vou ser sempre assim, Gabrieela...”

Cristão MACHADO: qualquer idéia, ele já corta.

Cristão BULE: de “pô café” (pouca fé).

Cristão ESCOTEIRO: só vai em acampamento.

Cristão ROCAMBOLE: enrolado...

Cristão KODAK: vive de revelação.

Cristão ENXADA: quando o pastor está pregando, ele diz: “é prá mim!”

Cristão PÁ: quando o pastor está pregando, ele diz: “é pá ele!”

Cristão ALELUIA: só diz aleluia na hora errada.

Cristão COM DOM DO CANTO: fica lá no canto da igreja encostado, e não quer saber de trabalhar!

Cristão CELULAR: só vive desligado ou fora de área.

Cristão AVIÃO: vive nas nuvens.

Cristão FOGUETE: vive no mundo da lua.

Cristão ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS: vive sonhando. Acorda, Alice!

Ex-atriz pornô dá uma mensagem para os homens: parem de ver pornografia ou vocês destruirão suas vidas!


HOLLYWOOD, EUA, 7 de janeiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Jennifer Case deixou a indústria do sexo três anos atrás pela graça de Deus, diz ela, e a mensagem dela para os homens é muito clara: “Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela”.
Jennifer Case
Numa entrevista para “The Porn Effect” (O Efeito Pornô), Case testifica de sua própria experiência pessoal acerca dos malefícios que a indústria pornográfica provoca nas mulheres envolvidas. Ela diz que ficou traumatizada, oprimida e abusada, e ficou viciada em drogas e precisava de dinheiro da pornografia para continuar tendo condições de comprá-las. Fisicamente ela tinha de lidar com doenças sexualmente transmissíveis: “Tive tantas infecções diferentes o tempo inteiro. Deixei Hollywood porque fiquei muito doente de clamídia. Meu abdome doía tanto que tive de voltar para casa”, disse ela.
A indústria pornográfica é alimentada pelos seus consumidores — eles e seu dinheiro impulsionam o destrutivo negócio — e daí dá para se atribuir os danos feitos a essas mulheres aos consumidores bem como produtores. Contudo, a ex-atriz pornô não guarda amargura contra os homens pela vida passada dela. Ela possui um discernimento profundo da natureza viciadora da pornografia e diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria.
“Homens, Deus ama vocês! Eu amo vocês também e sempre orarei por todos vocês, para que as cadeias sejam quebradas”, diz ela. “Você é escravo da pornografia tanto quanto qualquer atriz pornô. Se você está vendo pornografia ou está viciado à pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você olha pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida”.
Ela diz que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”.
“Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você”.
Num apelo muito franco, Case concluiu a entrevista dizendo: “Essas mulheres são preciosas e merecem ser amadas exatamente como vocês merecem. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela. Em toda pornografia existe a filha de alguém. E se fosse a sua filhinha? Você pode realmente estar ajudando na morte de alguém! Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de AIDS, overdoses de drogas, suicídios, etc. Por favor, parem de olhar pornografia”. stripmov.gif (2487 bytes)
Veja a entrevista completa aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

O "bispo", a igreja e a prosperidade!


Edir Macedo comemorando sua conquista no continente Africano

Há exatos 14 anos e 83 edições a revista Ultimato estampava na capa uma nota de cem dólares. Em preto e branco e sem o auxílio luxuoso de um Photoshop, confesso que fiz. A capa. A matéria trazia o acertado título de “Quase tudo sobre a teologia da prosperidade”. O acerto está no “quase” e não exatamente na matéria. O que era ruim vai ficando pior.


Não é novidade que seções de descarrego, novenas, vale de sal, manto sagrado, entre outras ginásticas litúrgicas, são transmitidas ao vivo diuturnamente pela televisão — tirem as crianças da sala. Pode parecer, mas a onipresente Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) não está sozinha nem é a primeira a recorrer a tal expediente. Naquela edição de 1994, Ultimato perguntava: “Super-crentes ou Super-incrédulos — qual grupo cresce mais?”.

A pergunta continua sem resposta. No entanto, com o lançamento da biografia do fundador e primaz da IURD (“O Bispo — a história revelada de Edir Macedo”, Editora Larousse), os milhares de fiéis e outros nem tanto podem conhecer melhor o que pensa (ou o que pensava) o líder de uma das igrejas que mais crescem no mundo.

Às vésperas do lançamento da sua biografia, em entrevista (para assinantes) à “Folha de S. Paulo”, o dono da Rede Record “revela” um pouco do que se pode ler em sua biografia. No blog O tempora, o mores!, o escritor Solano Portela apresenta algumas considerações sobre a entrevista, especialmente em relação às declarações do bispo sobre aborto, homossexualismo e teologia. Para ele, “estamos testemunhando não uma convergência da IURD com o evangelicalismo, mas um afastamento gradativo ainda maior”. Vale a pena conferir a sua análise do discurso do bispo.


