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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O jovem rico e os profetas da prosperidade (humor!)


Por René Vasconcelos

Estava refletindo esses dias em Marcos 10, capítulo que nos traz a passagem do jovem rico, que questiona a Jesus o que deve fazer para herdar a vida eterna. A resposta de Jesus é de uma simplicidade tremenda, mas entendam; ser simplista não quer dizer ser simplório. A simples resposta de Jesus tem uma profundidade que deixou o jovem rico atordoado. Jesus cita os mandamentos de Moisés, algo extremamente comum para um judeu e, obviamente, o jovem rico já sabia de tudo isso. Porém, Jesus termina dizendo algo que deixa o jovem atordoado:
Caramba! Mas vender tudo o que tem? E dar aos pobres?! Pois é. Jesus não se interessava pelo status social do jovem, nem pelas facilidades que suas riquezas trariam. Se o jovem quisesse, ele poderia se despojar de seus bens e seguir a Jesus de mãos vazias, mostrando desprendimento. E o foco dessa reflexão não é o fator de possuir riquezas ou não; mas a resposta de Jesus.
Jesus poderia pensar: “Com o dinheiro desse jovem, eu poderia viajar mais facilmente e para mais longe, propagando melhor a Minha Palavra!” Afinal, Jesus era homem e, como homem, Ele precisava de dinheiro para se alimentar, viver e viajar. Mas Jesus é Divino e, por ter essa essência, não olhou para o dinheiro do rapaz, mas para o valor de sua vida e o quanto aquela alma era preciosa para Deus.
Agora, imaginem essa pergunta sendo feita nos dias de hoje, aos líderes evangélicos brasileiros? Que tipo de respostas o jovem rico poderia receber?

“Melhor ainda, deixa na fogueira santa de Israel!”
“Você joga futebol? Não? Tem um jovem rico que me segue e joga futebol. Pergunta pra ele se não é bom me seguir? Já é até pastor!”

“Porque Universal é outra religião! Agora… financia meu programa na TV, vai?!”
Pois é. As respostas são exageradas, mas refletem bastante o que acontece atualmente. Grande parte dos líderes evangélicos estão tão preocupados com o tamanho que o seu próprio ministério pode tomar, que se esqueceram de olhar para as pessoas; olham agora somente para o que as pessoas têm a oferecer. Com a desculpa de manter abertas centenas de igrejas, programas de TV e de rádio, fazem totalmente diferente do que Jesus, que deveria ser fonte de aprendizado, fez.
Por isso, líderes e pessoas que se acham vocacionadas a líderes! Prestem bem atenção para não caírem nesse mesmo erro. Olhem para as pessoas como o Senhor olha para elas; como pessoas amadas, que não precisam te oferecer nada, ao invés de olhar para o quanto de dízimo as pessoas podem dar!

Fonte: Papo de Teólogo, via Púlpito Cristão

A irremediável burguesia religiosa

Se não me falha a memória, a frase é do Cazuza. ''A burguesia fede, mas tem os seus encantos''. Pela classificação mais ordinária dos cidadãos brasileiros, nasci na classe ''C'', isto é, no andar de baixo desta burguesia. Designado para viajar nos vagões mal cheirosos que ficam atrás do trem, minha infância não teve tantos mimos. Cresci sem automóvel (eu tinha 17 anos quando papai comprou um carro), sem frequentar lanchonete nos fins de semana e sem vestir roupa de grife. Não, nunca fomos pobres; tínhamos segurança alimentar e uma grande família com tios que chegaram junto na hora do sufoco.
Mas, para entrar no baile de adolescente na vesperal do Clube Náutico, eu precisava pular o muro; para chupar um picolé no intervalo da aula, tinha que ir para o colégio a pé e para comer maçã, adoecer.
Tornei-me um militante do patético alpinismo social. Em meu primeiro emprego, fixei a meta de comprar um fusca. Trabalhei como um remador de galé, mas um ano depois saí da loja montado nas quatro rodas alemãs - e mais trinta e seis prestações. Daí para a frente, continuei subindo. Cheguei ao mundo colorido da classe ''B''. Eu já não era um remediado pobretão. Cedo, também notei que as escadas religiosas poderiam me conduzir a patamares mais elevados.
Gastei a maior parte dos meus dias entre cristãos que faziam da religião o trampolim social que a sociedade lhes negava. Eu sabia que a lógica religiosa que eu aceitava de bom grado, e fortalecia, servia às aspirações de pequenos ricos.
Primeiro, nos Estados Unidos. Viajei extensivamente por quase todo o território e conheci a América profunda. Preguei tanto em igrejas grandes como em bibocas. Evitei, por interesse, notar como os pentecostais se esforçavam para mostrar que não eram os primos pobres de batistas e presbiterianos. Por duas vezes, participei do Concílio Geral das Assembleias de Deus. Não há como descrever o desfile das vaidades que vi nessas reuniões. Pelos corredores lotados com mais de quinze mil pastores, mulheres borradas de maquiagem ostentavam roupas caras e os maridos batalhavam para ganhar a placa de ''Maior Contribuinte de Missões Mundiais''.
Depois que voltei ao Brasil, também procurei cegar para o que via. Eu não queria notar como líderes denominacionais usavam de toscas manipulações para se manterem temidos como caudilhos. Pastores oriundos das mesmas camadas sociais que eu, se sentiam desafiados a passar pelo malho apertado da peneira social. Alguns, logo revelavam sinais exteriores de riqueza, fama, glória. Isso lhes motivava à luta e eu, confesso, queria ser como um deles. Os ungidos apareciam ao lado de políticos famosos, viajavam para Israel, abriam postos missionários além-mar.
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Paulatinamente, distanciei-me desse mundo que passou a imprimir cartão de visita com o titulo de Apóstolo. Depois, com as mega-empresas religiosas, quando o cacife cresceu, e eu decidi sair de vez. Os verdadeiramente ungidos passaram a desfilar de BMW, helicóptero e jatinho. Resolvi não desejar esses brinquedinhos que patenteiam a bênção de Deus.
                                          
O mundo evangélico está contaminado por esta espiritualidade pequeno-burguesa. Animado pela lógica de que servir a Deus é proveitoso, o crente parte em busca do macete que abre porta de emprego, faz passar no vestibular, resolve causas na justiça, ajuda nos concursos públicos e aumenta salário. Para ele, a prova de que Deus existe está nesses pequenos milagres; e o melhor testemunho da verdade da fé, na capacidade de mover o braço do Todo-Poderoso.
                                            
Quase fui linchado quando afirmei, em um estudo bíblico, que Deus não abre porta de emprego. Sofri crítica por dizer, baseado no Sermão da Montanha, que Jesus ensinou aos filhos de Deus a não pedirem coisas materiais. A princípio, não entendi a reação virulenta. Por que tamanha resistência à proposta de espiritualidade que abre mão das intervenções divinas para se dar bem na vida? Mas, quanto mais eu lembro das ambições que povoaram o meu coração juvenil, dos corredores enfatuados daquelas convenções americanas e da breguice dos evangelistas novos-ricos, reconheço: não se desvencilha com facilidade das orações milagrosas que prometem os encantos da burguesia, sem feder.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é pastor da Igreja Betesda de São Paulo e presidente da Convenção Nacional da denominação. Presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos. Gondim é casado com Silvia Geruza Rodrigues, pai de três filhos - Carolina, 29; Cynthia, 27; e Pedro, 19 - e avô de Gabriela, Felipe e Felipe Naran. Nascido em 1954, em Fortaleza, Ceará, é formado em Administração de Empresas. Viveu nos Estados Unidos onde obteve formação teológica no Gênesis Training Center em Santa Rosa, Califórnia. Ministra palestras e conferências. É colunista das revistas evangélicas "Ultimato" e "Enfoque Gospel". Como escritor, Gondim é autor de livros como "O Evangelho da Nova Era", "Santos em Guerra", "Saduceus e Fariseus", "Creia na Possibilidade da Vitória", "É Proibido" - obra indicada ao prêmio Jabuti, de literatura brasileira -, "Artesão de uma Nova História", "Como vencer a Inconstância", "A presença imperceptível de Deus", "Do Púlpito 5", "O que os evangélicos (não) falam", "Creio, mais tenho dúvidas", e "Sem perder a Alma", o mais recente.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cristão é incendiado e agredido no Paquistão!