1. Aborto: Não há base bíblica para as convicções éticas. Elas são formadas a partir de slogans e bandeiras sociológicas do liberalismo. Macedo cita a Bíblia apenas uma vez, fora de contexto, para provar um ponto que o texto não procura substanciar. A lógica de Macedo é falsa e traça conexões e ilações que não se sustentam:

a. Macedo afirma que mulheres morrem ao tentar o aborto (essa premissa, é constantemente repetida, mesmo sem comprovação), portanto é legítimo assassinar crianças com tecnologia (conclusão moralmente errada), para que as mães não morram.

b. Ele apresenta as crianças abandonadas como sendo fruto da ausência de aborto, em vez de uma conseqüência da irresponsabilidade dos pais (a sociedade que quer se preservar agirá nesse último ponto, educando todos os cidadãos a serem bons pais; criando oportunidades de sustento e emprego; etc.).

c. Macedo infere que o repúdio ao abandono das crianças, leva necessariamente à aceitação do aborto (conclusão falsa, de que o aborto é a única opção a este mal social, e de que ele é moralmente neutro, e não condenável).

d. Ele acusa que quem é contra o aborto não faz nada pelas crianças abandonadas (afirmação totalmente falsa: historicamente, os grandes orfanatos; os projetos de adoção; a assistência às mães jovens e solteiras foram implantados por segmentos da sociedade que são contra o aborto e não pelos que são a favor). Para Macedo, eliminar as crianças abandonadas, matando-as antes que nasçam seria a solução. Entretanto, essa é a forma mais cruel e imoral de resolver essa situação de abandono.

e. Macedo diz que aborto é igual a planejamento familiar (essa é uma forma asséptica e indolor, de se referir ao aborto, favorita dos seus proponentes, porque anestesia a consciência e torna a questão acadêmica e palatável, em vez de ética. Os dois termos não são equivalentes).

2. Homossexualismo: Edir Macedo, procurando dar a resposta que agrada à mídia, demonstra, na realidade, a própria rejeição que é enraizada em preconceito, porque não tem nem oferece base metafísica maior (bíblica) para sua posição. Quer ser politicamente correto e diz que aceita o homossexualismo, no entanto, ficaria “decepcionado”, se fosse um filho seu; e procuraria “ajudá-lo” (ajudar em que sentido? A ser aceito pelos demais? A se recuperar? Por que, se ele seria “aceitável”?). O cristão que firma suas convicções a partir das Escrituras, da Palavra de Deus, rejeita a prática porque a identifica como pecado, como disfunção de comportamento – e é claro nisso. Não a chama de “livre opção de vida” aceita por Deus, como faz Macedo; mas reconhece como uma “opção de vida” condenada por Deus – como várias outras o são.

3. Cosmovisão da IURD:
a. Visão deista/semi-intervencionista: Ao dizer que as crianças “não vêm pela vontade de Deus” e que “a criança gerada de um estupro” estaria fora do controle de Deus (“Não do meu Deus”, diz ele); e ao segregar a ação de Deus na doação da vida apenas “ao primeiro homem e à primeira mulher” sendo as demais crianças meramente “geradas por estes”; Macedo está na realidade adotando uma cosmovisão deista, ou seja: Deus iniciou a criação e deixou as situações e fenômenos naturais se desenrolando. Isso coloca Deus distante e não envolvido (supostamente resolvendo o dilema da responsabilidade) com as questões humanas. Mas como explicar a ênfase nos milagres e nas intervenções divinas, da IURD? É que esse “deismo seletivo”, não construído a partir dos dados da Bíblia, é limitado às situações convenientes. Ocasionalmente, Deus intervém, aqui e ali, consertando as coisas que o homem faz de errado, curando, restaurando relacionamentos. Para motivar Deus a fazer isso, é necessário, entretanto, intenso clamor e bastante fé, senão as coisas continuam como estão.

b. Dualismo espiritual: Macedo diz, na mesma entrevista: “não tenho ódio de ninguém, senão do Diabo e de seus espíritos”. Entretanto, o reconhecimento de um Reino das Trevas, pela IURD, não se prende ao que as Escrituras revelam sobre o assunto. Há a absorção da visão popular de duas esferas que se degladiam, uma vez vencendo uma, outra vez a outra. Para se contrapor às hostes do mal, a IURD utiliza-se do procedimento de exorcismo e de outras atividades que emulam as encontradas exatamente pelos que são classificados como dominados pelos demônios.

c. Práticas religiosas místicas: Na IURD, outros meios de conhecimento religioso são tão importantes quanto as Escrituras, daí as práticas estranhas à Palavra de Deus se misturarem com tanta intensidade na forma cúltica dos seus templos (peças de roupa, lugares santos, essencialidade da cura física, prosperidade como sinal inequívoco de aceitação divina, etc.). O resultado não é a religião verdadeira, mas um misticismo pagão com roupagem cristã.

d. Pragmatismo: Como demonstrado nas palavras do Macedo, na entrevista, as convicções éticas, na IURD, são essencialmente pragmáticas. Avança-se aquilo que é considerado a tarefa messiânica do segmento com quaisquer parâmetros, afirmações, conexões ou práticas, desde que funcionem. Princípios não regem a prática, mas os objetivos, sim. Não há âncora metafísica maior (revelação) para estabelecimento da verdade. Daí a conformação com o que é politicamente correto, com o que agrada às massas.
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Fonte:  www.ultimato.com.br/conteudo/o-bispo-a-igreja-e-a-prosperidade

Pastor da IURD larga tudo e faz filme pornô gay.


 

O SBT repórter do dia 26/05/2010 relatou os avanços e retrocessos da indústria pornográfica no Brasil. E dentre os diversos assuntos, um chamou muito atenção a história de um pastor que faz filme pornô gay.

O nome dele é Leandro da Silva Trindade, mas atende pelo nome fantasia de "Alexandre Senna", é casado, tem dois filhos foi pastor da igreja Universal do reino de Deus e é relativamente jovem. O que me assusta nessa situação toda é a naturalidade como a mídia expõe o fato do camarada ter sido pastor e ter largado o ministério para fazer filme pornô.

O meu choque, não foi por ter visto isso na TV, eu já esperava coisa pior, mas foi por ver que ninguém mais leva a sério esse lance do ministro largar tudo e mergulhar em devassidão. Nem a mídia que normalmente pegaria esse gancho para bater no "Bispo" Macedo se abala mais com esse tipo de notícia.

A falta de crédito que essas denominações conseguiram estabelecer é um prejuízo sem igual na história da igreja brasileira. Isso tudo porque além de não oferecer discipulado aos seus membros, ainda os ordena sem nenhum critério espiritual, apenas por conta da demanda mercantilista. Chega de tirar pessoas direto da lama e colocar num trono, precisa haver um período de transição, senão o resultado é esse aí, um show de aberrações.

UAU! QUE LOUCURA!


E no mais, tudo na mais santa paz!








Universal do reino dos homens


O envolvimento da IURD nas esferas empresarial, política, da mídia e do marketing
Empresarial.

 Na 'década perdida' de 1980, marcada pela crise de mudanças na organização social brasileira (redemocratização, eleições diretas, constituinte, planos econômicos, manifestações populares), a IURD cresceu com força vertiginosa. Comprando rádios, televisões, introduzindo líderes na política partidária, abrindo templos no Brasil e no exterior. Culminou com a audaciosa compra da 'decadente e virtualmente falida' Rede Record de Rádio e Televisão em 1989. Depois, em 1995, comprou a sede e equipamentos da TV Jovem Pan por US$ 30 milhões. Também houve a compra da Rede Mulher que operava em UHF e via cabo, ao mesmo tempo em que comprou empresas e imóveis em nome da Igreja ou de 'testas-de-ferro'. Toda essa movimentação financeira sinalizou o potencial arrecadador da Igreja Universal e o exercício de uma administração racionalizada.
                 Endinheirado Macedo   