Um evangelista ainda se recupera de queimaduras após seis jovens muçulmanos o agredirem severamente e lhe atearem fogo no mês passado em uma aldeia perto da cidade da província de Punjab, segundo relatos de uma cristã ao Compass Direct.

Cristãos locais disseram ter encontrado o reverendo Wilson Agostinho, de 26 anos, inconsciente, com queimaduras na cabeça, mãos e braços em 22 de novembro de 2010, perto da parada de ônibus nos arredores de Sargodha. Ele distribuía panfletos e anunciava Cristo porta a porta no dia anterior entre as famílias cristãs dali.

O cristão Rustam Masih disse ao Compass Direct que Agostinho ia porta a porta quando os filhos de um poderoso proprietário de terras viu um dos panfletos. Mais tarde os agressores foram identificados: Muhammad Usman Ghani, Taha Muhammad Khan, Mehmood Talha, Warriach Nisar, Cheema Zareen e Jamshaid Ali Ansari.

Aamir Masih, um cristão mais velho da mesma vila, disse que os jovens muçulmanos erroneamente consideravam versos do folheto que descreve a ressurreição de Jesus como algo depreciativo a Maomé, o profeta do islã.

"Depois de me incendiarem, eles começaram a me batendo de novo", disse Agostinho e continuou, “pelas agressões o fogo cessou e então eles me arrastaram para os arbustos próximos dali."

A polícia registrou um primeiro relatório de informação (FIR n º 1135/10) pelo ataque conjunto e tentativa de homicídio, mas se recusaram a nomear os suspeitos que a vítima queria identificar, disse Agostinho.

Um representante da polícia disse ao Compass Direct que os agentes se recusaram a registrar o caso contra os homens porque estava escuro e o cristão poderiam ter se confundido, porém o pai da vítima disse que a polícia foi subornada.

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Extraído do site Portas Abertas

149 ataques feitos a cistãos em 2010 na Índia!

A "Evangelical Fellowship of India", organização que reúne as comunidades cristãs de diversas denominações protestantes, publicou um relatório sobre as perseguições religiosas na Índia. Ao todo, os cristãos foram alvo de 149 ataques em 2010.

O documento revela que a violência praticada pelos grupos extremistas hinduístas atingiu 18 Estados, principalmente os de Karnataka, Andra Pradesh, Madhya Prades e Cattisgarh.


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Nos anos precedentes, os episódios mais graves eram registrados no Estado de Orissa, mas a atenção dedicada tanto do governo, quanto da comunidade internacional, fizeram com que a violência fosse quase eliminada nessa região.

Um dos problemas, que resulta em impunidade, é que muitas das autoridades civis no poder são parte do Partido Nacionalista Hindu, o Baratiya Janata Party, que legitima e protege os grupos extremistas.

O relatório traz dados de que os ataques são perpetrados contra pessoas, lugares, instituições e comunidades reunidas para a liturgia. O texto denuncia, em particular, a violência sexual sofrida pelas mulheres cristãs, principalmente no Estado de Karnataka, pratica com o objetivo de intimidar ou forçar a conversão ao hinduísmo.

A impunidade está apontada como a principal razão da continuidade das agressões, instigadas por alguns meios de comunicação. As comunidades cristãs da Índia reforçam o apelo aos governantes e à polícia para que provenham mais proteção, maior liberdade religiosa e dêem suporte à liberdade religiosa e à defesa dos direitos inalienáveis de todos os cidadãos indianos, qualquer que seja a sua fé.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BBB, lingeries, corpos nus e erotismo.