Rapidamente, a IURD se consolidou em vários campos avançando do religioso à estruturação econômico-empresarial e se abriu para a necessidade de ter e usar os recursos lucrativos midiáticos. A representação no âmbito político passou a ser compreendida como fator estratégico. Tendo liderança portadora de visão de conjunto, buscou estabelecer tentáculos em diversas esferas que deram sustentação e poder, a partir da instituição religiosa estabelecida. Nisso, o uso dos meios de comunicação social foram percebidos como primordiais.
Com uma refinada assessoria jurídica e financeira, o bispo Macedo soube tirar proveito das incongruências da legislação que beneficia igrejas e entidades filantrópicas. É claro que também outras Igrejas aproveitaram-se de semelhante recurso legal. Talvez não com tanta astúcia como a Igreja Universal fez. Entre as acusações em âmbito civil, pesou a sonegação de impostos, evasão de divisas e usurpação da legislação brasileira em relação às instituições religiosas, protegendo todo seu lado empresarial na fachada eclesial. Mas, contratando advogados e especialistas financeiros, 'pagos a peso de ouro', tem conseguido embaralhar e não ser penalizado diante de nossa confusa legislação.
A partir daí, começou a despertar temor na concorrida faixa religiosa e empresarial, o que não se restringiu só ao Brasil. Em 1997, com vinte anos de existência, a IURD já tinha consolidado bases religiosas e empresariais e também tentativas políticas em países da Europa53 e no mundo, em torno de cinqüenta países. Em 2002, chegou a oitenta países.
A alegação dos altos custos da evangelização serviu para legitimar a mercantilização dos serviços religiosos, conforme inspiração da Teologia da Prosperidade. Até hoje, não se sabe o que é patrimônio da Igreja e suas empresas e o que é da família do bispo Macedo, com seu substancioso padrão de vida. Tudo é justificado pelas necessidades operacionais da instituição e o bom sentido dado à ligação entre dinheiro e religião. Macedo diz sem constrangimento: "Assim como o sangue está para o corpo humano, também o dinheiro está para a obra de Deus". E apela até para Jesus: "O dinheiro pode ser usado para o bem e para o mal. Eu, por exemplo, uso o dinheiro para o bem, coloco-o a serviço de Deus. (...) Jesus nunca foi pobre. Sendo o rei dos reis, Jesus era rico...".
O centralismo gerencial cerceia qualquer autonomia das Igrejas locais e de seus pastores/bispos. A clientela dos templos não sabe do destino dos dízimos e das ofertas. Não existe representatividade dos leigos nem prestação de contas, tudo permanece fechado, da mesma maneira que ocorre em uma empresa privada. Daí o questionamento: "(...) até quando as massas permanecerão apenas participando dos rituais na IURD, sem exigir a sua parte na administração, controle ou ao menos na supervisão da administração dos bens e recursos acumulados pela Igreja (...)?".
Na década de 90, as denúncias pulularam contra a Igreja Universal. Sua forte assessoria jurídica e capacidade de negociações nos meandros dos poderes constituídos da sociedade deram fôlego e resistência na consolidação da instituição e vencimento dos adversários. Nem mesmo as denúncias de ex-líderes, as investigações da Polícia Federal, a prisão do bispo Macedo, os programas e as reportagens nos meios de comunicações concorrentes derrubaram a solidez da IURD, uma autêntica holding empresarial com perfil religioso.
Macedo rechaçou jornalistas de outros veículos de comunicação e pesquisadores, proibiu seus liderados de concederem entrevistas, encaminhou processos na justiça e convocou o seu rebanho para uma 'guerra santa'. As denúncias foram transformadas em acusações persecutórias. "Estamos sendo castigados e perseguidos pela imprensa como cão danado. Eles querem arrancar nossa cabeça. Isto só aumenta nossa fé".
Até o fato de o bispo Macedo ter ficado doze dias na prisão em maio de 1992, acusado de charlatanismo, curandeirismo e estelionato, foi usado para sensibilizar seu público. Macedo demonstrou sofrimento por uma causa nobre, sendo humilhado, constrangido e levado num camburão da polícia. O público iurdiano, líderes e políticos evangélicos de outras denominações se solidarizaram, vendo no fato uma perseguição religiosa, embora não fossem simpáticos ao estilo cultual e comercial da concorrente Igreja Universal. Essa solidariedade serviu para amenizar as críticas e proclamadas diferenças que Macedo sempre arrogou sobre as demais denominações religiosas, também do campo evangélico.
Mídia e Marketing
Uma competente utilização dos meios de comunicação de massa contribuiu para a instalação e consolidação da IURD. "A mídia faz com que as barreiras geográficas, sociais e ideológicas sejam rompidas e os 'produtos' iurdianos sejam colocados para um público necessitado, que lhe paga o preço pedido, porque se trata de alcançar a felicidade, o bem-estar físico e espiritual...".
Os programas religiosos, pelo fato de utilizarem a mídia eletrônica, não garantem conversões e novos adeptos. Em geral, seus ouvintes e telespectadores já pertencem a uma denominação eclesiástica. Estudos mostram que o efeito da mídia em programas religiosos é mediador. Gira em torno do despertar da curiosidade e mexe com as situações de crises conscientes e inconscientes vividas pelos espectadores. A importância da programação religiosa está em atrair para a possibilidade de solução no 'contato pessoal' com a mensagem e com a prática ritual, nas quais a dinâmica de métodos da Igreja pode fazer o efeito de mudança de crenças, valores e atitudes. A partir daí, para esses, a mídia passa a ter o efeito de reforço nas decisões e nos comportamentos já ocorridos no contato institucional.
Por isso, a Igreja Universal diferencia-se do televangelismo norte-americano e não investe apenas na mídia eletrônica, mas diversifica ao usar uma variada produção escrita. As diferentes formas de comunicação servem para aproximar e para solidificar a importância do templo como espaço de visibilidade e irradiação do evangelismo via escala de atos cultuais.

Endinheirado Macedo

Fonte: Folha online 09/11/2009

Muito triste! Irmãos sendo enganados pelo mentiroso do Orkulto.

O vídeo abaixo está circulando na Internet há algum tempo. Ele mostra claramente um “pregador” enganando o povo de Deus. Mas o que me chama a atenção é que estamos em um tempo em que os crentes — inclusive os pastores — não sentem mais falta da exposição da Palavra de Deus. Qualquer um que berre ao microfone, “revele pelo Orkut”, pule, sapateie, dance ou conte piadas tem mais prestígio que um expoente das Escrituras.

Muitos riem, ao ver o Orkulto abaixo. Mas o meu coração chorou, ao observar tanta gente sincera, necessitada, sendo enganada... O povo de Deus perece por falta de conhecimento (Os 4.6). Está na hora de os obreiros chamados pelo Senhor tomarem uma posição... O julgamento começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17).
 

Fonte: Blog do Ciro  02/0/2010

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Evangélicos e Católicos se unem em festa Rave em parque de diversão!

Olha o vídeo aí gente!


 Rave gospel para cristãos agita parque de diversões paulistano
A repórter Renata Caetano foi conferir uma rave um pouco diferente. Em vez de letras ousadas e álcool rolando solto, a rave gospel traz os mesmos ritmos em canções que fazem referência à religião. Confira!

Como será o Brasil evangélico em 2020?

criança exorcisando bebe
Longe de ser um exercício de futurologia, o momento em que a maioria dos brasileiros será protestante fica cada vez mais próximo. Porém, com sucessivos escândalos e teologias alienantes que contaminam os púlpitos, permanece a dúvida sobre que tipo de crentes

Cena um: uma das mais importantes revistas semanais do país publicou recentemente uma extensa reportagem fazendo projeções sobre o futuro do Brasil. Apesar de tratar de diversos temas, da educação à economia, a notícia que realmente caiu como uma bomba e acabou repercutida pela imprensa, por emissoras de rádio e de televisão e por blogs e sites de discussão na internet dizia respeito à religião: o maior país católico do mundo na atualidade se tornará evangélico em poucos anos. Mais precisamente em 2020, a continuarem as impressionantes taxas de crescimento, mais da metade dos brasileiros pertencerá a alguma igreja protestante. Estima-se que já neste mês de dezembro, o número de evangélicos no Brasil chegue próximo dos 50 milhões e, pouco mais de uma década depois, atinja a marca de 105 milhões de pessoas.

Cena dois: após realizarem uma investigação que durou mais de dois anos, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, acusaram o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas ligadas à denominação, pelo desvio de 8 bilhões de reais de dízimos e contribuições ofertadas por fieis. A dinheirama não teria sido usada em atividades religiosas, mas para aumentar patrimônio pessoal e conseguir lucro, com a -compra de duas emissoras de televisão, terrenos, mansões, um prédio e até um caríssimo jatinho modelo Cessna. A Justiça deu prazo para a defesa se pronunciar e pode aceitar a denúncia. Se assim for, Macedo e seu grupo tornam-se réus num processo criminal que pode condená-los por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Ao mesmo tempo em que os evangélicos crescem numericamente e aumentam de forma considerável sua influência em todas as esferas da vida nacional, escândalos e denúncias envolvendo dinheiro, sexo e abuso de poder multiplicam-se e maculam a imagem das igrejas e de seus líderes. Fala-se em relativização moral e secularização da fé. Em uma geração de crentes que busquem vantagens e não mais a Deus. Em que pese o fato de que por trás das últimas denúncias envolvendo a Universal exista uma guerra de interesses e de cifras na qual estão os principais grupos de comunicação do país, ou mesmo que esteja em curso uma batalha espiritual contra a expansão do Reino de Deus, as críticas e acusações sobre o que acontece nos templos de Norte a Sul do país são tão sérias que, ignorá-las, seria mesmo anti-bíblico. Na esteira do avanço protestante em terras tupiniquins, estudiosos das ciências da religião costumam avaliar que esse fenômeno pode ser muito bom, uma vez que “os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade, mas mudarão com ela”. Tal afirmação tem causado arrepios em pastores e trazido um sério questionamento para os cristãos: diante de tal quadro já hoje: afinal, como será esse Brasil evangélico de 2020?
                    