Hoje o Brasil irá assistir a a abertura da 11ª versão daquilo que considero ser um dos piores programas de televisão do país, o Big Brother Brasil. Lamentavelmente, nos próximos três meses, as imagens de corpos nus, lingeries ousadas e muita sensualidade invadirão as residências brasileiras transformando o mais famoso reality show do mundo num programa erótico. Copie o código abaixo e cole no Orkut

Pois é, não é preciso ser profeta para perceber que o perfil  escolhido dos 17 "Brothers" tem tudo para corroborar com a transformação de um programa de entretenimento numa versão  mais  “light” do canal Sexy Hot, onde debaixo de mantas e edredons tudo é possível.

Caro leitor, vivemos dias complicadíssimos em nosso país. Nossa sociedade encontra-se absolutamente deteriorada, nossas famílias perdidas e sem rumo, nossos adolescentes e jovens sem perspectivas e referências. Tenho a impressão de que do jeito que a coisa anda caminhamos a largos passos para a “sodomização” da existência.

Sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. A sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que se contrapõe aos princípios da lei de Deus. Os padrões de moralidade parecem não mais existir, a forma de se medir felicidade e sucesso difere daquela encontrada na Palavra de Deus. O objetivo de vida do ser humano não é a glorificação do nome do Senhor e sim a busca desenfreada pela satisfação pessoal, ainda que para isso seja necessário desconstruir conceitos e valores jogando-os definitivamente na lata do lixo.

Como já escrevi anteriormente, nós cristãos  fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente daqueles que compõem esta geração. Compromisso com a moral, decência e santidade devem fazer parte da vida daqueles que nasceram de novo, levando-nos a exalar sobre os que se encontram em estado de putrefação espiritual o bom perfume de Cristo.

BBB, eu tô fora, e você?

Pense nisso!
Por  Renato Vargens
fonte: http://www.pulpitocristao.com/









Universal vai recorrer de decisão favorável a Xuxa

Condenada a pagar R$ 150 mil de indenização por dano moral à apresentadora da Rede Globo Xuxa Meneghel, a Editora Gráfica Universal pretende recorrer da decisão. Segundo a advogada Rafaella Marcoloni, representante da gráfica que emite o jornal Folha Universal, a questão será levada para "uma análise mais apurada do Tribunal, para um julgamento colegiado".
                    