Se o questionamento daqueles que não aceitam o crescimento protestante passou a ser de ordem ética e moral, citando inclusive a própria Palavra de Deus que, segundo eles, só é usada para manipular os incautos, a Universal do Reino de Deus é a vidraça da vez. De acordo com a denúncia do Ministério Público, boa parte do dinheiro recebido pela igreja era repassada em forma de “pagamentos” para empresas de fachada controladas por pessoas ligadas à cúpula da organização. Duas delas, a Cremo Empreendimentos e a Unimetro Empreendimentos receberam, entre 2004 e 2005, mais de 70 milhões de reais, embora não tenham oferecido nenhum serviço ou produto, segundo a Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Essas empresas enviariam o dinheiro para outras, sediadas em paraísos fiscais. Tanto a Investholding, nas Ilhas Cayman, quanto a CableInvest, nas Ilhas do Canal, Reino Unido, também pertencem a pessoas supostamente ligadas à igreja. Por fim, o dinheiro retornava ao país como empréstimos para os líderes eclesiásticos, que compravam com eles apartamentos em condomínios de luxo nos Estados Unidos e propriedades no Brasil, como uma mansão de 2 mil metros quadrados em Campos do Jordão (SP), no valor de 6 milhões de reais.

A denúncia do Gaeco não é propriamente uma novidade. Desde 1992, quando a Universal comprou a Rede Record, houve mais de dez processos contra a igreja. Já em 1995, depois que Macedo apareceu em um vídeo ensinando pastores a tirar ofertas, autoridades fazem varreduras nas contas da organização, mas não conseguem provas. “A tese de que pastores tenham pegado dinheiro de ofertas, mandado para o exterior e financiado recursos para enriquecer, não é nova. Em 1993, houve denúncia apócrifa e, de lá para cá, a Polícia Federal, a Interpol, o FBI, a Receita Federal e, finalmente, o Supremo Tribunal Federal concluíram que as denúncias não tinham fundamento e inocentaram os acusados. Também essa denúncia não será aceita, pois trata-se de calúnia, injúria e infâmia”, afirmou em pronunciamento o senador Marcello Crivela (PRB/RJ), bispo licenciado da igreja. A principal reclamação de Crivella e da Universal é que alguns dos maiores veículos da mídia nacional estejam aproveitando a investigação do Ministério Público para criar um factóide e, com isso, lutar contra o crescimento de audiência da TV Record. Dentre aqueles que deram mais publicidade ao caso estão o jornal Folha de S. Paulo, que há dois anos enfrentou uma enxurrada de processos judiciais movidos por fiéis da igreja por conta de uma reportagem sobre as finanças da denominação, e a Rede Globo, principal interessada na guerra de audiência. Mas se a motivação é questionável, os veículos garantem que as acusações procedem. Apesar das afirmações de independência da emissora, somente no ano passado a Universal teria repassado 400 milhões de reais para a Record. O valor entra com a compra de horários nas madrugadas, o que é perfeitamente legal. O problema é que enquanto a Globo fatura 50 mil reais, com 6 pontos no ibope, a Record, com audiência bem menor, cerca de 1,4 ponto, recebe mais de 200 mil por hora. Tudo da igreja, tudo bem acima dos valores de mercado.

Evangelho da prosperidade – Assim como a Record, com suas 23 emissoras de TV, 42 emissoras de rádio e várias outras empresas, a Universal também é seu modo uma potência. Em 32 anos, a igreja tornou-se a terceira maior denominação no Brasil, atrás apenas da Igreja Católica e da Assembléia de Deus. Afirma congregar 8 milhões de pessoas em seus 4500 templos espalhados pelo país. Além daqui, está presente em outras 171 nações e tem em seu corpo ministerial 9600 pastores e outros 4400 obreiros voluntários. Seu trabalho social e espiritual é digno de nota, uma vez que oferece a Palavra de Deus e mensagens de encorajamento para gente de todas as origens e classes econômicas, sendo uma porta de entrada para o Evangelho e para a libertação de multidões afundadas em vícios, criminalidade e falta de perspectivas na vida. É perfeitamente coerente e razoável que, como qualquer outra igreja – inclusive a Católica – ou religião, possa empregar os meios de comunicação, recursos e estrutura na tarefa evangelística. Mas a verdade é que o centro da crise não está aí e também não se restringe somente à Universal.

O espantoso crescimento evangélico nas últimas décadas já provoca uma crise de valores e de doutrinas em várias igrejas. O novo crente adotou regras menos rígidas e passou a procurar a religião não apenas como forma de obter benesses na eternidade, mas alcançar a prosperidade aqui e agora. E nada representa mais esse novo momento do que a Teologia da Prosperidade. Surgida por volta de 1940, nos Estados Unidos, ela radicaliza o ensino de que o sacrifício de Cristo deu àqueles que o seguem direito a uma saúde perfeita, riquezas materiais, triunfo sobre o Diabo e vitória sobre todo e qualquer sofrimento. Basta decretar ou determinar e colocar a fé em ação. “Para bancar suas ambições institucionais, proselitistas e econômicas, as igrejas atrelam a doação financeira à retribuição divina de bênçãos materiais. Cada culto procura convencer o fiel a firmar relações de troca com o Criador e comprovar a fé dando dinheiro. Quando a Universal começou a usar tais métodos, eles pareceram polêmicos e heterodoxos, mas agora os líderes de outras denominações perceberam a eficiência dessas práticas e, para adquirir vantagens competitivas, copiam todas elas”, explica o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC do Rio Grande do Sul, autor do livro Neopentecostais (Edições Loyola).

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Copiar não é força de expressão nem se resume à nova visão em relação ao dinheiro. Depois do sucesso da Fogueira Santa de Israel, do Vale do Sal e das rosas ungidas, fazer campanhas passou a ser algo praticamente obrigatório em todo meio neopentecostal e em parte do pentecostalismo clássico. Diante da renovada pressão por exposição midiática e crescimento, algumas igrejas históricas que adotaram a renovação carismática passam a rever a forma e o conteúdo de suas mensagens e deixam em polvorosa os mais tradicionais. Como tantos outros modismos, substituem a ênfase na santidade e no relacionamento com Deus pelo emocionalismo desprovido de mudança de vida e baseado na política do “toma lá, dá cá”.

“Estamos vivendo uma espécie de ‘síndrome de Éfeso’. Como no caso dos crentes que viviam naquela cidade nos tempos bíblicos, as pessoas correm atrás de novidades. Por outro lado, passou a ser inconveniente e fora de propósito falar em ‘sofrer por amor ao Evangelho’, ‘entregar tudo a Deus’ e ‘buscar em primeiro lugar os valores do Reino’. O único sacrifício válido é o financeiro. Infelizmente, pouco há em comum entre essas novas igrejas e a Reforma Protestante que deu origem aos movimento evangélico”, lembra o professor Lourenço Stelio Rega, diretor da Faculdade Teológica de São Paulo e especialista em Ética. Nessa nova realidade do meio religioso brasileiro, textos bíblicos tradicionais ganham novas interpretações, nas quais um Deus visto apenas como Senhor e Salvador já não atende à demanda dos fieis. Antes de mais nada, ele é um negociador e os líderes eclesiásticos, seus despachantes. Ai de quem bobear nessa tarefa: a concorrência é cada vez maior.

Um quadro vívido de como anda o movimento evangélico pode ser encontrado na periferia das grandes cidades. Nesses locais, proliferam igrejas, a maior parte congregações independentes, com templos quase vizinhos. Em São Paulo, a Avenida Celso Garcia, ´no Brás, uma das vias mais tradicionais da metrópole, passou a ser conhecida como “avenida da fé”. Em uma cidade onde um novo templo é aberto a cada dois dias, a Celso Garcia ganhou pelo menos nove novas igrejas nos últimos tempos, algumas com templos enormes e suntuosos, separados por poucos metros. E se antigamente as igrejas transformavam cinemas em lugares de culto, hoje supermercados e lanchonetes da rede Mc Donald’s são adaptados para funcionarem como templos. “É o fast food da religião. Como a concorrência é enorme, cada um tenta vender melhor seu peixe. Só falta pendurar uma faixa na entrada proclamando: ‘Esta igreja funciona. Sabemos como fazer Deus trabalhar para você’. Isso, a teologia já não explica mais. Procurar recompensa pelo menor preço é coisa para a economia clássica. Pior é que não há diferenciação: todos são vistos como evangélicos”, completa Rega.

Na ponta do lápis - Há quem veja o fenômeno do crescimento evangélico como um avivamento. Outros não aceitam tal interpretação, afinal, para um avivamento não basta o aumento quantitativo, é preciso também o qualitativo. De um jeito ou de outro, o fato é que o Brasil caminha a passos largos para se tornar em um futuro bem próximo uma nação de maioria evangélica. Percurso inverso ao da Europa, que abandonou o cristianismo e agora corre sério risco de se tornar um continente islâmico. Nesse exercício, não há nada de adivinhação, vontade ou futurologia. É questão de fazer cálculos. “A continuar a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, no final deste ano, 25,4% de um total de 196,5 milhões de brasileiros, ou seja, quase 50 milhões serão evangélicos. Já em 2020, metade da população será protestante”, observa a matemática e crente presbiteriana Eunice Stutz Zillner, do Ministério Apoio com Informação (MAI), responsável por análises e projeções no campo religioso.