O julgamento, em primeira instância, foi conduzido pela juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca.
Rafaella critica o vazamento do resultado do processo antes mesmo da publicação e diz que foi supreendida ao tomar conhecimento da sentença pela imprensa não oficial. "Isso me causou estranheza", afirma, dizendo-se "preocupada" com o fato.
A gráfica acabou condenada em razão de reportagem publicada na Folha Universal, jornal da igreja fundada pelo Bispo Edir Macedo. A matéria, baseada na "tese" controversa do pastor Josué Yrion, um missionário radicado nos Estados Unidos, famoso pelo discurso polêmico, vinculava a apresentadora ao "satanismo", afirmando que ela teria vendido a alma para o demônio por US$ 100 milhões.
De acordo com Rafaela, que fala em nome do Kamenetz e Haimenis Advogados Associados, essa não expressa a opinião da Folha Universal. Ela argumenta que a informação não era inédita e que outros veículos já haviam levantado a mesma questão.
- Se houvesse algum algum comentário em relação àquilo, aí, sim, seria considerado um abuso no direito de informar. No caso específico da matéria, o que se teve foi uma reprodução fiel do que foi dito por esse pastor. As palavras dele foram reproduzidas pelo jornal. A história (sobre o "pacto" com Satanás) corre há algum tempo.
Na avaliação dela, "não houve maledicência" por parte da Folha Universal .
- O texto não emitiu julgamento. Aliás, se emitiu um julgamento foi até de forma favorável à autora (Xuxa), porque diz que o enredo seria a trama de um filme de terror, entre aspas. Então, demonstra, de forma implícita, que a história seria inverídica, fantasiosa. O fato de ser uma lenda urbana ou o produto da loucura de um terceiro não impede que ela seja divulgada. É essa a liberdade que a imprensa busca. Foi gerada uma confusão, como se aquela opinião tivesse sido proferida pela voz da Igreja Universal através de seu jornal.
A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que a sentença não será publicada na íntegra a pedido da apresentadora, acatado pela Justiça "porque Xuxa é pessoa pública". Já sobre o vazamento, afirmou que não tinha "nada a dizer".
"Liberdade com responsabilidade"
Na interpretação da juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, a publicação se baseou em especulação e não deu voz a Xuxa. A magistrada destacou que "toda liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade".
- O que a ré parece não saber, embora, ironicamente, seja gráfica de uma igreja é que quem publica o que quer, com manchete sensacionalista e texto estapafúrdio sobre 'famosos que teriam se deixado seduzir pelo mal' e monta fotos, legendando-as com palavras que evocam um suposto culto da autora pelo diabo, deve ser responsabilizado pelo dano moral causado, agravando-se tal situação por ser a autora pessoa que tem seu público, sobretudo, no meio infantil e infanto-juvenil, que é mais facilmente ludibriável, sentenciou a magistrada, de acordo com informação do site do TJ-RJ.
No processo, a apresentadora declarou ser "uma pessoa de muita fé" e alegou que tem uma "imagem a zelar", conforme informação do TJ-RJ.
A gráfica foi condenada também a publicar, na primeira página da próxima edição após o trânsito em julgado da ação, no mesmo periódico, o seguinte: "em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24 de agosto de 2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões".
Xuxa e a Mão Chifrada

Você sabia? Igreja abriu seus arquivos históricos para buscar a verdade sobre a Inquisição. Veja o que descobriram.

*  

30 milhões de mortos pela inquisição? MENTIRA!
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Para muitos estes supostos dados de “milhões de mortes” são as provas claras e literais do obscurantismo e corrupção da Igreja católica durante a “Idade das Trevas” podemos então afirmar a veracidade destes números que pressupõem que um verdadeiro “holocausto” foi promovido por parte do clero da Igreja Católica?
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É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas aniquiladas pela Inquisição.

Há também diversos ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítido tal interpretação, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções. É inegável a atuação da Inquisição assim como os julgamentos, qualquer contraposição é uma aberração um erro grotesco de história, a crítica veiculada neste texto é dirigida aos números de mortes e incidentes referentes aos cerca de 386 anos de atuação, deste tribunal eclesiástico.
Muitos podem até dizer que números não importam, contudo ela “matou e torturou”, a questão é que nesta situação os números representam o maior pretexto e fonte de contradições a temática, pois tendem a alimentar e propagar a ideia de uma tragédia histórica, sem controle, um crime, um perverso e criminoso ato, vindo da Igreja contra a humanidade.

Não levando em conta os fatores, o contexto e as posições religiosas da época estaria correto colaborar com estas argumentações e afirmações?

Teria sido uma ferramenta de perseguição e extermínio de quem ousava pensar diferente? ou trata-se de posições subjetivas oriundas do homem contemporâneo?
Vale salientar que estas sociedades eram claramente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinham como ferramentas de prevenção, a condenação de grupo ou individuo, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além de evitar a propagação de heresias e divisões entre os fieis na Cristandade, assim os códigos penais abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu.
E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7) que evitavam a expansão de cismas e heresias. Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou das Cruzadas, centram-se também nos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazê-los de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J. Fato que “é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo” segundo Hilaire Belloc.
A principal finalidade do artigo não é amenizar os efeitos da Instituição ou fazê-la mais branda, mas trazer a tona os fatos e verdadeiros números da referida instituição, cujos estudiosos sérios testemunham para que possamos construir uma justa interpretação do tema, sem nos veicularmos a nenhuma propaganda anticatólica.
Vamos tomar como referência as Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que 30 grandes historiadores participaram vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja.