Apesar da fé ser a motivação para o trabalho – ela e o marido, o engenheiro eletrônico Marcos Zillner, são missionários e pretendem que os números incomodem e estimulem as igrejas a evangelizar –, nada de ser tendencioso ou enveredar pela empolgação dos líderes denominacionais e seus números “evangelásticos”. As contas, literalmente, são feitas na ponta do lápis. As projeções do MAI têm como ponto de partida os censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões na época ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, os evangélicos dobraram de tamanho e passaram a ser 26,1 milhões, 15,45%. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas levando em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma Eunice. Nesse contexto, todos crescem, mesmo os históricos. Mas sobretudo as denominações neopentecostais.

Uma quantidade tão expressiva de pessoas transformadas pela Palavra de Deus leva a crer que haverá um forte impacto na sociedade brasileira, certo? Errado. Pelo menos, segundo os especialistas ouvidos pela semanal Época, a revista que fez inicialmente a projeção sobre o futuro do país. Para a antropóloga Christina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), a flexibilidade e a adoção de regras menos rígidas é a razão do exponencial crescimento evangélico. “Enquanto os católicos não aceitam coisas como a camisinha, os evangélicos adaptam-se aos costumes da sociedade. Há igrejas que aceitam gays, por exemplo. Essa tendência deve continuar”, prevê ela.

A potencialidade numérica também não garantirá que um presidente evangélico seja eleito, já que tradicionalmente a representação política no Congresso fica bem aquém da porcentagem de crentes na população. O Brasil também será muito diferente dos Estados Unidos, onde a moral conservadora é parte essencial da crença e do culto. “A religião foi abrasileirada. Não tem um foco tão grande no moralismo”, analisa o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Continuando, os especialistas acreditam que o aumento da população protestante levará ainda à diminuição do consumo de álcool, com a oposição costumeira dos crentes, e ao aumento da escolaridade, já que as crianças são incentivadas a ler a Bíblia. Com relação à violência, continuará havendo tolerância e o motivo para se acreditar nisso está nas favelas do Rio de Janeiro, onde pastores e traficantes convivem bem. Há respeito para com os religiosos e os bandidos atendem apelos eventuais. Mas o tráfico permanece.

Visto com esperança por uns, o panorama causa desconfiança e provoca arrepios em outros. Especialmente em que acredita na máxima bíblica de que o crente “não pode se conformar ao mundo, mas deve transformá-lo pela fé” e que defende os valores expressos na Palavra de Deus sem restrições. “A Igreja evangélica desprovida da ética cristã não consegue impactar a sociedade. Aliás, não precisamos esperar o futuro para ver o que acontecerá. Podemos observar hoje. Décadas atrás, falávamos em católicos nominais. Agora, já temos os evangélicos nominais, aqueles que frequentam os cultos apenas atrás de bênçãos. Sem querer generalizar, mas vivemos uma crise de conversões no Brasil, já que vemos quase somente adesões”, alerta o pastor e pesquisador Paulo Romeiro, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Para ele, aqueles que usam a mídia para anunciar uma mensagem de salvação são raros e a situação só mudará caso esses líderes mais éticos tenham maior visibilidade. “A justiça, em todos os seus sentidos, não é mais preocupação de grande parte da Igreja cristã. Em parte, isso ocorre porque não há uma estrutura de poder que coíba abusos e manipulação de um líder carismático que manda sozinho lá no topo, coisa muito comum nessas denominações que mais crescem. Está na hora do trigo aparecer, para que a sociedade veja a diferença.”

Preocupação semelhante tem o também pastor e jornalista Silas Daniel. Nos últimos meses, o jornal do qual ele é o editor, o Mensageiro da Paz, órgão oficial de comunicação das Assembleias de Deus no Brasil, publicou uma série de matérias sobre o Brasil evangélico em 2020 e perguntou a algumas das principais lideranças assembleianas se ainda é possível mudar tal quadro. A resposta é sim, mas o tempo está cada vez mais curto. “Apesar das denominações neopentecostais terem mais visibilidade, por causa da mídia, o crescimento evangélico também atinge as organizações históricas e pentecostais. Essas precisam resgatar a mensagem sobre santidade, renúncia e humildade no lugar da auto-ajuda e dos discursos feitos para massagear o ego que tomaram de assalto os púlpitos. Só com ênfase renovada na exposição sadia da Palavra de Deus e na oração, culto após culto, poderemos virar o jogo”, adverte. Se o futuro não for assim, a velha figura do evangélico com a Bíblia debaixo do braço será mesmo coisa do passado.
Olhar Fuminante

Marcos Stefano
Jornalista da revista Eclésia