O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade”?
O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998.
Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Atas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma. O mesmo historiador lembrou “Para historiadores, porem, os números têm significado” (Folha de S. Paulo, 16 junho 2004).
As atas documentais do Simpósio, já foram utilizadas em vários obras de historiadores, e continuam a ser, tais documentos são resultados de uma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.
Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
“A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7 (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”
Sobre as famosas “caças as bruxas”:
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“Dos 125.000 processos de sua historia [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou a morte 59 “bruxas”. Na Itália. 36 e em Portugal 4.”
E a propaganda de que “foram milhões”:
Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.
Sentenças de uma famoso inquisidor: “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).
O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava-se tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do se imaginava e foi propagado.

Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição. “Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998). Bom que tudo isto tem mudado é sinal de esperança, tomara que haja uma nova reconstrução “hermenêutica”, sendo esta necessidade histórica.
Que com uma justa crítica acurada, superem-se as ambiguidades historiográficas. Pena que as correntes históricas penduram-se e os teóricos antigos, dizem eles os “conceituados” continuam a ser as referencias “fidelíssimas”, assim na prática pedagógica e histórica; seja superior (acadêmica) ou (média e fundamental) ensinos públicos, continua à ritualista tradição a-histórica, não transparente sobre os acontecimentos e de tom feiticista e alienado, incluindo dentre destes, muitos estudiosos, professores, e jornalistas brasileiros e do resto do mundo. “Há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente supõe o que seja a Igreja Católica” (Bispo americano, John Fulton Sheen). Referencias: AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009. DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925. L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998. PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964. ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993. Texto de John lennon J. da Silva

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Brasileiro que ajudou a fundar Facebook vira um dos homens mais ricos do país!

Ao avaliar o Facebook em US$ 50 bilhões, banco Goldman Sachs fez com que a fatia de Eduardo Saverin passasse a valer US$ 2,5 bilhões

Saverin: montante transforma o empresário no 10º homem mais rico do Brasil, logo atrás de Abílio Diniz e Antônio Erminio de Moraes
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São Paulo – Com o aporte que o Goldamn Sachs fez nessa semana no Facebook – e que avaliou o valor de mercado da companhia em 50 bilhões de dólares – a fortuna do brasileiro Eduardo Saverin também aumentou. Como o co-fundador possui cerca de 5% da rede social, sua fortuna passou a valer, pelo menos, 2,5 bilhões de dólares. Não se sabe se o recluso empresário possui outros investimentos.
O montante transforma Saverin no 10º homem mais rico do Brasil, logo atrás de Abílio Diniz e Antônio Erminio de Moraes (que somam fortunas de 3,0 bilhões de dólares cada), segundo a lista de bilionários da Forbes divulgada em 2010. O brasileiro criado em Miami ultrapassou Moise Safra e sua fortuna de 2,3 bilhões de dólares na posição de décimo homem mais rico do Brasil. Saverin foi um dos co-fundadores da rede social, junto com Mark Zuckerberg.
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No início, Saverin chegou a deter 30% do maior site de relacionamento do mundo, mas manobras jurídicas praticamente eliminaram sua participação acionária. Após uma disputa judicial, o brasileiro firmou um acordo com Zuckerberg, recobrou o título de co-fundador do Facebook, recebeu uma indenização não divulgada e passou a deter 5% da empresa. A briga já rendeu um livro e foi retratada no filme "A Rede Social".
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O Facebook recebeu um aporte de 450 milhões de dólares do banco Goldman Sachs e 50 milhões de dólares de um investidor russo nessa semana. Os investidores avaliaram o Facebook em 50 bilhões de dólares para aplicar o dinheiro.
Fonte: EXAME.com